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Função de auditor interno passa por transformação e ganha caráter mais consultivo no Brasil e no mundo

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Pesquisa da Deloitte mostra que o aumento no uso de práticas de analytics permite a interpretação mais rápida de grandes volumes de dados, facilitando significativamente a identificação dos aspectos relevantes, de agregação de valor e de melhor eficácia e eficiência dos trabalhos de Auditoria Interna

O desejo por mudanças na auditoria interna no Brasil segue uma tendência mundial por transformações em tecnologia, modelos de reporte e maior equilíbrio entre as funções consultivas e de avaliação, como forma de viabilizar uma atuação relevante e estratégica, pautada na geração de valor. A conclusão é da 4ª edição da pesquisa “Auditoria Interna no Brasil - Análise comparativa das tendências globais para uma função em transformação”, desenvolvida pela Deloitte, em parceria com o Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil).

De acordo com o levantamento, a área de auditoria interna vive um momento de intensa mutação e adequação à nova ordem social. À frente das antigas atividades voltadas à asseguração de práticas e de informações das empresas, ganham destaque características ligadas às atividades de consultoria, que, aliadas ao uso das novas tecnologias, são capazes de colaborar para a obtenção de resultados mais concretos e objetivos no desenvolvimento e na sustentabilidade das empresas e seus negócios.

O relatório da Deloitte aborda as principais tendências e desafios da prática. Realizado no Brasil desde 2007, o levantamento ganhou alcance global nesta edição, contando com a participação de mais de 1.200 líderes da área de auditoria interna de 29 países do mundo, tendo o Brasil como o país com o maior número de respondentes: 201, representando 17% do total. “O desejo por mudanças na atividade identificado no Brasil segue uma tendência mundial por transformações em tecnologia, modelos de reporte mais objetivos e interativos e maior equilíbrio entre as funções consultivas e de avaliação, como forma de viabilizar uma atuação relevante e estratégica, pautada na geração de valor”, afirma Paulo Vitale, sócio da área de Risk Advisory da Deloitte.

Segundo Andre Marini, presidente do Instituto dos Auditores Internos do Brasil, um dos principais agentes transformadores da auditoria é o uso de técnicas de analytics. “A utilização desse processo permite a análise de um volume imenso de informações produzidas por diversas empresas e por seus públicos, facilitando significativamente a atuação dos profissionais da área”, comenta Marini.

É preciso, entretanto, levar em consideração que, para uma mudança efetiva da função de auditor interno, todas as áreas da empresa também devem modificar seu olhar ou conhecer melhor esta atividade. “A auditoria interna manterá a sua independência, profissionalismo e manterá a busca continua na transformação de seus processos alinhada aos desafios empresariais das Organizações. Mas, cada vez mais, dará espaço a uma atuação mais integrada e colaborativa”, explica Alex Borges, sócio da área de Risk Advisory e líder da prática de auditoria interna da Deloitte.

A pesquisa identificou os dez principais pilares que demonstram a transformação pela qual a auditoria interna tem passado – processo que tende a se intensificar no médio prazo. São eles:

1. Líderes de auditoria interna reconhecem a necessidade de mudança - O estudo identificou um claro desejo por transformações na atuação da função. Uma parcela expressiva (85% da amostra global, e 82% da amostra do Brasil) acredita que a auditoria interna deve passar por mudanças moderadas ou significativas para viabilizar o sucesso da área nas organizações onde atuam;

2. Auditoria interna precisa de mais impacto e influência – Grande parte dos respondentes buscam um aumento da influência dos auditores junto ao nível executivo nos próximos anos, que poderá ser ampliada por meio de uma abordagem alinhada aos riscos prioritários e à estratégia da organização. As expectativas dos níveis executivos envolvem uma atuação mais completa, de antecipação a riscos e eventos relevantes, em vez de uma simples demonstração de fatos do passado;

3. Lacunas em habilidades devem ser endereçadas - Para os próximos anos, as qualificações em prevenção e detecção de fraudes (70%), análise de dados (67%) e modelos de riscos (66%) tendem a ser as mais demandadas para a área de auditoria interna, segundo os respondentes do Brasil. Na amostra global, as habilidades em controles internos também emergem entre as mais importantes, de acordo com 62% dos participantes;

4. Modelos alternativos de alocação de pessoas vão se expandir - Em ambas as amostras, ainda há um grande espaço para o desenvolvimento de modelos alternativos de alocação de recursos humanos, como guest auditor (participação de um profissional de outra área da organização nas atividades da auditoria interna, como um auditor convidado) e auditor rotation (possibilidade dos  auditores assumirem outras funções de liderança). Na média global, há uma participação mais significativa da prática de co-sourcing (colaboração de pessoal interno e externo em determinada tarefa corporativa) de auditoria interna (27%) do que no Brasil (17%), o que pode representar alternativa viável para áreas específicas de especialização e complemento de headcount (definição da quantidade de pessoal dedicado a um departamento ou tarefa);

5. Analytics apresenta grandes oportunidades - Apesar de uma forte demanda pela utilização de ferramentas de analytics, a capacitação para empregar essas técnicas ainda é básica para a maior parte (55%) das empresas globais participantes do estudo e para uma parcela expressiva (39%) dos respondentes do Brasil;

6. Relatórios dinâmicos estão ganhando cada vez mais espaço - As ferramentas de visualização e análise dinâmicas podem contribuir para o aprimoramento da comunicação e reporte, facilitando a interação do auditor interno com o público executivo e demonstrando resultados mensuráveis e de alto valor agregado. Tais práticas, no entanto, ainda são pouco exploradas pelas empresas participantes do estudo – tanto para respondentes globais quanto  do Brasil;

7. Abordagem de advisory irá se expandir - Há uma expectativa, por parte de 55% dos respondentes no mundo e 48% no Brasil, de que a proporção de serviços de advisory (consultoria) irá aumentar no prazo de três a cinco anos.  No País há uma indicação maior (26%), em relação à amostra global (13%), de que a proporção de serviços de assurance irá aumentar.

8. Inovação ganha ainda mais importância - As áreas em que as empresas  esperam maior inovação no médio prazo são: antecipação a riscos e análise de dados. A busca pela antecipação de riscos mostra-se ainda mais intensa no Brasil do que no resto do mundo, refletindo uma expectativa dos níveis executivos decorrente do período de instabilidade econômica e política do País;

9. Análises de planejamento estratégico e gestão riscos vão aumentar - A análise de elementos do planejamento estratégico e de gestão de riscos tende a se incorporar ao trabalho do auditor interno de forma mais intensa nos próximos três a cinco anos. Do total de empresas entrevistas globalmente, 35% realizam a avaliação do planejamento estratégico, e esse número tende a crescer para 53% no futuro próximo.

10. Orçamentos de auditoria interna estáveis podem representar desafios - Apesar dos atuais desafios no cenário econômico do Brasil, 88% dos respondentes do País indicaram a perspectiva de manter ou aumentar o seu orçamento para auditoria interna nos próximos três a cinco anos. Na amostra global, esta expectativa é similar (90% dos respondentes).

A pesquisa “Auditoria Interna no Brasil” contou com expressiva participação de empresas dos setores de bens de consumo, indústria e serviços financeiros. No âmbito global, 48% das empresas participantes faturam até US$ 1 bilhão. Entre os respondentes do Brasil, 56% das organizações assinalaram faturar até este valor. Em ambas as amostras, uma parcela significativa também se concentra na faixa de faturamento de US$ 1 bilhão a US$ 5 bilhões.

In Press Porter Novelli

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