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Pesquisa inédita retrata práticas e desafios dos franqueadores no Brasil

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Parceria entre Deloitte e Associação Brasileira de Franchising (ABF) apresenta uma visão de um dos setores que mais cresce na economia brasileira.

30 de outubro de 2014 – A Deloitte e a Associação Brasileira de Franchising (ABF) lançam pesquisa inédita sobre o setor de franquias no Brasil, mercado de R$115,6 bilhões e que sustenta um crescimento de dois dígitos há praticamente duas décadas. O estudo “Negócios em rede – Visões, expectativas e práticas dos franqueadores” analisa os principais temas e desafios enfrentados pelo setor no Brasil, cujo mercado é composto por 2.073 marcas de franquia, conferindo a terceira maior rede do planeta, atrás apenas da China e da Coreia do Sul no ranking da World Franchise Council (WFC).

“O franchising é um segmento diversificado, que envolve empresas dos mais diferentes portes, segmentos e perfis de gestão. Compreender este universo traz importantes percepções sobre como as franquias estão se preparando para atender aos desafios do ambiente econômico e às demandas do consumidor de hoje e do futuro”, Reynaldo Saad, sócio-líder da Deloitte para o atendimento à indústria de Bens de Consumo e Varejo.

“Parte das empresas do setor de franquias é formada por pequenos empresários que se tornaram pequenos franqueadores. É extremamente importante que essas organizações estejam prontas para detectar o momento em que será necessário investir em uma estrutura de gestão e de controles mais robusta. O aprimoramento da estrutura de governança deve acompanhar o passo da expansão da organização, para que esse crescimento ocorra de forma sustentável”, aponta Cristina Franco, presidente da ABF.

Estratégias para novos mercados

Mais da metade das franqueadoras respondeu que a sua unidade de maior faturamento é uma loja de rua (53%). Os shoppings, por sua vez, concentram 29% das unidades que mais faturam. Quando se trata de maior rentabilidade a diferença entre ambos aumenta (63% pra as lojas de rua e 23% para as lojas de shopping), reflexo principalmente dos menores custos de operação envolvidos em uma loja de rua em relação a uma unidade de shopping. Entre as demais localidades onde as franqueadoras registram bons resultados estão academias, aeroportos, clubes e condomínios. Juntos, esses espaços concentram 10% das unidades com maior faturamento das redes, e monstram que dependendo do segmento de atração é uma ótima alternativa de expansão.

A expectativa das franqueadoras para a abertura de novas unidades segue este cenário: 53% declararamque esperam abrir lojas de rua nos próximos dois anos, enquanto 33% pretendem fazê-lo em shoppings. Outra tendência é a participação de lojas em centros comerciais – especialmente para as franqueadoras do segmento de Negócios, serviços e outros varejos.

Novos espaços e serviços sempre foram explorados pelo setor de franquias, um segmento resiliente e sensível às novas demandas do consumidor. Atualmente, uma tendência que chega ao Brasil são os chamados food trucks: uma redefinição da comida de rua com alimentos premium, que é parte de um amplo movimento de resgate do espaço público em grandes centros urbanos, como Londres e Nova York.

Outra forma que as franqueadoras têm utilizado para ampliar a sua capilaridade é a criação de um modelo mais acessível, que ficou conhecido como microfranquia. O investimento para o franqueado é de até R$ 80 mil e, segundo a ABF, em 2013, este modelo apontou 384 marcas em operação e 17.197 pontos de venda, com faturamento de R$ 5,9 bilhões.

O crescimento do faturamento deste segmento em relação ao ano anterior foi de 30%. Esta é mais uma tendência ressaltada pela maior participação da classe média emergente no mercado – desta vez como empreendedora na criação de uma franquia. A ampliação da capacidade de atendimento do estabelecimento em diversas frentes também é algo que vem crescendo nas franquias do setor de alimentos. Muitas são as lojas que já conciliam a entrega a domicílio, a retirada no local pelo cliente ao atendimento no salão.

Governança e Administração dos Negócios

Entre os principais desafios apontados pelos entrevistados está a necessidade de reter talentos e tratar a performance dos profissionais de forma mais criteriosa. A gestão de desempenho dos funcionários é uma medida que mais da metade (55%) das empresas pretende adotar nos próximos anos, enquanto um programa de remuneração diferenciada está no radar de 40% das franqueadoras respondentes. A gestão de riscos também aparece como um tema de destaque a ser adotado nos próximos anos para 67% dos entrevistados. Este é um indicador de que, mesmo dentro da proposta de padronização de processos já experimentados e consagrados que caracteriza uma franquia, há uma grande preocupação com os aspectos de risco e governança envolvidos na gestão.

A estrutura enxuta e familiar de grande parte das empresas franqueadoras tem relação direta com as suas práticas de governança corporativa. Embora grande parte delas (69%) reconheça como prioritário ter uma boa estrutura de governança corporativa, 26% admitem que as práticas existentes  em suas empresas atualmente não são adequadas e/ou satisfatórias para a condução de seus negócios.

A rotatividade de funcionários é um fator crítico para as franqueadoras, e que tende a desestimular as empresas a investir em treinamento e qualificação da mão de obra. As unidades franqueadas são mais suscetíveis a perder funcionários do que as unidades próprias. Mais de 70% das empresas disseram ter registrado no último ano um aumento na rotatividade dos funcionários em suas unidades franqueadas. Por outro lado, 60% dos respondentes disseram ter visto diminuir a rotatividade nas unidades próprias em relação a 2013.

