Releases para imprensa

Trabalho, saúde mental e finanças preocupam geração Z e millennials brasileiros, aponta pesquisa da Deloitte; após crises como pandemia e mudanças climáticas, gerações se sentem ansiosas e estão reavaliando suas prioridades

  • Entrevistados brasileiros estão menos propensos a deixar seus empregos nos próximos dois anos e consideram o modelo híbrido de trabalho o ideal, revela nova edição da “Gen Z and Millennial Survey”;
  • Ansiedade aumenta na geração Z e diminui entre os millennials; burnout, no entanto, está presente nas duas gerações com médias muito maiores do que seus pares globais e maioria não se sente à vontade para falar de problemas relacionados à saúde mental com seus empregadores;
  • Gerações no Brasil estão mais otimistas em relação às situações econômica e sociopolítica para os próximos 12 meses; • Brasileiros são mais pessimistas em relação às mudanças climáticas, mas maioria diz que realiza ações para reduzir impactos ambientais. 

A geração Z, nome dado às pessoas nascidas entre 1995 e 2003, e os millennials, aqueles nascidos entre 1983 e 1994, se sentem profundamente preocupados com a situação do mundo e sobre o próprio futuro. As pessoas pertencentes a essas gerações têm reavaliado suas prioridades após as crises em andamento, como pandemia da Covid-19 e as mudanças climáticas, e tentando ativamente equilibrar os desafios de suas vidas cotidianas com o desejo de promover mudanças sociais, aponta a nova edição da pesquisa “Gen Z and Millennial Survey”, realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo, em 46 países, incluindo o Brasil (801, sendo 500 da geração Z e 301 millennials). O estudo busca entender, ainda, quais são as principais preocupações e opiniões referentes às questões econômicas, sociais e políticas.  

“A pesquisa da Deloitte é bastante rica, pois traça um panorama sobre como vivem os jovens brasileiros e o que eles pensam sobre importantes temas para a nossa sociedade, como trabalho, preocupações, meio ambiente, economia e política. O que podemos perceber, em mais uma edição do nosso estudo, é que as prioridades e os anseios dos brasileiros são diferentes dos entrevistados de outros países, já que cada local tem uma realidade e uma cultura diferentes. A pesquisa serve como um excelente termômetro para as organizações que contam com a força de trabalho dessas gerações e para as empresas que têm geração Z e Millennials entre seus públicos-alvo”, destaca Dani Plesnik, líder de Talent & Culture da Deloitte. 

A pesquisa aponta que os millennials no Brasil são mais propensos do que a média global a se sentirem financeiramente seguros (55% Brasil ante 46% global) e confiantes de que poderão se aposentar confortavelmente (53% Brasil/41% global). Já a geração Z no Brasil está mais alinhada com a média global – 40% dos brasileiros e 40% dos entrevistados globais se sentem financeiramente seguros, enquanto 39% dos brasileiros e 41% da média global acreditam que poderão se aposentar. Apesar disso, ambas as gerações no Brasil são mais propensas a viver do salário do mês – sem reservas e com medo de que o salário não seja suficiente para cobrir todas as despesas e os gastos extras - do que as médias globais. 56% dos entrevistados da geração Z e 57% dos millennials afirmam viver essa situação; as médias globais caem, respectivamente, para 46% e 47%.  

Por isso, muitos estão assumindo trabalhos paralelos (39% da geração Z no Brasil X 43% global e 38% dos millennials brasileiros X 32% global). Os principais trabalhos extras feitos pelas duas gerações no Brasil são: vendedor de produtos ou serviços por meio de plataformas digitais (21% geração Z e 26% Millennials), influenciador digital (18% de ambas as gerações) ou atuação em organizações sem fins lucrativos (18% da geração Z e 22% de millennials). 

