Article

A caminho da transparência

A evolução dos pilares da governança corporativa

A trajetória da governança corporativa no Brasil, assim como qualquer grande transformação, necessita de muita insistência. Em um processo contínuo, e cada vez mais veloz, os negócios lutam para adequar-se à nova realidade do mercado em meio à adoção de melhores práticas e a tentativas de mudanças culturais.

A Deloitte traz a nova edição de sua pesquisa sobre governança corporativa. O objetivo é identificar como as empresas brasileiras vêm estruturando suas políticas de governança e como empresários e executivos enxergam os movimentos do mercado nesse sentido.

A pauta da transparência nunca foi tão forte

Para avaliar a evolução da governança corporativa nas empresas brasileiras, a Deloitte comparou os dados de 2015 com os da pesquisa de 2013. Com base em respostas de mais de 100 empresas brasileiras, dois grandes fatores foram apontados como seus principais influenciadores:

  • Pressões regulatórias: movimento amplo na direção da ética e da transparência empresarial. Como exemplo, é possível apontar a Lei Anticorrupção, um grande marco regulador;
  • Pressões do mercado: em um momento de inflexão na economia do País, a transparência e a confiança tornam-se elementos críticos para transmitir credibilidade e manter a atratividade e o acesso a investimentos.

Para atender às pressões, os conselhos vêm se preparando para responder a questões emergentes e urgentes, que vão de novas tecnologias à força de trabalho do terceiro milênio. Leia a pesquisa completa para entender com maior profundidade esses movimentos estratégicos. 

A adesão aos pilares de governança

 

“As atuais pressões regulatórias e de mercado estão colocando às empresas a oportunidade de aperfeiçoarem a suas práticas de gestão de riscos e controles.”

Ronaldo Fragoso, sócio-líder da área de Consultoria em Gestão de Riscos

 

 

“Em um processo contínuo, e cada vez mais veloz, os negócios adequam-se à nova realidade do mercado em meio à adoção de melhores práticas e a tentativas de mudanças culturais.”

Camila Gualda Araújo, sócia da área de Consultoria em Gestão de Riscos e líder do Centro de Governança Corporativa 

 


“O monitoramento de riscos empresariais associados a colaboradores, fornecedores e terceiros já é pauta do conselho de administração e do comitê de auditoria, o que torna mais abrangente e necessária a estrutura de gestão e de controles internos das organizações. O principal desafio está em definir estes instrumentos mínimos e qual deve ser a gestão de consequência a ser aplicada caso necessário.”

Alex Borges, sócio da área de Consultoria em Gestão de Riscos

 

“Há uma tendência de fortalecimento da estrutura de governança nas organizações, especialmente em áreas relacionadas a reputação corporativa e gestão de crises.”

Gustavo Lucena, sócio da área de Consultoria em Gestão de Riscos

Você achou útil?