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Legislação e capital humano são os principais desafios para gestores tributários

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Cenário brasileiro complexo exige profissionais cada vez
mais qualificados, aponta pesquisa da Deloitte

A complexidade técnica da legislação e o investimento em capital humano são os principais desafios elencados pelos gestores do setor tributário brasileiro, conforme detectou a pesquisa “Termômetro tributário - O perfil e as aspirações do profissional de impostos no Brasil”, desenvolvida pela Deloitte.

Nessa edição da pesquisa, o desafio que mais aumentou em comparação ao ano anterior foi a complexidade técnica da legislação (78%), seguido das necessidades de treinamento (71%), de contratação de recursos humanos (56%) e de contratação de novos profissionais (50%).   

“Esses indicadores reforçam a importância do capital humano para lidar com esse cenário complexo. De um lado, cada vez mais, o gestor tributário precisa assumir o papel de líder de equipe; do outro as empresas estão preocupadas com a contratação de profissionais qualificados, um desafio significativo a ser superado”, comenta o sócio da área de Consultoria Tributária da Deloitte, Marcelo Natale.

O perfil do gestor tributário é o de um profissional sofisticado e com abrangência de competências. Ele precisa ter robusta formação acadêmica, conhecimentos técnicos nas áreas contábil, jurídica e financeira, habilidades interpessoais, gestão de riscos e processos e crescente conhecimento na área de tecnologia da informação. Um total de 80% dos pesquisados é avaliado regularmente por suas companhias, a partir de métricas, como:

• Competência técnica (64%);

• Gestão de pessoas (58%);

• Indicadores-chave de competência (51%)

• Comunicação interna com as áreas de negócios (48%).

Raio-X da área tributária por setor

A média de funcionários no departamento tributário das empresas participantes do estudo é de 23 pessoas, sendo que a maior demanda está concentrada justamente nas áreas de Comércio e Indústria Química, com 24 funcionários.

Essas áreas têm uma maior necessidade pelos complexos compromissos tributários, principalmente, se atuam em mais de um Estado, ou se realizam importações e exportações, demandando grande volume de obrigações acessórias e apuração mensal sobre impostos - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Logo atrás de Comércio e Indústria, aparecem os segmentos de Tecnologia da Informação, com 15 funcionários; de Máquinas e Equipamentos, com 11 integrantes e de Atividades Financeiras, com 9 pessoas. Um quarto dos participantes declarou ter até cinco profissionais no departamento tributário e 58% até 15 profissionais.

Marcelo Natale complementa que “enquanto a demanda de trabalho tem crescido continuamente, os departamentos tributários ficaram comprimidos pelo esforço de maior produtividade, ausência de profissionais qualificados e investimentos em tecnologia tributária, entre outros fatores”.

Nesse cenário, o setor tem buscado, muitas vezes, a terceirização parcial, temporária ou permanente, como uma das estratégias para aliviar o conflito vivido pelos gestores.

Prioridades

Para os próximos dois anos, os profissionais identificaram como principal prioridade as novas oportunidades de planejamento tributário, o aprimoramento da qualidade técnica do departamento e a melhoria da eficiência do compliance na organização. 

O volume de trabalho se faz presente, na indicação de que 43% dos funcionários esperam equilibrar melhor a vida profissional com a pessoal. Em uma sinalização de que ainda esperam se aprimorar e crescer na carreira, 13% dos respondentes pretendem cursar pós-graduação nos próximos dois anos.

“Mais uma vez, o gestor mostra a necessidade de constante aperfeiçoamento na área e toda a responsabilidade que carrega para atendimento de questões internas e externas, não só na interpretação de processos, como também em sua na aplicação”, pontua Natale.  

Pesquisa

O levantamento elaborado pela Deloitte foi feito com 173 empresas, das quais, 40% possuem faturamento superior a R$1 bilhão e quase metade tem mais de 1.000 funcionários. 

In Press Porter Novelli

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