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Empresas brasileiras devem rever custos, mas ainda assim consideram aumentar suas vendas nos próximos dois anos

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Empresas brasileiras devem rever custos, mas ainda assim consideram aumentar suas vendas nos próximos dois anos

  • Pesquisa realizada pela Deloitte no Brasil e no México aponta que corporações da região estão definindo metas de redução de custos, com 63% dos entrevistados no Brasil e 69% no México prevendo cortes de 10% ou mais;
  • Apesar disso, a maioria das organizações pesquisadas apresentaram aumento de receita nos últimos dois anos, e quase todas esperam crescimento ainda maior no próximo biênio.

As circunstâncias econômicas desafiadoras intensificam o interesse das empresas em modificar a estratégia de custo para garantir competitividade e atingir crescimento. A revisão de suas prioridades proporcionaria uma economia que poderia ser reinvestida em inovações, pesquisas, desenvolvimento de novos produtos e expansão para novos mercados. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa “Sucesso em meio às incertezas, práticas em melhoria de custos e tendências na América Latina”, realizada pela Deloitte com executivos de 150 empresas do Brasil e do México.

O levantamento apurou que os pesquisados devem buscar reduções de seus custos nos próximos 24 meses, a despeito de apresentarem crescimento ou diminuição de suas receitas. Entre os executivos brasileiros entrevistados, por exemplo, 63% projetam cortes de 10% ou mais para o próximo ano, enquanto entre os mexicanos esse percentual é de 69%. Ainda assim, as corporações apresentam crescimento de receita nos últimos dois anos, e quase a totalidade dos representantes pesquisados está otimista e projeta aumento ainda maior da receita para os próximos 24 meses.

A pesquisa entrevistou CXOs (CEOs, CFOs, COOs, CIOs, membros de conselho de administração etc), controllers, tesoureiros e outros líderes de áreas. Entre as empresas pesquisadas, 29% das brasileiras registraram receita maior que US$ 1 bilhão e 14% possuíam, no mínimo, 30 mil funcionários. Já entre as mexicanas, o percentual das companhias com esse patamar de faturamento é de 40%, sendo que 20% tinham mais de 30 mil funcionários. Em ambos os países, o setor de bens de consumo industrial teve o maior número de representantes na pesquisa (52% Brasil e 44% México).

O estudo foi realizado com o objetivo de compreender a estratégia das companhias no que se refere ao gerenciamento dos custos diante do atual cenário macroeconômico e considerando as expectativas para os próximos dois anos. Brasil e México foram priorizados porque juntos representam 63% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina. A Deloitte, desde 2007, aplica pesquisa semelhante em corporações dos Estados Unidos e na região a realizará bienalmente – esta é a primeira edição.

Economizar para crescer

A pesquisa apurou que praticamente todas as empresas entrevistadas no Brasil e no México estão propensas a reduzir custos nos próximos dois anos, mas, ao mesmo tempo têm metas de expansão das vendas como foco principal. A busca simultânea por essas duas prioridades aparentemente conflitantes cria o paradoxo chamado “economizar para crescer”, que nada mais é do que reflexo das incertezas sobre fatores macroeconômicos globais e da economia local nas perspectivas de desempenho da própria companhia no curto e no longo prazo.

O estudo apurou que fatores macroeconômicos globais, como a flutuação da taxa de câmbio e do preço das commodities, por exemplo, são considerados riscos externos relevantes para as companhias pesquisadas. No Brasil, 47% das empresas avaliam “recessão/problemas macroeconômicos” como a principal ameaça a ser considerada nos próximos dois anos, enquanto, 42% das mexicanas acreditam que a “flutuação da taxa de câmbio global” é o risco preponderante. A “flutuação do preço das commodities” também é vista como ameaça pelos executivos de ambos os países, ainda que tenha sido citada com mais frequência pelos mexicanos.

No caso do Brasil, associados ao cenário de recessão local, esses fatores globais exercem muita influência na composição das estratégias de negócios e de custos. Nesse sentido, a redução de gastos tem sido estimulada por uma combinação de ações defensivas, que visam controlar custos, e outras ações orientadas ao crescimento. A pesquisa mostra que 52% das empresas brasileiras farão “investimento necessário em áreas de crescimento” e 51% pretendem “ganhar vantagem competitiva” com as iniciativas de redução de custos. Entre as corporações mexicanas, esses números aumentam para 55% e 54%, respectivamente.

O levantamento mostra que, a despeito do cenário econômico local e internacional, 69% das empresas entrevistadas no Brasil e 77% das entrevistadas no México, reportaram crescimento de suas receitas líquidas nos últimos 24 meses. Para os próximos dois anos 86% das empresas entrevistadas no Brasil e 88% das mexicanas, acreditam num novo crescimento de suas receitas.

Ao mesmo tempo, essas mesmas companhias tiveram dificuldades para cumprir metas de corte de custos: no Brasil, 64% delas não conseguiram atingir seus objetivos. No México, esse percentual foi de 69%.

A gestão de caixa também parece ser prioridade para os entrevistados. Devido ao alto grau de tensão econômica que as empresas latino-americanas enfrentam, é possível que muitas estejam se concentrando em todos os aspectos da gestão de caixa, de crédito a capital de giro, incluindo liquidez e questões relacionadas à taxa de câmbio. O resultado é um novo cenário de gestão de custos chamado de “sucesso em meio a incertezas”, que amplia o paradoxo custo/crescimento do “economizar para crescer”, acrescentando um forte foco na gestão de caixa, normalmente associado a empresas em crise.

Em tempos de incerteza econômica, as empresas com metas agressivas de redução de custos podem se recuperar mais rapidamente e ganhar vantagens competitivas em seus mercados, ultrapassando seus concorrentes. O ambiente econômico desafiador pode representar uma oportunidade única de se posicionar para o sucesso no longo prazo, especialmente no caso do Brasil, onde a atual taxa de câmbio pode ser um estímulo às exportações.

In Press Porter Novelli

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