Releases para imprensa

Profissional de RI assume papel mais estratégico e atribui à gestão de riscos e de controles internos um impacto importante na atração e retenção de investidores 

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Esses temas estiveram entre as principais conclusões da nona edição da pesquisa anual realizada pela Deloitte e pelo IBRI, lançada durante o 18º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercados de Capitais

A área de Relações com Investidores (RI) das empresas tem passado, nos últimos anos, por um processo de evolução em resposta aos novos desafios do mercado e às expectativas para que os profissionais de RI tenham uma atuação cada vez mais estratégica. Atualmente, além de divulgar as informações financeiras e gerir os processos da área com eficiência, o RI precisa estar cada vez mais alinhado aos objetivos de negócio, o que demanda visão diferenciada para lidar com oportunidades e riscos que surgem no dia a dia da companhia. Essa é uma das conclusões da pesquisa “Gestão de Riscos e RIs – Evolução Contínua para Criar e Preservar Valor nas Relações com Investidores”, realizada pela Deloitte, em conjunto com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI).

O levantamento mostra que 45% dos entrevistados destacam o perfil estratégico como o papel que melhor representa a sua própria área dentro da empresa, à frente de outros três atributos: comunicador (19%), catalisador e operador (com 18% de indicações cada). Esse percentual mostra o ganho de relevância do RI, cuja função estratégia era apontada por 29% dos respondentes na pesquisa realizada em 2014. Por outro lado, o percentual de pessoas que considera o RI com papel de tradicional comunicador recuou de 46% para 19% na pesquisa de 2016. Além disso, pela primeira vez, as atividades de catalisador e estrategista, que, somadas, chegam a 63%, superaram o total das características de comunicador e operador (37%).

De acordo com o estudo, em linha com a atividade de RI, a área de gestão de riscos também tem passado por um processo de evolução ao longo dos últimos anos. Tanto por causa das exigências dos órgãos reguladores, quanto pelas exigências de investidores e do próprio mercado de capitais por maior transparência.

Diante desse cenário, a visão do RI sobre a gestão de riscos – e a sua avaliação sobre de que forma esta função pode impactar o valor do negócio – deve contribuir para a assimilação de ambas as áreas. A pesquisa revelou que praticamente 90% dos entrevistados concordam que boas práticas corporativas de gestão de riscos e controles internos têm impacto positivo para atrair e reter investidores. Além disso, 87% dos pesquisados acreditam na influência positiva destas boas práticas sobre o preço da ação.

“Em um contexto de maior divulgação de informações financeiras e não financeiras, o RI tem de estar pronto para responder aos questionamentos dos agentes de mercado sobre os riscos inerentes ao negócio. É importante também que a área se engaje em uma conversa de profundidade com investidores e públicos de interesse sobre este tema”, analisa Bruce Mescher, sócio da área de Auditoria da Deloitte.

“O profissional de RI deve se familiarizar com as novas demandas por informação, e atuar de forma conjunta com as áreas de gestão de riscos e controles internos para promover um ambiente de maior confiança e transparência”, declara explica Ricardo Rosanova Garcia, vice-presidente do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores).

No entanto, o levantamento apurou que, apesar de enxergar essa necessidade mais estratégica de estar envolvido com temas de risco, o engajamento dos profissionais de RI com as estruturas responsáveis pelo tema ainda é pequeno. Aproximadamente 39% dos entrevistados avaliaram como baixo o nível de engajamento dos profissionais de RI com as estruturas de gestão de riscos e controles de suas organizações.

Gestão de riscos nas empresas

A prática de gestão de riscos tem entrado de forma cada vez mais intensa no dia-a-dia das organizações e dos RIs. Um exemplo é a Instrução 552, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de 2014, que tem por objetivo melhorar a qualidade e a transparência das informações disponibilizadas ao mercado. A norma amplia o escopo dos dados divulgados nos Formulários de Referência das empresas, inclusive sobre as práticas de gestão de riscos e as estruturas de controles internos, além de outros assuntos.

“O dinamismo do mundo dos negócios, a complexidade regulatória e as expectativas dos investidores demandam cada vez mais transparência sobre as práticas de gestão de riscos. Esses são aspectos que impactam a companhia como um todo – estratégia, gestão e operação – e que estão criando novos desafios para o profissional de RI. Ele passa a atuar como um guardião de valor, importante perante o mercado, e ainda como um ator cada vez mais relevante neste cenário”, diz Mescher.

Para os RIs, os novos requisitos exigirão uma compreensão mais profunda de políticas, sistemas e processos, não só para que possam ser capazes de explicá-los e divulgá-los de forma eficaz, mas para que estejam preparados para responder a perguntas e se envolver em um diálogo mais intenso com as partes interessadas.

A pesquisa apurou que quase 60% dos entrevistados indicaram ter uma área responsável pela gestão de riscos. Entre essas empresas, cerca de 30% passaram a contar com esta estrutura recentemente, há menos de um ano. Já entre as corporações que não possuem este segmento internamente, mais da metade tem planos de implementá-lo. Na maior parte dos casos, esta divisão se reporta ao diretor financeiro (32%). Vale lembrar que, dentro do universo pesquisado, grande parte dos líderes de RI são diretores financeiros que acumulam esta função. Isso significa uma oportunidade – que certamente ainda pode ser melhor explorada – de uma maior integração entre as práticas de RI e gestão de riscos, voltada à geração de valor.

Perspectivas para o próximo ano

O estudo verificou também quais os tópicos de risco que os RIs consideram mais preocupantes para os investidores nos próximos 12 meses. Entre os temas levantados estão as ameaças relativas ao modelo de negócio (64%). Um forte indicador de que as organizações estão cada vez mais sujeitas a flexibilizar sua estratégia em decorrência de movimentos de mercado e disrupções em seus setores, fenômenos cada vez mais comuns dentro da atual dinâmica de negócios. Além disso, 63% dos pesquisados se preocupam com o crescimento orgânico, apesar do cenário desafiador e 46% com investimentos em inovação.

Os procedimentos utilizados pelo RI para garantir uma divulgação adequada e informativa também são temas sensíveis para o próximo ano do profissional. “Na era da transparência, informações robustas e de qualidade são fundamentais para o monitoramento e a fiscalização da gestão. São dados que, avaliados criteriosamente e comparados com os de seus pares no mercado, orientam decisões de investimento de fundos e gestores”, explica Mescher.

O novo relatório de auditoria, por exemplo, é uma ferramenta ainda desconhecida para o RI. De acordo com o levantamento, 40% dos entrevistados afirmou não estar familiarizado com o sistema. Porém, entre os que puderam avaliar o impacto deste na comunicação com o mercado, mais da metade acredita que as mudanças serão positivas, pois facilitarão o processo de disseminação das informações ao mercado.

Amostra da pesquisa

A pesquisa entrevistou 59 executivos, dos quais 64% ocupam posições de liderança em suas empresas, como presidente, diretor ou superintendente. Todos os respondentes são responsáveis primários pela área de RI. Em relação às empresas, 57% das pesquisadas apresentaram mais de R$ 1 bilhão de faturamento anual em 2015 e 38% possuem mais de 5.000 funcionários. Aproximadamente, 48% destas corporações têm capital brasileiro, 20%, estrangeiro e 32%, capital misto. O segmento de serviços financeiros foi o que apresentou o maior percentual relativo de representantes, com 14% do total da amostra, seguido pelo de energia, com 10%. As entrevistas ocorreram em abril e maio de 2016. Confira a edição completa do estudo em www.deloitte.com.br e www.ibri.org.br.

In Press Porter Novelli

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