Releases para imprensa

Especialistas apontam as tendências em telecomunicações, mídia e tecnologia a partir de 2015

Release para imprensa

• “TMT Predictions”, tradicional estudo da Deloitte, destaca os movimentos que devem se concretizar ou despontar ao longo do ano;

• Entre eles, estão a retomada do mercado corporativo na liderança na adoção de novas tecnologias e o alcance da marca de 1 bilhão de upgrades de smartphones no período.

Este será o ano em que o universo corporativo estará novamente à frente dos consumidores na adoção de novas tecnologias, como a impressão 3D, wearables e o uso de drones. As compras nas lojas físicas com a utilização do smartphone como meio de pagamento – tema que deve crescer mais de 1000% em todo o mundo em relação ao ano passado – também prometem deslanchar. Estes são alguns dos destaques da 14ª edição do estudo “TMT Predictions 2015”, realizado pela Deloitte com o seu time de especialistas dedicado à indústria de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT) a partir de entrevistas ao redor do mundo.

Ainda entre os destaques, ao contrário de previsões da indústria de que o mercado de smartphones estaria estagnado, o levantamento ainda prevê que haverá 1 bilhão de upgrades de dispositivos em 2015, sinalizando que o mercado ainda não está maduro ou estacionado. “Os smartphones já são utilizados para verificar saldos, transferir fundos e fazer transações online, mas ainda não chegaram ao status de ‘carteira móvel’ globalmente”, explica Jolyon Barker, diretor global da indústria de TMT da Deloitte. “Nós prevemos que 2015 será o primeiro ano em que todas as principais necessidades para utilização do celular serão atendidas, com opções de pagamento por smartphone mais fáceis, com mais segurança para o usuário”, aponta Barker.

Mercado corporativo e as novas tecnologias

O mercado corporativo deve retomar a liderança no uso de novas tecnologias, superando o consumidor comum. “Da década de 50 até o começo dos anos 2000, as tecnologias eram massificadas a partir do seu uso no dia a dia de trabalho, como aconteceu com os computadores pessoais. Na última década, os consumidores assumiram esse papel”, explica Solange Carvalho, diretora da Deloitte no Brasil para o atendimento à indústria de TMT. “Os consumidores finais foram responsáveis pela adoção em larga escala, por exemplo, das telas de tamanho maior e da comunicação via VOIP; pontos nos quais o mundo corporativo demorou a apostar nos últimos anos, devido às dúvidas sobre uma eventual perda de atenção e foco dos profissionais”, detalha Solange. Agora, a partir de 2015, o mercado corporativo começa a assumir seu protagonismo.

O estudo prevê que as corporações iniciaram a adoção de algumas novas tecnologias que depois terão o seu uso ampliado, entre elas os wearables – produtos físicos que atuam como um extensor tecnológico ao corpo do usuário –, que devem se tornar mais úteis oferecendo recurso hands-free (em que não há necessidade de se usar as mãos), com dispositivos que permitam o acesso a técnicas de realidade aumentada.

Já as impressoras 3D – uma forma de tecnologia de impressão para a fabricação de produtos em modelo tridimensional – devem ganhar ainda mais força na indústria manufatureira, na criação de moldes e suportes. Os drones – aeronave não tripulada – também devem ganhar destaque nessa linha, ao serem utilizados, por exemplo, na produção agrícola ou na execução de serviços especializados.  

Mais destaques da nova edição

Conheça as principais tendências e outros destaques dos três setores, partindo do segmento de Telecomunicações.

Telecomunicações

Pagamentos por dispositivos móveis ganham impulso: ao final de 2015 deve ser observada uma mudança em relação ao uso de dispositivos móveis – como smartphones – para pagamentos em lojas físicas. Esse ano será o primeiro em que os pré-requisitos para adoção desse formato – envolvendo as instituições financeiras, comerciantes, consumidores e fornecedores de dispositivos – serão suficientemente atendidos. Até o final do ano, pelo menos 10% da base de smartphones espalhados pelo mundo serão utilizados, ao menos uma vez por mês, como o meio de pagamentos em compras nas lojas físicas.

