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Brasil fica em 49º lugar no Índice de Progresso Social, no qual participam 146 países

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Estudo internacional mostra o desenvolvimento dos países em áreas como meio ambiente, saúde, educação, segurança e acesso à informação. Brasil, por exemplo, registrou queda nos indicadores de segurança e liberdade de expressão

Todo país possui grandes desafios para manter ou melhorar a qualidade de vida da sua sociedade e, ainda, criar condições para que todos os indivíduos atinjam seu pleno potencial. O Brasil, por exemplo, regrediu em setores como segurança individual e liberdade de expressão. Os Estado Unidos, mesmo sendo o país mais rico do mundo, também regrediram quando o assunto é meio ambiente, segurança e aumento de discriminação. Essas são algumas das conclusões da pesquisa que dá base ao Índice de Progresso Social (IPS), realizado pela Social Progress Imperative, organização global sem fins lucrativos, que recebe apoio da Fundación Avina, da Deloitte e de outras organizações internacionais para realização de pesquisas globais.

O Índice de Progresso Social foi desenvolvido pelos professores Michael E. Porter, da Harvard Business School, e Scott Stern, do MIT, para comparar anualmente o desempenho do progresso social dos países. Sendo divulgado pela primeira vez em 2013, o estudo traz neste ano dados sobre o desenvolvimento de 146 países em áreas como meio ambiente, saúde, educação, liberdade de expressão, entre outros.

Os índices do estudo avaliam a qualidade de vida por meio de três grandes dimensões: necessidades humanas básicas (nutrição e cuidados médicos, água e saneamento, moradia e segurança pessoal); fundamentos de bem-estar (acesso ao conhecimento, acesso à informação e comunicação, qualidade do meio ambiente e saúde e bem-estar) e oportunidades (direitos individuais, liberdade pessoal e de escolha, tolerância e inclusão e acesso à educação superior).

Dos 146 países analisados, 133 registram uma melhora na escala de progresso social desde 2014. Alguns países mostraram notável desenvolvimento, como Gâmbia, Nepal e Etiópia. Dentre os desenvolvidos, Japão e Coréia do Sul se destacaram. O Brasil, por sua vez, caiu seis posições no índice (de 43º para 49º lugar no ranking), em comparação com os dados do ano passado, mas manteve-se na liderança do grupo de países que compõe os BRICS.

“O diferencial desse estudo é que podemos analisar o progresso social de um país sem o status econômico, porque não consideramos o PIB na análise dos indicadores. Isso explica porque os Estados Unidos ficaram em 25º lugar. Economicamente, não temos o que discutir, mas em relação à qualidade de vida o país mais rico do mundo regrediu”, comenta Marcelo Mosaner, gerente de Monitoramento e Aprendizagem da Fundación Avina, organização responsável pelo Índice de Progresso Social na América do Sul.

A diferença entre renda per capita e progresso social também chama atenção quando falamos de Brasil. O país está em 62º lugar em relação ao PIB e 49º lugar quando o assunto é progresso social. “Mesmo com toda a crise econômica e política que o País está enfrentando, é possível ver um esforço do Brasil em relação aos investimentos em diversas áreas. O País apresentou, por exemplo, aumento do número de estudantes universitários e um declínio nos indicadores de mortalidade infantil, mas é claro que temos muito em que avançar. Tivemos uma queda no indicador de liberdade de expressão e um aumento no percentual de emprego vulnerável, dados que não contribuem para um resultado positivo”, diz Elias de Souza, sócio-líder de Governo e Serviços Públicos na Deloitte.

Elias também ressalta que o estudo serve para ajudar empresas e organizações públicas a analisar diferentes setores de um país, a fim de pensar em apostas e soluções mais efetivas. “As empresas privadas e entidades públicas podem usar o estudo para desenvolver iniciativas que promovam o desenvolvimento econômico e, consequentemente, gerem impacto social. O envolvimento do setor privado na concepção e implementação de iniciativas inovadoras é importante para mudar o atual cenário de vários indicadores. No Brasil, o indicador de saneamento básico mostrou um crescimento tímido, mas há uma perspectiva positiva para os próximos anos, principalmente, com os projetos que estão sendo estruturados para a atração de novos investimentos. A regressão da segurança pública, por sua vez, não é uma surpresa para nenhum brasileiro. Isso só mostra que o Brasil precisa oferecer mais oportunidades, seja de estudo ou trabalho, para melhorar esse índice que já é explícito no senso comum”, ressalta Elias.

