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Cenário econômico atual apresenta desafios e oportunidades para os investidores e empresas do Brasil

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Pesquisa da Deloitte mostra que a confiança na economia global como um todo aumentou. Porém, economias emergentes, entre elas a brasileira, apontam redução na nova edição, influenciando a seleção de oportunidades de investimentos pelos fundos de private equity

A confiança do investidor global cresceu significantemente, porém a percepção em relação aos países emergentes apresenta diminuição, de acordo com a pesquisa Tendências Globais em Venture Capital, realizada pela Deloitte e pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP). O Brasil faz parte dos países que apresentam queda, entretanto os fundos brasileiros deram notas maiores para a economia doméstica.

“O atual momento econômico brasileiro é desafiador para os investidores e para as empresas de uma maneira geral. Porém, também é um momento de oportunidades e, entre elas, a que mais se destaca é o private equity, que surge como uma opção positiva de captação de recursos de longo prazo por empresas em busca de crescimento e/ou consolidação, ou mesmo visando desinvestimentos”, destaca Reinaldo Grasson, sócio que lidera a estrutura de Corporate Finance Advisory (CFA) da Deloitte.

Esse cenário de oportunidades a partir do private equity é traçado por meio de alguns aspectos que os investidores devem encontrar no mercado, como empresas com potencial para serem consolidadoras ou com crescimento descolado do avanço do produto interno bruto brasileiro (PIB). Além disso, existem também empresas com alto potencial para melhoria de margens, por meio de iniciativas focadas na eficiência operacional.

Detalhes da nova edição

Produzida entre maio e junho deste ano, a 10ª edição da pesquisa aferiu os níveis de confiança abordando 331 empresas de venture capital, private equity e growth equity de diversos países do mundo – sendo 31 participantes brasileiros. Os participantes avaliaram a confiança dos investidores no ambiente global de venture capital, os fatores mercadológicos que impactam o perfil das indústrias, e os investimentos em determinadas geografias e setores de indústria. Os níveis de confiança foram medidos numa escala de 1 a 5, tendo a nota 5 como o mais alto nível de confiança.

Os mercados emergentes apresentam, novamente, uma queda de confiança entre os investidores globais. Quando perguntados sobre a confiança em investir em um país em particular, os entrevistados deram nota 3,13 ao Brasil, na edição de 2012 a nota era de 3,55; China obteve 3,27, em 2012 o nível era de 3,45 e Índia com 3,08, que antes tinha 3,24. Já a confiança na economia global como um todo aumentou, em 2013 o índice estava em 2,87, na atual edição o nível atingiu 3,20.

Porém, dentre os investidores brasileiros, a América Latina, em especial o Brasil, ainda ocupa o mais alto nível de confiança (3,69). Europa e Sudeste Asiático obtiveram, respectivamente, 2,77 e 3,65 – números abaixo do encontrado na América Latina, mas já maiores do que o observado nessas regiões nos últimos dois anos.

A familiaridade com a cultura empresarial local e, principalmente, com os ciclos de volatilidade econômica e social faz com que os fundos de investimento brasileiros optem pelo próprio país, ao invés de focar no mercado externo, com exceção dos EUA, que aparece na pesquisa junto com o Brasil, como destino de investimento. Além de ser o principal mercado mundial, os EUA apresenta uma economia em recuperação e no momento é foco dos fundos de investimento globais.

Alinhada com esse cenário, a pesquisa revela que os fundos brasileiros continuam a investir e expressam grande entusiasmo pelas áreas de varejo, tecnologia da informação e agronegócio. Ao mesmo tempo, setores que requerem mais capital intensivo ainda são vistos como os menos favoráveis para investimentos, contudo apresentam aumento de interesse em relação ao ano passado.

Inclusive, de acordo com a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), o resultado da pesquisa para o Brasil não pode ser analisado isoladamente. A Associação tem trabalhado em diversas ações para aumentar a confiança do investidor. Entre elas, o projeto PEVC in Brazil, criado em parceria com a Apex-Brasil, para promover a imagem da indústria no mercado global e atrair investimento para o país. A ABVCAP também tem buscado cada vez mais transparência, publicando estatísticas atualizadas da indústria de participações brasileira por meio dos dados do ABVCAPDATA, base de dados oficial da indústria no país.

“O investidor de private equity e venture capital tem um horizonte de investimento de muito mais longo prazo. Ele está menos preocupado com o resultado da eleição em outubro, mas sim se o Brasil é um bom lugar para se colocar dinheiro nos próximos 10 anos. Grandes gestores como Pátria e Gávea, entre vários, estão em fase de captação de novos fundos, o que prova que ainda existe confiança no Brasil como alvo destes investimentos de longo prazo”, explica Fernando Borges, presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP).

Sobre o estudo Tendências Globais em Venture Capital

A pesquisa, realizada entre maio e junho de 2014, contou com 331 participantes, sendo que a amostra do Brasil é composta por 31 respondentes. Dentre os brasileiros, encontramos investidores de Venture Capital (52%), Growth Equity (29%) e Private Equity (19%). Entre os países participantes, estão: Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Canadá, Singapura, Rússia, França, Índia, Israel, Reino Unido, Itália, Japão e Espanha. 

In Press Porter Novelli

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