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Deloitte lança 7ª Edição do Estudo Banca em Análise

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Luanda, 22 de Outubro de 2012 – A Deloitte Angola apresentou na semana passada o estudo Banca em Análise 2012, no Hotel de Convenções de Talatona. Esta iniciativa, que conta já com 7 anos, é um trabalho anual que resulta da compilação e análise das demonstrações financeiras dos bancos que operam no país. O produto final é uma visão integrada e consolidada do sector bancário e da sua evolução no último ano.

Num contexto de crescimento real da economia mais moderado, o desempenho demonstrado pelo sector financeiro é ainda mais significativo. “Mas não basta crescer. É fundamental que as organizações apostem continuamente no reforço das suas estruturas – na optimização dos seus processos, na adaptação dos seus modelos de governance e gestão de risco, na qualificação das suas pessoas, no desenvolvimento da sua oferta de produtos e serviços, na maior proximidade com os seus clientes”, refere Rui Santos Silva, Managing Partner da Deloitte Angola.

Neste cenário de grande crescimento, as exigências do sector são cada vez mais desafiantes e têm impactado as formas de organização e gestão das instituições financeiras do país. Prevê-se ainda que o novo regime cambial para o sector petrolífero provoque um aumento significativo das transacções financeiras nos bancos nacionais e exigências às instituições financeiras, quer ao nível da execução das transacções e do cumprimento dos níveis de serviço aos clientes quer ao nível da gestão da liquidez.

A evolução do sector bancário acompanhou a dinâmica de crescimento económico em todos os agregados, tendo registado uma taxa de crescimento dos depósitos de cerca de 39% e do crédito concedido a clientes de 25%, de acordo com as demonstrações financeiras dos bancos comerciais. Assim revela o estudo, cuja apresentação ficou a cargo de Nuno Alpendre, sócio da Deloitte Angola na área de Serviços Financeiros.

O ponto seguinte na ordem de trabalhos foi a apresentação “Banca em Análise 2020: Olhar o Futuro”. Pedro Baptista, Senior Manager da Deloitte Angola, traçou as perspectivas de desenvolvimento do sector bancário angolano nos próximos 8 anos. De acordo com as estimativas realizadas, o total de activos no sistema financeiro poderá atingir, em 2020, um valor oito vezes superior ao de 2010. Os pressupostos subjacentes a esta previsão assentam em quatro dimensões: o crescimento previsto para o PIB angolano; a diversificação da economia e progressivo aumento da contribuição dos sectores não petrolíferos; a evolução esperada para a taxa de bancarização da população; e a importância crescente do sector financeiro na intermediação das operações do sector petrolífero.

Para além do volume de activos, a Deloitte apresentou cenários de evolução futura para a taxa de bancarização, para a expansão da rede comercial e para o número de colaboradores no sistema bancário. Para as projecções realizadas, para além das informações estatísticas disponíveis para Angola nos últimos anos e das projecções de analistas de mercado, a Deloitte utilizou os exemplos do Brasil e da Venezuela como referência para a construção dos cenários apresentados.

De acordo com as previsões realizadas, este poderá ser o retracto do sector bancário angolano em 2020:

  • Aproximadamente 371 mil milhões de USD de activos, correspondente a um crescimento médio anual de cerca de 23%.
  • Cerca de 224 mil milhões USD de depósitos
  • Quase 15 milhões de depositantes
  • Cerca de 60% da população bancarizada
  • Mais de 25.000 colaboradores
  • Mais de 2.500 agências

O programa do evento incluiu ainda um painel de debate, moderado por Luís Ferreira Lopes, Director Executivo da revista Rumo, onde participaram Amílcar Silva (Presidente da Direcção da Associação Angolana de Bancos), Augusto Archer Mangueira (Presidente da Comissão de Mercado de Capitais) e José Severino (Presidente da Associação Industrial de Angola).

O encerramento da sessão de apresentação do Banca em Análise 2012 ficou a cargo do Governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano.

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