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Global Resilience Report 2021

A construção de uma organização resiliente

Como as empresas podem sobreviver – e prosperar – em uma era de disrupturas? Levantamento confirma que as organizações que planejam e investem antecipadamente em transformações têm maior propensão para melhor posicionamento nos negócios.

Lançado durante o Fórum Econômico Mundial, o estudo global da Deloitte “Global Resilience Report 2021: A construção de uma organização resiliente” entrevistou 2.260 executivos C-level de 21 países para entender como as organizações lidaram com os eventos turbulentos de 2020, além de identificar os cinco principais atributos que fazem uma organização preparada o suficiente para encarar transformações disruptivas. Na amostra brasileira, foram consultados 133 líderes empresariais de 6 diferentes setores da economia.

Tanto no Brasil quanto em todo o mundo, os executivos de alto escalão acreditam que as disrupturas causadas pela pandemia da Covid-19 vieram para ficar. O período de transformação continua e as organizações resilientes, ou seja, aquelas com mentalidade e cultura flexíveis, adaptáveis, colaborativas e inovadoras, se sairão melhor frente às mudanças permanentes. Organizações resilientes apresentam desempenho superior em tempos de incertezas.

Global Resilience Report 2021

Acesse o estudo completo (em inglês)

Visão brasileira

Executivos brasileiros se sentem mais preparados e confiantes do que a média global: 56% dos entrevistados locais disseram que se sentem prontos para liderar suas organizações diante de qualquer incerteza ou interrupção que possa surgir e 49% consideram que suas empresas conseguiriam se adaptar rapidamente em resposta aos atuais eventos adversos. Já a amostra global apresenta que: 66% dos CXOs globais ainda não se sentem completamente prontos para liderar nesse novo cenário e 70% disseram que não têm total confiança nas habilidades de suas organizações para se adaptar a eventos adversos.

O estudo identificou 5 atributos das organizações resilientes que permitem e promovem estratégias ágeis, culturas adaptativas e a implementação e uso eficaz de tecnologia avançada. As empresas que podem se recuperar de desafios inesperados normalmente são: preparadas, adaptáveis, colaborativas, confiantes e responsáveis .

“As empresas sempre enfrentaram disrupturas, mas os desafios dos últimos doze meses foram excepcionais. A confluência de uma pandemia de saúde global, instabilidades nos campos social e político e piora dos eventos climáticos trouxe às organizações escolhas difíceis, novas formas de operar e mudanças estratégicas fundamentais”, disse Punit Renjen, CEO Global da Deloitte.

Destaques da amostra Brasil

  

Acesse o sumário executivo

Cinco atributos das organizações resilientes

Preparadas: Os CXOs bem-sucedidos são aqueles que planejam todos os resultados, tanto em curto quanto a longo prazo. Oitenta e cinco por cento dos executivos que equilibraram as prioridades nessa medida de tempo sentiram que se adaptaram muito bem aos eventos de 2020.

Adaptáveis: CXOs que entendem que a adaptabilidade é a chave para a sobrevivência na disrupção. Aqueles que cultivaram uma cultura resiliente tendem a apoiar forças de trabalho flexíveis muito mais do que os que não investiram em culturas resilientes.

Colaborativas: Os CXOs disseram que a colaboração acelerou a tomada de decisões, mitigou riscos e trouxe mais inovação. Dois em cada três empresas que removeram silos antes da pandemia relataram gerenciar os eventos de 2020 melhor do que seus pares.

Confiáveis: No contexto da pandemia, manter a confiança foi particularmente importante. No entanto, mais de 1 em cada 3 não estavam seguros de que suas organizações mantinham a confiança entre líderes e funcionários.

Responsáveis: A maioria dos CXOs reconhece que o mundo dos negócios tem uma responsabilidade além dos resultados financeiros. Oitenta e sete por cento dos CXOs disseram ter se saído muito bem em equilibrar todas as necessidades dos stakeholders, além de permitir que suas organizações se adaptassem às mudanças rapidamente.

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