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Os poderosos do varejo de luxo 2020

A nova era da moda e do luxo

Relatório discute as tendências e questões que estão impulsionando o setor e analisa como a digitalização está abrindo novos caminhos de crescimento – a sustentabilidade tem um papel fundamental para manter uma economia circular em tempos sem precedentes.

A pandemia tem se mostrado um fator acelerador para as marcas adotarem novos paradigmas de criação de valor. Agora, mais do que nunca, as empresas de bens de luxo estão buscando novas formas de se conectar com seus clientes, com reinvenções que antes eram inimagináveis.

A sustentabilidade assume um papel fundamental à medida em que as empresas de moda e artigos de luxo buscam a recuperação após a crise pandêmica. Marcas de luxo globais têm investido significativamente em tecnologias “verdes” e outras medidas, como compensação de carbono, para lutar contra as mudanças climáticas. Embora isso não se limite a inovações na cadeia de suprimentos, abraçar novos valores e perspectivas em resposta às necessidades em evolução dos consumidores e do meio ambiente pode ser um divisor de águas.

Os poderosos do varejo de luxo 2020

Novas tecnologias

Embora as empresas de bens de luxo tenham demorado a adotar tecnologias digitais, a pandemia acelerou a mudança, com a análise de dados do consumidor por meio de aplicativos de inteligência artificial (IA) e utilização de ferramentas de realidade aumentada (RA). No entanto, as lojas físicas, que oferecem uma experiência diferenciada aos clientes, não devem ser completamente substituídas por canais digitais. É necessário desenhar uma abordagem ágil de vendas multicanal para unir os dois modelos. Isso permitirá que as marcas superem as barreiras impostas pelas regras de distanciamento social – por meio das quais podem garantir o cumprimento dos protocolos de segurança e higiene, possibilitando que os clientes continuem a desfrutar da experiência personalizada na loja.

O relatório “Os poderosos do varejo de luxo 2020” identifica as 100 maiores empresas de bens de luxo com base em dados publicamente disponíveis para o ano fiscal de 2019 (definido como exercícios financeiros encerrados nos 12 meses até dezembro de 2019)* e avalia seu desempenho em regiões geográficas e setores de produtos.

Principais conclusões do relatório:

  • No FY19, o limite mínimo de receita para entrar na lista das 100 maiores empresas de bens de luxo foi de US$ 238 milhões – US$ 20 milhões acima do ano fiscal anterior.
  • As 100 maiores empresas de bens de luxo com base na China, Japão e Estados Unidos viram sua taxa composta de crescimento de vendas ano a ano cair drasticamente no FY19, enquanto as empresas com sede na Europa viram um aumento em sua taxa de crescimento, com exceção do Reino Unido, que viu uma queda sutil.
  • Pela primeira vez, no FY19, as 10 maiores empresas de luxo contribuíram com mais da metade do total de vendas de bens de luxo das 100 maiores empresas.
  • Enquanto a Itália tem o maior número de empresas de bens de luxo, a França é o país com melhor desempenho, com crescimento de vendas composto de 15,7%, contribuindo com 28,3% a maior parte das vendas totais das 100 maiores empresas de bens de luxo.
  • Os produtos de luxo múltiplos foram o setor de melhor desempenho no ano fiscal de 2019, com crescimento de vendas de 12,8% e contribuíram com mais de um terço do total das 100 vendas de produtos de luxo.
  • O setor de vestuário e calçados continua respondendo pelo maior número de empresas no Top 100, mas eles têm o menor tamanho médio de empresa (apenas US$ 1,2 bilhão).

*Desde que o primeiro relatório “Os poderosos do varejo de luxo” foi produzido em 2014, um ano fiscal de meio do ano foi usado, ou seja, para o relatório de 2019, FY17 significou o período entre 1º de julho de 2017 e 30 de junho de 2018. Para o relatório de 2020, mudamos para uma definição de ano fiscal de ano civil, ou seja, FY19 significa o período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019. Os cálculos de crescimento (CAGR e ano a ano) também são com base nos dados do ano civil para os anos financeiros de 2016 a 2019.

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