Banca em Análise 2017

Comunicados de Imprensa

Banca angolana mantém resiliência, com aumento dos fundos próprios e dos resultados líquidos

12.ª edição Banca em Análise

Com interesse

LUANDA, 19 de Outubro de 2017 – Em 2016, o volume de activos agregado das instituições financeiras angolanas incluídas na 12.ª edição do estudo1 Banca em Análise da Deloitte, apresentada hoje em Angola, fixou-se nos 8.702 mil milhões de Kwanzas (AKZ). O resultado líquido total dos bancos em análise registou um crescimento de cerca de 55% no mesmo período, para os 174.019 milhões de AKZ, valor que incorpora a valorização dos activos e passivos em moeda estrangeira ao câmbio oficial. Na posição relativa entre os cinco maiores bancos do mercado angolano1, o BPC continua a liderar a lista com um activo total de 1.691 mil milhões de AKZ, seguido pelo BAI, BFA, BIC e ATL. Os cinco maiores bancos representam 73% do total do activo dos bancos em estudo e o seu activo registou um aumento de 23% face ao ano anterior.

“O sector bancário angolano demonstrou em 2016 um elevado grau de resiliência. Apesar da conjuntura económica adversa materializada nos níveis historicamente baixos da cotação do petróleo nos mercados internacionais, conseguiu alcançar um desempenho positivo, sendo de destacar o reforço dos fundos próprios dos bancos, que registaram um aumento de cerca de 26% face a 2015”, salienta Duarte Galhardas, Presidente da Deloitte em Angola.

José Barata, sócio e líder do Sector Financeiro da Deloitte em Angola, refere que “o estudo destaca a trajectória positiva do sector bancário em Angola, consubstanciada na melhoria de uma parte significativa dos indicadores e rácios de relevo para o sector, como o aumento significativo do valor dos depósitos de clientes ou o aumento da utilização de meios electrónicos de pagamento. Adicionalmente, importa sublinhar o aumento global da margem financeira e dos resultados líquidos do exercício dos bancos analisados nesta edição.”

“Neste período é ainda de destacar a adopção plena das Normas Internacionais de Contabilidade e de Relato Financeiro (IAS/IFRS) e a fusão do Banco Privado Atlântico (BPA) com o Banco Millennium Angola (BMA), dois acontecimentos que tiveram impacto em termos de metodologia e nas bases de preparação do nosso estudo. Face aos desafios económico-financeiros com que o país se tem vindo a defrontar e ao aumento significativo de exigência e complexidade em matéria de regulação e de supervisão bancária emanada pelo Banco Nacional de Angola, é provável que exista um incremento nos movimentos de consolidação do sector bancário no futuro próximo”, conclui.

De acordo com a 12.ª edição do estudo Banca em Análise, em 2016, o peso dos depósitos em moeda nacional manteve a sua tendência de crescimento em detrimento da moeda estrangeira, passando a representar 67% dos depósitos totais. O valor total dos depósitos de clientes no sector bancário nacional foi de 7.043 mil milhões de AKZ nesse ano, representando um crescimento de 16% face a 2015, valor que incorpora o efeito da valorização dos depósitos em moeda estrangeira ao câmbio oficial.

O crédito líquido a clientes registou também um aumento em comparação com o ano anterior. Considerando os bancos analisados, o total de crédito líquido ascendeu a 3.062 mil milhões de AKZ1, o que representa um crescimento de 12% face a 2015, com o BPC, o ATL, o BAI, o BIC e o BFA a liderarem na concessão de crédito. Esta variação incorpora o efeito da valorização dos créditos concedidos em moeda estrangeira ao câmbio oficial. O estudo demonstra ainda que o reconhecimento de perdas para o crédito dos bancos aumentou cerca de 0,4%. No que se refere ao rácio de crédito vencido, este manteve-se nos 13%.

Factos e números da 12.ª edição do Banca em Análise:

  • Meios electrónicos de pagamento mantêm tendência crescente - O número de Cartões Multicaixa Vivos2 aumentou de 3,4 milhões, em 2015, para 3,6 milhões, em 2016. No entanto, verificou-se uma diminuição dos Cartões Válidos3, de cerca de 4,7 milhões em 2015 para 4,6 milhões em 2016.
  • Reforço da rede de terminais de pagamentos - O número de Caixas Automáticas (ATM) e Terminais de Pagamento Automático (TPA) registou um crescimento de 5% e 10%, respectivamente. O número de ATM aumentou de 2.776, em 2015, para 2.911, em 2016, e o número de TPA cresceu para 67.496 terminais em 2016 face aos 61.496 em 2015.
  • Número de transacções atinge novo recorde - Em 2016 registou-se um crescimento global de 18% no número de transacções face a 2015, tendo as transacções realizadas em ATM aumentado 11%  e as transacções efectuadas em TPA quase 41%.
  • Crescimento no número de depósitos - O valor total dos depósitos de clientes no sector bancário nacional era de cerca de 7.042.672 milhões de AKZ no final de 2016, um crescimento de 16% face a 2015.
  • Aumento de balcões e colaboradores - O número de balcões aumentou de 1.736 em 2014 para 1.865 em 2015, um crescimento de 7%. Verificou-se também um ligeiro aumento de 5% no número de colaboradores afectos ao sector financeiro (de 20.671, em 2014, para 21.648, em 2015).

Aceda aqui ao estudo completo.

1 O presente estudo inclui informação dos bancos a operar em Angola durante o ano de 2016, com a excepção do Banco Económico, Banco Mais e Banco Postal, devido à indisponibilidade da informação das respectivas Demonstrações Financeiras, e do Banco Kwanza Investimento, por este considerar que a actividade que tem desenvolvido não é comparável com aquela praticada pelos restantes operadores do mercado.

2 Cartões vivos: cartões que apresentem pelo menos uma utilização.

3 Cartões válidos: cartões emitidos que estão dentro do prazo de validade.

Communications & Media Relations

Miguel Jerónimo
mijeronimo@deloitte.com
Tel: (+244) 923 168 100

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