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Brasileiros de todas as classes sociais devem consumir menos neste Natal, indica pesquisa da Deloitte

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  • Estudo revela que 63% dos brasileiros pretendem gastar menos com presentes. A estimativa é de uma queda de cerca de R$ 1,5 bilhão nas compras, com o impacto alcançando também as classes A/B;
  • Para 72% dos consumidores, a internet será o canal mais utilizado para a aquisição de presentes, e as mídias sociais também serão usadas como ferramenta para pesquisa de preços e opiniões sobre produtos e marcas;
  • Mais da metade dos entrevistados vai realizar suas compras até a primeira semana de dezembro e também aproveitar as promoções da Black Friday.

A atual situação econômica vai impactar a disposição dos brasileiros em consumir neste Natal, já que o total de gastos com presentes será menor do que nos anos anteriores e a disposição em comprar diminuirá em todas as classes sociais. Essa é uma das principais conclusões da “Pesquisa Natal 2015 – Revelação sobre o Hábito de Consumo dos Brasileiros”, estudo realizado pela Deloitte pelo sexto ano consecutivo, com entrevistas aplicadas a 1.000 pessoas das cinco regiões do País.

Esta afirmação é corroborada pelos 63% dos entrevistados que afirmam pretender gastar menos em compras de presentes – maior percentual registrado nas seis edições da série histórica da pesquisa. Nas classes D/E, a disposição em gastar menos em relação ao Natal anterior é de 72%; na classe C, é de 64%; e nas classes A/B, é de 56%. A previsão é de que R$ 1,5 bilhão a menos serão gastos com presentes – no total, serão movimentados aproximadamente R$ 53 bilhões neste Natal. Os consumidores ainda apontam que os motivos que os levam a esse comportamento são basicamente: o foco em economizar e reduzir suas dívidas e a preocupação com o desenvolvimento da economia do País.

Nesse mesmo sentido, 41% estão em situação financeira pior do que no ano passado; em 2014, eram apenas 21% os que indicavam essa condição. Essa situação é acompanhada por todas as classes sociais analisadas, na seguinte ordem: 37% das classes A/B, 41% da C e 46% da D/E. “A perspectiva do consumidor mudou neste ano. A pesquisa mostra claramente que todas as classes sociais estão sentindo o impacto da economia, inclusive as classes A e B”, afirma o sócio-líder da Deloitte para o atendimento às empresas do setor de Bens de Consumo e Varejo e responsável técnico pela pesquisa, Reynaldo Saad.

Neste ano, os entrevistados ainda apontam que o gasto com presentes será menor do que em 2014 – quando foram consumidos R$ 459,85. Hoje, eles pretendem gastar R$ 377,05 – uma queda de 18%. Seguindo essa tendência, há ainda a diminuição na média de presentes para apenas cinco, frente seis unidades no histórico de edições do estudo.

Hábitos e preferências de compras de presentes

A pesquisa aponta que a internet se consolida como o canal que será mais utilizado para as compras natalinas, já que 72% dos consumidores brasileiros admitem a realização de compras por esse meio – desses, 77% têm até 30 anos. O estudo ainda aponta que as classes A/B e C também preferem a internet para realizar as suas compras – respectivamente, 77% e 75% optam pelas lojas online.

Com a consolidação da internet, as lojas de shopping aparecem em segundo lugar (54%) e as lojas de departamento em terceiro (43%) na escolha dos participantes. Esse crescimento da internet foi gradual, fazendo com que ela, apenas nas três últimas edições da pesquisa, se tornasse o canal mais utilizado. 

Compras de presentes de Natal tendo como canal a internet
(% de entrevistados que assinalaram essa disposição nos últimos 4 anos da pesquisa)
2015 2014 2013 2012
72% 66% 64% 47%

 

O uso das mídias sociais também aparece como uma ferramenta imprescindível no momento de decisão de compra, pois quase 80% dos respondentes dizem ser influenciados por elas. Desses, 68% pesquisam preços e 63% leem as opiniões ou recomendações de produtos ou lojas. “Na medida em que o uso da internet incorpora-se aos hábitos de consumo dos brasileiros, sem distinção de idade e classe social, é necessário que os varejistas estejam atentos aos hábitos e às preferências em consolidação por parte desses consumidores, que sinalizam oportunidades para tornar as vendas mais bem-sucedidas, seja na internet, seja em lojas físicas”, aponta Reynaldo Saad.

No que se refere à escolha pelo consumo online, o principal aspecto que fará diferença no momento da compra é o preço baixo, apontado por 64% dos entrevistados – seguido por frete grátis (60%) e facilidade nas compras (58%). Já sobre as lojas físicas (ou offline), os destaques são: facilidade nas devoluções ou trocas, com 65%; assistência e serviços, com 54%; e velocidade das compras e/ou pagamento, com 37%.

Assim como as caraterísticas dos canais de compra escolhidos são diferentes, os produtos comprados em cada um deles também serão distintos. Enquanto roupas (87%), sapatos (64%) e cosméticos e perfumes (61%) são elencados pelos entrevistados para compras em lojas físicas, livros e aparelhos eletrônicos, ambos com 45%, além de vídeo games (37%), são os itens a serem comprados pelos consumidores online. “De modo geral, a pesquisa indica que os presentes mais desejados e os que serão comprados são principalmente de consumo básico, como os vestuários”, confirma Saad.

Assim como já vinha ocorrendo no histórico da pesquisa, 76% dos consumidores vão realizar suas compras neste ano até a primeira quinzena de dezembro.  Entretanto, desta vez, o consumidor está mais propenso a desfrutar de descontos e promoções nesse período, principalmente as da Black Friday, com 20% dos respondentes indicando que pretendem fazer suas compras durante o evento. Na edição de 2014, eram apenas 9%.

“A decisão de antecipar as compras e intensificar o uso dos canais online é uma indicação clara da pesquisa no sentido de que os consumidores estão em busca de promoções e buscam compras mais racionais”, analisa Saad.


Mais informações sobre a pesquisa

A “Pesquisa Natal 2015 – Revelação sobre os Hábitos de Consumo dos Brasileiros”, organizada pela Deloitte, contou com 1.000 entrevistados de todo o Brasil e esteve em campo entre o final de setembro e a primeira semana de outubro. A distribuição geográfica da amostra atingiu todas as regiões do País: Centro Oeste e Norte, Nordeste, Sudeste (sem São Paulo), Sul e Estado de São Paulo – todas com 20% de representatividade. As principais faixas etárias são dos grupos de 30 a 44 anos e 19 a 29 anos – respectivamente, 40% e 38%. O estudo ainda identificou que 50% dos entrevistados fazem parte da classe C, 28% das classes A/B e 22% das classes D/E.

In Press Porter Novelli

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