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Mercado africano de bens de consumo resiste à incerteza económica

Com interesse

Luanda, 27 de Julho de 2017 – Apesar do abrandamento do crescimento económico, a indústria africana de bens de consumo tem demonstrado resiliência e evoluído positivamente, quando consideradas as moedas locais. A conclusão é da 1ª edição do estudo “African Powers of Consumer Products” da Deloitte.

De acordo com o estudo, que considera apenas empresas sedeadas e cotadas em países africanos, as 50 maiores empresas africanas do sector estão concentradas em 15 países, com a África do Sul, Egipto, Nigéria e Marrocos a contar para 64% do número e 80% das receitas do ranking. Esta concentração reflecte a dimensão das economias destes países, o seu grau de desenvolvimento e diversificação e, simultaneamente, o reduzido nível de desenvolvimento do mercado de capitais nos restantes países africanos.

Embora o crescimento africano tenha abrandado nos últimos anos, sobretudo devido à contracção do preço das commodities, as perspectivas de crescimento para as empresas deste sector são positivas. O PIB per capita em paridade de poder de compra na África Subsariana duplicou para 3,831 dólares americanos (USD), entre 2000 e 2016. Enquanto alguns países produtores de petróleo registam um decréscimo no investimento, as economias da África Oriental, menos expostas ao mercado das commodities, crescem a taxas iguais ou superiores a 6% por ano.

As receitas das 50 maiores empresas decaíram, em média, 7,5% em dólares e cresceram 4,7% nas moedas locais, em períodos homólogos. Quando analisada a cinco anos, entre 2011 e 2015, a média da taxa de crescimento anual composta (CAGR) das 50 maiores empresas é de 3,5% em dólares e 12,5% nas moedas locais.

“A acentuada desvalorização das moedas dos países africanos face ao dólar americano tornou os bens importados mais dispendiosos, criando oportunidades para os produtores locais aumentarem a sua capacidade de produção e, em consequência, as respectivas quotas de mercado”, afirma Pedro Miguel Silva, Associate Partner e responsável pela área de Retail & Consumer Products da Deloitte em Angola.

O estudo da Deloitte tem em conta o desempenho das 50 maiores empresas do sector de bens de consumo africano no ano fiscal de 2015 (compreendido entre Junho de 2015 e Maio de 2016), com base nas receitas em dólares. Inclui empresas sediadas em África, cotadas na bolsa de valores africana, cuja actividade principal é a produção de bens de consumo.

Top 10 empresas de bens de consumo africanas (ano fiscal de 2015)

#Top Empresa País de origem Receitas em 2015 (US$ milhões)
1 Tiger Brands Ltd África do Sul 2,600
2 RCL Foods Ltd África do Sul
2,100
3 Flour Mills of Nigeria Nigéria 1,800
4 Distell Group Ltd África do Sul 1,700
5 Pionner Food Group África do Sul
1,600
6 Nigerian Breweries Nigéria 1,500
7 Tongaat Hullet Ltd África do Sul 1,300
8 AVI Ltd África do Sul 990
9 Astral Foods Ltd África do Sul 940
10 Illovo Sugar Ltd África do Sul 876


Apesar de as empresas sul-africanas e nigerianas dominarem o Top 10 em termos de receitas, quando analisadas as margens de lucro, estas empresas deixam de figurar no ranking. As empresas mais rentáveis (margem de lucro mais elevada) estão localizadas no Norte de África (4), na África Oriental (4) e na África Ocidental (2). No ano fiscal de 2015, 48 das 50 maiores empresas registaram margens de lucro positivas, 16 delas acima dos 10%.

Top 5 de empresas com maior margem de lucro (ano fiscal de 2015)

#Top Empresa País de origem
1 Eastern Tobacco Co Egipto
2 Tanzanian Breweries Ltd Tanzânia
3 Société Frigorifique et Brasserie De Tunis Tunísia
4 Edita Food Industries S.A.E Egipto
5 Delta Corporation Ltd Zimbabué


Top 5 de empresas por taxa de crescimento anual composta (em moeda local, entre o ano fiscal de 2011 e 2015)

Os países do Norte de África emergem nesta lista, concentrando algumas das empresas de bens de consumo com o crescimento mais acelerado do Continente (5 no Egipto, 1 em Marrocos e 1 na Tunísia). As restantes três ficam na África do Sul.

# Top Empresa País de origem
1 South Cairo & Giza Mills & Bakeries Egipto
2 East Delta Flour Mills Egipto
3 RCL Foods África do Sul
4 UNIMER Group Marrocos
5 Middle & East Delta Flour Mills  Egipto


“As perspectivas económicas positivas, a urbanização acelerada, a ascensão da classe média e da população jovem africana, acompanhadas pela melhoria das infra-estruturas e pelos avanços tecnológicos, continuam a motivar o investimento em África das principais empresas multinacionais do sector de bens de consumo. Prevemos um aumento dos investimentos nesta área, uma vez que o continente continua a crescer”, conclui António Veríssimo, Partner e responsável pela área de Consulting da Deloitte em Angola.

Consulte aqui o estudo “African Powers of Consumer Products”.

Communications & Media Relations

Miguel Jerónimo
mijeronimo@deloitte.com
Tel: (+244) 923 168 100

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