O perfil dos profissionais que atuam na linha de frente do atendimento ao consumidor é de jovens que muitas vezes estão em sua primeira oportunidade de trabalho e que ainda não conseguem ter uma visão clara dos seus anseios como profissional e por isto, tendem a migrar mais facilmente de empresa para empresa independente do setor . Engajar a nova geração demanda práticas de valorização do profissional e de alinhamento de valores entre o indivíduo e a marca para a qual ele trabalha. O estudo mostra que as práticas mais aplicadas pelos franqueadores para a retenção de talentos são pragmáticas: aumento de salários (69%), premiações por metas atingidas (64%) e troca de departamento e área de atuação (43%).

As novas fronteiras do consumo

A estratégia de uma expansão descentralizada acompanha o forte crescimento da classe média no Brasil, obtido com base em consumo. Grande parte deste contingente está localizado no interior dos Estados do Sudeste e na região Nordeste. As franquias têm direcionado sua expansão para este mercado interno, formado por 150 milhões de consumidores que representam cerca de 65% do mercado nacional.

Entre os mais de 80% das empresas participantes do estudo que já praticam ou pretendem investir na descentralização, quase 30% acreditam que houve um aumento do poder aquisitivo da população em outras regiões do País, e que estes locais registraram um crescimento econômico com perspectivas positivas. Outras oportunidades identificadas pelos franqueadores que pretendem expandir rumo ao interior do Brasil são a menor concorrência em comparação aos grandes centros e os menores custos de operação.

Para que esta expansão de fronteiras se torne mais tangivel, a entrada de um fundo de investimento nos negócios dos franqueadores é considerada para 43% dos executivos, já que, principalmente os fundos internacionais, oferecem a oportunidade para as franqueadoras de se capitalizar, expandir e também impulsionar a marca e o planejamento estratégico e de negócios de forma significativa.

As regiões mais visadas pelos franqueadores são as de maior concentração populacional do País – Sudeste (42%) e Nordeste (27%). O foco é tanto em cidades mais populosas e de mercados já consolidados quanto em municípios com mais de 30 mil habitantes. O crescimento dos shoppings centers no interior no Brasil pode ser um grande direcionador para a expansão das redes de franquias.

Megatendências para o setor de franquias

O relatório aponta seis direcionadores que vão impactar o segmento de franquias nos próximos anos:

  • Indústrias produtoras de bens de consumo investem em lojas próprias criando canal direto com o consumidor: é uma forma de ampliar o acesso e fidelizar o cliente, além de ser uma forma de ter maior controle dos preços e da rentabilidade dos negócios.
  • Logística: desafio é tornar o processo logístico mais eficiente, de forma a otimizar os espaços das lojas priorizando a área de vendas para a comercialização do portfolio dos seus produtos.
  • Novas demandas do consumidor: o consumidor busca cada vez mais por produtos de melhor qualidade, sem abrir mão da praticidade e do despojamento. É notável a ascensão de redes de alimentos e produtos naturais, orgânicos e premium, além da entrada de redes de casual dining, que oferecem uma experiência diferenciada em comparação às redes de fast food.
  • Mudanças comportamentais: cada vez mais a otimização do tempo e da praticidade no momento da compra são componentes essenciais para o consumidor. Além disto, a identidade e a sensação de pertencimento a um nicho também é um fator preponderante para este consumidor, o que torna a formatação de serviços e lojas um diferencial para a atração de clientes.
  • Conexão total: aplicativos para delivery, reservas em restaurantes e e-commerce já são uma realidade, para qual as franqueadoras deverão se estruturar, por meio do investimento em tecnologia, para concorrer e expandir a sua marca em novos mercados e com atratatividade para as novas Gerações.
  • Alianças estratégicas: estabelecer programas de desconto e relacionamento com empresas e outras redes de franquias não concorrentes pode ampliar o público consumidor da marca. Por meio do oferecimento de facilidades e descontos a parceiros e clientes de parceiros, é possível divulgar a marca e conquistar clientes e fidelizar a sua marca.

Metodologia

A pesquisa “Negócios em rede – Visões, expectativas e práticas dos franqueadores” foi realizada entre os meses de agosto e setembro de 2014 e contou com a participação de 97 franqueadores. Entre os respondentes do questionário, 85% pertencem ao grupo executivo das empresas participantes.

Metade dos franqueadores participantes tem até 50 funcionários, entre matriz e unidades próprias de ponto de venda. Pouco mais de 10% conta com mais de 500 colaboradores. Esses dados refletem a estrutura familiar e enxuta de grande parte das empresas franqueadoras.

Quando analisada a distribuição das unidades das redes de franquias, as lojas de rua são a maioria entre as redes participantes da pesquisa. Os shoppings ficam em segundo lugar, se destacando por reunir lojas do segmento de Alimentação. Um espaço que tem sido cada vez mais ocupado pelas franquias é o de centros comerciais. Essa tendência visa oferecer serviços e produtos com conveniência para um mercado cativo que, especialmente nas grandes cidades, opta por uma solução próxima ao seu local de trabalho.

 

 

In Press Porter Novelli

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