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Empresas buscam alternativas de captação de recursos para manter investimentos e competitividade diante do atual cenário econômico 

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  • O estudo da Deloitte, com a participação de 221 empresas, aponta que as empresas devem buscar formas de crescimento inorgânicas;
  • As operações de fusões e aquisições continuam sendo apontadas como alternativa das empresas para ampliação de negócios e competitividade.

No último ano, o Produto Interno Bruto (PIB) ficou praticamente estável em relação a 2013, a taxa básica de juros (Selic) sofreu seis aumentos consecutivos no primeiro semestre de 2015 e a abertura de capital se manteve arrefecida, como nos anos anteriores. Diante desses fatores, o estudo da Deloitte “Perspectivas sobre consolidação de mercados – Estratégia de investimentos e o movimento de fusões e aquisições” aponta que as empresas estão sendo impactadas há algum tempo pelas dificuldades do ambiente econômico e que buscam estratégias para contornar esse cenário e se manterem competitivas, entre elas, a venda de participação societária ou de ativos e a participação em operações de fusão ou aquisição. A pesquisa contou com a participação de 221 empresas, dos mais diferentes portes e segmentos, com receita líquida de até R$ 5 bilhões. Inclusive, um terço dos respondentes do estudo é formado por presidentes ou acionistas das empresas, e quase metade dos respondentes é composta por executivos C-levels.

“Neste momento, torna-se muito difícil e demorado para as empresas crescerem apenas de forma orgânica. Portanto, as organizações têm buscado formas de crescimento inorgânico”, destaca Reinaldo Grasson, sócio da área de Financial Advisory da Deloitte e líder da prática de Corporate Finance Advisory. As principais estratégias de aquisições, parcerias ou vendas das empresas nos últimos cinco anos (conforme 77% da amostra das entrevistadas que responderam à questão, em respostas múltiplas) foram: aquisição de ativos de outra empresa (23% das respostas), assumir o controle de outra empresa (21%), venda de ativos (13%) e participação em joint venture (11%).

De acordo com o estudo, as empresas manterão as estratégias de crescimento dos últimos anos, com destaque para aquisições de empresas ou ativos – que, nos últimos anos, apresentaram aumento entre as empresas que participaram do estudo. Dentre os participantes (segundo respostas de 74% da amostra, em respostas múltiplas), 39% pretendem adquirir outra empresa, 36% aspiram fazer uma fusão e 34% almejam adquirir um ativo de outra empresa. “Embora as empresas tenham cautela para realizar esse tipo de operação, há um consenso de que as aquisições podem ser uma estratégia eficaz para aplicar recursos e ganhar competitividade em relação aos concorrentes”, afirma Reinaldo Grasson.

Os números da pesquisa revelam o constante crescimento de fusões e aquisições com o principal objetivo de aumentar as vendas e a participação de mercado. No entanto, as fontes de recursos financeiros – tais como crédito e mercado de capitais – estão escassas para financiar esses investimentos. As empresas estão financiando essas operações principalmente por meio de reinvestimento do lucro (49,7%) – conforme resposta de 77% da amostra.

A opção de abertura de capital no momento atual também é descartada pela maioria dos entrevistados. Entre os principais motivos apontados para evitar a realização de um IPO (Oferta Pública de Ações, na sigla em inglês) ainda em 2015 estão, por ordem, as incertezas sobre o cenário econômico (27%), a espera por um melhor momento para a abertura do capital, caso dos que estão se preparando (22%), e alto custo para abrir o capital no Brasil (16%). Outros 15% dizem que o valor atribuído às suas empresas não reflete a percepção dos acionistas e outra parcela de 12% cita a baixa liquidez como principal razão.

“Em 2014, apenas duas empresas listaram ações na Bolsa, captando R$ 1 bilhão em conjunto. Em 2015, até abril, houve apenas um IPO”, afirma Grasson, lembrando que, com exceção de um ligeiro aumento em 2014, o número de empresas que fecharam capital em bolsa supera o número de IPOs desde 2007. “Isso pode ser um sinal de dificuldade financeira de algumas empresas ou a opção por voltar a um perfil privado, por razões estratégicas ou mesmo diferença de percepção entre o valor da empresa em bolsa e a visão do acionista”, diz.  Esse cenário pode ser reflexo também da falta de liquidez das ações.

Crédito escasso estimula alternativas

Segundo Grasson, independentemente do motivo apontado pelas empresas para o fechamento de capital e para a diminuição no número de IPOs, a retomada desse mercado é aguardada por se tratar de uma fonte importante de recursos para investimentos e aquisições, além de dar liquidez aos investimentos feitos por fundos de private equity nos últimos anos. Foram esses fundos que desempenharam papel fundamental na capitalização de empresas em períodos recentes, e a continuidade desse movimento é importante para manter um fluxo de recursos recorrente para investimentos.

Além disso, o menor acesso a recursos no mercado faz com que as empresas busquem alternativas de capital para executar planos de negócios e manterem-se competitivas. E, como a oferta de crédito está mais escassa e com juros mais altos, a venda de participação societária ou de ativos, bem como a fusão ou aquisição estratégica são táticas que podem ser fundamentais para que a organização continue crescendo e investindo para ampliar capacidade, produtividade e margens de rentabilidade.

De acordo com o levantamento, a venda de ativos e as joint ventures também registraram crescimento nos últimos anos. Tal crescimento reforça o fato de que as empresas estão compensando a escassez de capital com fontes alternativas de obtenção de recursos, seja para aumento de liquidez, visando reequilibrar ou fortalecer sua estrutura de capital, ou mesmo para pagamento de dívidas. Dessa maneira, o desafio que se coloca para as empresas é a gestão desses recursos financeiros escassos em sua atividade principal ou mais estratégica.

In Press Porter Novelli

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