Este ano, as duas gerações no Brasil estão menos propensas a quererem deixar seus empregos atuais nos próximos dois anos – 36% da geração Z (no ano passado, eram 49%) e 28% dos millennials (no ano passado, eram 34%). Por outro lado, 30% dos brasileiros da geração Z (22% em 2021) e 41% dos millennials (39% em 2021) pretendem ficar mais do que cinco anos nos trabalhos atuais. A insatisfação com o salário (17% geração Z e 28% millennials) e a falta de oportunidades de aprendizado e desenvolvimento (16% geração Z e 10% millennials) são as principais razões pelas quais eles estão deixando seus empregos. No entanto, na hora de escolher uma nova empresa para trabalhar, a questão sobre oportunidades de desenvolvimento vem em primeiro lugar (37% geração Z | 41% millennials), enquanto receber um salário melhor, principal motivo para deixar uma empresa, vem na última posição (19% geração Z | 20% millennials). 

Mais da metade (51%) dos brasileiros pertencentes à geração Z e quase metade dos millennials (48%) trabalham presencialmente. Porém, a maioria dos entrevistados das duas gerações (65% da Z e 63% dos millennials) prefere um modelo híbrido de trabalho. Aqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar remotamente citam benefícios como permitir que eles vejam sua família com mais frequência, sobrando tempo para fazer outras coisas de que gostam e ajudando-os a economizar dinheiro. 

“Essas duas gerações foram muito impactadas nos últimos anos, especialmente quando falamos de trabalho. Desde 2020, eles vivenciaram novas formas de trabalhar, experimentando primeiro o teletrabalho e, posteriormente, o modelo híbrido. Todos esses elementos que a pandemia da Covid-19 trouxe transformou a percepção desses públicos e a relação deles com o trabalho”, diz Dani Plesnik. 

Ansiedade aumenta na geração Z e diminui entre os millennials, mas burnout está presente nas duas gerações 

Os níveis de estresse e ansiedade aumentaram um pouco para a geração Z no Brasil (de 54% no ano passado, para 56% em 2022), mas caíram para os millennials (de 52% para 47%). As mulheres das duas gerações, tanto no Brasil quanto fora, responderam que se sentem mais ansiosas, o tempo todo ou na maior parte do tempo. No Brasil, o futuro financeiro de longo prazo (62% geração Z e 50% millennials), as finanças do dia a dia (57% Z e 46% millennials), as preocupações com a saúde mental (53% e 47%, respectivamente) e o trabalho/carga de trabalho (35% e 26%) são os principais fatores que geram estresse e ansiedade.

Os níveis de burnout são significativamente mais altos no Brasil do que a média global – aqui, 59% dos entrevistados da geração Z e 58% dos millennials dizem se sentir esgotados por causa da intensidade e das demandas do trabalho. As médias globais são de 46% e 45%, respectivamente. Muitos dos entrevistados dizem que deixaram suas organizações recentemente devido à pressão de suas cargas de trabalho: 50% da geração Z e 51% dos millennials, ante 44% e 43%, respectivamente, da taxa global. Aproximadamente dois terços das duas gerações no Brasil (66% da geração Z e 68% dos millennials) acreditam que seus empregadores estão mais focados na saúde mental no local de trabalho depois do início da pandemia da Covid-19, mas mais da metade não acredita que isso tenha resultado em qualquer impacto significativo sobre os funcionários.

Aproximadamente três em cada 10 pessoas da geração Z e millennials não se sentem à vontade para falar com seus gestores sobre estresse ou outros problemas de saúde mental. Cerca de um quarto tirou uma folga do trabalho devido ao estresse, mas mais da metade não disse ao empregador o motivo.

Talvez de forma encorajadora, os millennials são um pouco mais propensos este ano a se sentirem à vontade para dizer ao seu empregador quando eles precisam de uma folga devido ao estresse ou motivos de saúde mental.

Se estivessem no comando das empresas, os entrevistados brasileiros da geração Z priorizariam iniciativas como: promover líderes solidários (18%), permitir aos funcionários trabalharem em horários flexíveis (18%), permitir aos profissionais trabalharem remotamente caso preferissem (16%), experimentar uma semana mais curta de trabalho (11%) e criar mais vagas para trabalho em meio período (10%). Já os millennials brasileiros priorizariam, nesta ordem: permitir aos profissionais trabalharem remotamente caso preferissem (19%), permitir aos funcionários trabalharem em horários flexíveis (18%), experimentar uma semana mais curta de trabalho (13%), promover líderes solidários (12%) e criar mais vagas para trabalho em meio período (11%). 

