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Millennial Survey 2017 

Em busca de estabilidade e oportunidades em um mundo incerto

Um turbulento 2016 – pontuado por ataques terroristas na Europa, Brexit e uma disputa acirrada na eleição presidencial dos Estados Unidos – parece ter despertado a desconfiança dos millennials.

Sumário executivo

A sexta edição da pesquisa anual Millennial Survey, desenvolvida pela Deloitte, aponta que os jovens estão mais cautelosos e com uma menor probabilidade de deixarem a segurança seus empregos. As conclusões têm como base as opiniões de quase 8 mil jovens entrevistados em 30 países, incluindo o Brasil, em setembro de 2016.

Falta de perspectivas promissoras é maior em países desenvolvidos

Segundo a Millennial Survey, o ceticismo é maior em países desenvolvidos preocupados com a incerteza resultante de conflitos. Especialmente nessas localidades, os jovens não demonstram otimismo em relação às suas perspectivas futuras nem às orientações que seus países estão adotando.  

Em mercados emergentes, os entrevistados geralmente esperam ser financeiramente (71%) e emocionalmente (62%) melhores do que seus pais. Isso está em contraste com os mercados maduros, onde apenas 36 % dos millennials preveem estar financeiramente melhores do que seus pais e 31% mais felizes.

  • Sentimentos econômicos, sociais e políticos: um abismo entre o mundo desenvolvido e o mundo em desenvolvimento.
  • Terrorismo e questões de "conflito" substituem o ambientalismo como principais preocupações.

 

À espera de mais

Para 76% dos jovens entrevistados, as empresas, em geral, estão tendo um impacto positivo sobre a sociedade em que operam. No entanto, os millennials também acreditam que as empresas multinacionais não estão realizando plenamente o seu potencial para aliviar os maiores desafios da sociedade.

O impacto por meio dos empregadores

Os jovens, em geral, sentem-se responsáveis por muitas questões, tanto em seu ambiente de trabalho quanto na sociedade. No entanto, é principalmente no local de trabalho que se sentem mais capazes de fazer a diferença.

As oportunidades de se envolverem com “boas causas” no nível local, muitas das quais são permitidas pelos empregadores, proporcionam aos jovens um maior sentimento de influência.

Conversa clara e inclusiva

Os millennials entrevistados, em geral, não apoiam os líderes que tomam posições hostis, ou que apontem para uma transformação radical em vez de uma mudança gradual. Eles se sentem mais à vontade com uma linguagem simples e direta vinda de seus líderes empresariais e políticos. 

Os jovens respondem a opiniões apaixonadas, e se identificam com os líderes que atuam a favor de qualquer um que possa se sentir “excluído” ou isolado.

  • Os millennials procuram a franqueza e a paixão, não o radicalismo.
Flexibilidade com estabilidade em tempo integral

Apesar de perceber vantagens gerais de trabalhar como freelancers ou consultores, quase dois terços dos entrevistados disseram que preferem o emprego em tempo integral. A preocupação dos jovens com os acontecimentos mundiais e com a crescente automação pode ser parcialmente responsável por eles quererem permanecer em seus empregos, mas existe o fascínio em relação a opções de trabalhos flexíveis.

Os jovens apresentam:

  • Lealdade crescente e desejo de estabilidade;
  • Desejo por flexibilidade nas práticas de trabalho, fidelização e líderes e instituições confiáveis;
  • Interesses pelas ameaças e oportunidades oferecidas pela automação.
Bem-vindos, geração Z

Seis em cada dez estudantes da Geração Z (grupo de pessoas com 18 anos ou menos) acreditam no impacto positivo de sua presença no local de trabalho; essa crença é maior nos mercados emergentes (70%) do que nos mercados maduros (52%).

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