Pela primeira vez, o mercado de upgrades de smartphones excederá 1 bilhão: neste ano, 1,35 bilhões de smartphones serão vendidos ao redor do mundo, sendo que mais de 1 bilhão deles serão upgrades – aparelhos novos e melhores para aqueles que já possuem um. O tamanho da tela, velocidade, capacidade de armazenamento, software atualizado e design continuarão a guiar o crescimento da atualização de aparelhos celulares.

• A diferença entre as velocidades da internet oferecidas deverá aumentar: globalmente, o número de residências com internet banda larga crescerá cerca de 2%, alcançando 725 milhões de casas. A velocidade média da banda larga na maioria dos países crescerá 20%.

Tecnologia

Fim da tecnologia para consumidores? em 2015, o pêndulo da adoção de tecnologia começará a balançar de volta para o mercado corporativo, revertendo uma tendência de uma década na direção do consumidor, quando a adoção massiva de tecnologias, como os smartphones de tela grande, tablets e comunicação via VOIP eram iniciadas pelos consumidores.

A ‘internet das coisas’ ou máquina-máquina: a comunicação entre dispositivos, nos quais eles podem transmitir informações via wireless ou por fios, vai ganhar mais força no mercado corporativo. Em 2015, mais de 60% dos dispositivos que operam desta forma serão comprados e utilizados por empresas.

Drones – perfis e nichos: eles terão múltiplas aplicações industriais e governamentais. O estudo prevê que as vendas de drones não-militares (também conhecidos como veículos aéreos não tripulados ou UAVs, em inglês) serão de cerca de 300 mil unidades, elevando o total já existente para mais de 1 milhão. Embora os consumidores finais comprem a maioria, o valor real dos drones virá do uso profissional (como em plantações ou para produção de fotos em grandes áreas).

Impressão 3D no mercado corporativo: cerca de 220 mil impressoras 3D serão vendidas em todo o mundo, chegando ao valor de US$ 1,6 bilhão. O estudo estima que cerca de 80% do valor do total de impressoras 3D serão para companhias e não para consumidores, o que significa que a real revolução será no mercado corporativo.

Baterias de smartphones melhores, mas não revolucionárias: a qualidade da vida útil das baterias provavelmente se manterá como um fator-chave para o consumidor escolher seu próximo smartphone. A tecnologia de baterias recarregáveis de lítio íon (Li-Ion), utilizada em todos os smartphones, terá um progresso modesto em 2015.

Crescimento do ‘click and collect’ na Europa, vantagem para o consumidor e desafio para os varejistas: os pedidos de compras online retirados em um local físico ao invés de entregues à casa do comprador, na Europa, chegará a meio milhão em 2015, um crescimento de 20% em relação ao ano passado.

Nanossatélites decolam mas não lideram: ao final de 2015, mais de 500 nanossatélites – pequenos satélites, com menos de 10 kg – estarão em órbita. Eles são atrativos por muitas razões: são mais baratos que os convencionais, mais leves, mais fáceis de serem construídos, testados e lançados. Embora eles estejam cada vez mais aptos a tarefas mais complexas, os nanossatélites provavelmente serão complementares e não substitutos do mercado de grandes satélites.

 

Mídia

Vídeos curtos - um futuro, mas não o futuro da televisão: o total de tempo gasto assistindo a vídeos de curta duração online e outras programações de menos de 20 minutos representará menos de 3% de todos os vídeos assistidos globalmente neste ano. O estudo não espera que os conteúdos curtos online se sobreponham à televisão tradicional.

A ‘geração que não vai gastar’ está gastando em TMT: nesta vertente, os millennials – jovens nascidos a partir de 1982 - norte-americanos gastam uma média de US$750 em conteúdo, tanto tradicional como digital. Em que os millennials estão gastando? TV paga, música, jogos, livros, esportes ao vivo, streaming de vídeo e até conteúdos digitais de jornais impressos.

O impresso não está morto, pelo menos para os livros: as vendas de livros impressos serão  cinco vezes maiores que as de eBooks. Os livros digitais não substituíram os tradicionais do mesmo modo que aconteceu com os CDs, jornais impressos e revistas, que tiveram quedas nas vendas. Os jovens entre 18 e 34 anos são tão conectados aos livros impressos como os mais velhos, leem tanto quanto eles e estão dispostos a pagar.

In Press Porter Novelli

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