Principais preocupações são com desemprego, segurança e custo de vida

Em comparação com o ano passado, as duas gerações estão mais otimistas no Brasil em relação às situações econômica e sociopolítica nos próximos 12 meses. Quanto à situação econômica, 56% dos respondentes da geração Z e 61% dos millennials acreditam que ela irá melhorar nos próximos 12 meses; no ano passado, esses números eram de 39% e 50%, respectivamente. Em relação à situação sociopolítica, 51% da geração Z e 60% dos millennials acreditam que ela vai melhorar no mesmo período; em 2021, os números eram de 32% e 44%, respectivamente. Os brasileiros são muito mais otimistas do que as médias globais: apenas 28% dos entrevistados de geração Z e 28% de millennials globais acreditam numa melhora econômica; e os números são ainda menores quando perguntados sobre a situação sociopolítica – 24% da geração Z e 25% dos millennials. 

Os brasileiros das duas gerações são mais propensos a pensar que os negócios têm um impacto social positivo em comparação com seus pares globais. Aqui, 45% da geração Z e 60% dos millennials acreditam nisso, enquanto as médias globais são, respectivamente, de 45% e 44%. No entanto, semelhante às médias globais, esse sentimento vem diminuindo lentamente ao longo dos anos. As três principais preocupações de ambas as gerações no Brasil são, nesta ordem: o desemprego (33% Z | 31% millennials), segurança pessoal/criminalidade (24% e 27%, respectivamente) e o custo de vida (23% e 25%). Em quarto lugar para os respondentes da geração Z (22%) vem a preocupação com as mudanças climáticas e em proteger o meio ambiente – que é a quinta preocupação dos millennials (19%). A quarta preocupação na lista dos millennials é a desigualdade de renda (24%). Em quinto lugar para geração Z está a preocupação com assédio sexual (21%). 

Brasileiros são mais pessimistas em relação às mudanças climáticas

Os entrevistados brasileiros da geração Z e de millennials são ainda mais propensas do que a média global a dizer que atingimos um ponto de inflexão nas mudanças climáticas: 89% dos respondentes da geração Z e 91% dos millennials acreditam nisso; as médias globais são de 75% e 73%, respectivamente. A ampla maioria (83% nas duas gerações) no Brasil diz ter sido pessoalmente impactada por eventos climáticos severos. Quase todos os entrevistados no Brasil (96% de geração Z e 97% dos millennials) dizem que estão realizando ações para reduzir seu impacto ambiental. A maioria não acha que grandes empresas ou o governo estão fazendo o suficiente para lidar com as mudanças climáticas, embora os millennials brasileiros sejam um pouco mais propensos a acreditar que as empresas e o governo estão altamente comprometidos. Em comparação com a geração Z (48%), os millennials (57%) no Brasil são mais propensos a pressionar seus empregadores para lidar com as mudanças climáticas; acontece o inverso globalmente (48% geração Z e 43% millennials). Os entrevistados querem ver seus empregadores investirem em treinamento para ajudar os funcionários a protegerem o meio ambiente, proibindo plásticos de uso único e um compromisso de emissões líquidas zero de gases de efeito estufa. 

Metodologia

A pesquisa “Gen Z and Millennial Survey 2022”, realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo, ouviu 14.808 pessoas da geração Z e de 8.412 millennials (23.220 entrevistados no total), de 46 países. No Brasil, foram ouvidas 801 pessoas, sendo 500 da geração Z e 301 millennials. O campo da pesquisa foi realizado entre 24 de novembro de 2021 e 4 de janeiro de 2022. Conforme definido no estudo, os entrevistados da geração Z são aqueles que nasceram entre janeiro de 1995 e dezembro de 2003, e os millennials nasceram entre janeiro de 1983 e dezembro de 1994. 

Ideal H+K Strategies
Assessoria de imprensa
+55 (11) 4873-7632
deloitte@idealhks.com

Você achou útil?