De acordo com o estudo, a Suíça aparece em primeiro lugar em qualidade de vida e a República Centro-Africana em último. Por se tratar de um estudo global, Glaucia Barros, diretora da Fundación Avina, explica que a missão do índice tem por objetivo algo muito maior: mais que uma métrica, o IPS é uma metodologia para diálogos plurais e objetivos que visa melhorar a vida das pessoas em todo o mundo.  “É impossível uma empresa bem-sucedida em uma comunidade falida. Por isso, é importante ter uma agenda comum em qualquer parte do mundo que coloque empresas, organizações sociais e governo para apurar o que é valor para a qualidade de vida e, consequentemente, definir prioridades para o progresso social”, comenta Glaucia Barros.

Mais destaques da pesquisa:

Resultados Brasil

O que melhorou?

· Queda do número de mortes por DCNT (Doenças Crônicas Não Transmissíveis) – 334 por 100 mil habitantes, antes 372 em 2013;

· Aumento expressivo do número de usuários de internet (chega a 60,7%);

· Sobe a média de anos de estudo da mulher no Brasil, de 9,3 para 9,6;

· Aumenta o número de estudantes universitários matriculados em instituições globalmente ranqueadas, de 27% para 38%;

· Analistas internacionais consideram que a propensão à corrupção diminuiu no Brasil devido aos graus mais elevados de escrutínio do judiciário e da mídia.

Piorou

· Brasil regride 16% em indicador internacional de acesso à justiça (cai de 0,68 para 0,57);

· Aumento do percentual de emprego vulnerável (26,1% para 27,8%);

· Caem também indicadores que medem o direito à propriedade para mulheres, direitos políticos e liberdade religiosa;

· Aumenta a desigualdade de poder político – tem uma queda de quase 40% entre gêneros e de 18% quando considerada apenas a posição socioeconômica;

· O País regride em liberdade de expressão. O conceito avaliado considerou como o governo respeita a liberdade de imprensa e a discussão de pessoas comuns sobre política em casa e lugares públicos. Este índice inclui também a liberdade de produção acadêmica.

AMÉRICA LATINA

· Forte regresso nos componentes de Direitos Pessoais, Liberdade Individual e de Escola e Tolerância e Inclusão Social;

· Entre os países que demonstraram progresso mais acentuado (Equador, México e Bolívia), houve melhora nos indicadores de Necessidades Humanas Básicas concomitante com indicadores de Oportunidades, como Liberdade Pessoal e de Escolha e Tolerância e Inclusão Social;

· Na Bolívia e no Equador, houve também melhora no quadro de Segurança Pessoal.

MUNDO

· Progresso social avança globalmente: Desde 2014, a média mundial aumentou de 61,80 para 63,46, com melhora em 9 dos 12 componentes avaliados;

· Apesar disso, Direitos Pessoais e a Inclusão vem regredindo desde 2014, e a Segurança Pessoal ficou estagnada;

· Alguns países apresentaram retrocessos importantes, como os Estados Unidos, que caíram de 85,70 para 84,78 ao longo do tempo, experimentando um declínio absoluto e relativo, bem como o Brasil, que parte de 73,34 em 2014, sobe para 73,91 em 2016, e regride para 72,73 em 2018 – uma queda de mais de 0,60 pontos. Essas quedas, embora parecem numericamente baixas, são bastante preocupantes, pois refletem um agregado de mais de 50 indicadores.

Saiba mais sobre o Índice de Progresso Social 2018 no link: www.socialprogressimperative.org

Sobre o grupo Social Progress Imperative

A missão do Social Progress Imperative é melhorar a qualidade de vida das pessoas no mundo todo, em particular, a dos menos abastados, fazendo avançar o progresso social global: fornecendo uma ferramenta de mensuração sólida, holística e inovadora – o Índice de Progresso Social (IPS); promovendo a pesquisa e o compartilhamento de conhecimentos sobre o avanço social; e aparelhando líderes e promotores de mudança nas áreas de negócios, governos e sociedade civil, com novas ferramentas de orientação de políticas e programas.

Sobre a Fundación Avina

Avina dedica-se ao desenvolvimento sustentável na América Latina, é impulsionadora do IPS no nível global e responsável pela aplicação da metodologia na América do Sul.

Sobre a Deloitte

A Deloitte atua como parceira internacional da Social Progress Imperative na promoção do Índice de Progresso Social e compõe localmente a Rede #Progresso Social Brasil, contribuindo com a disseminação do IPS junto aos agentes do ambiente de negócios e do setor público.

A Firma refere-se a uma ou mais entidades da Deloitte Touche Tohmatsu Limited, uma sociedade privada, de responsabilidade limitada, estabelecida no Reino Unido ("DTTL”), sua rede de firmas-membro, e entidades a ela relacionadas. A DTTL e cada uma de suas firmas-membro são entidades legalmente separadas e independentes. A DTTL (também chamada “Deloitte Global”) não presta serviços a clientes. Consulte www.deloitte.com/about para obter uma descrição mais detalhada da DTTL e suas firmas-membro.

 

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