Pesquisas

Empresas biofarmacêuticas e a transformação digital

Mudanças nas estratégias 

Pesquisa global da Deloitte com o MIT mostra que as organizações de saúde reconhecem o estabelecimento da era digital, mas ainda precisam amadurecer o desenvolvimento de suas competências tecnológicas. As empresas podem adotar abordagens que impulsionem sua transformação digital.

A quarta edição do estudo da Deloitte em parceria com o MIT Sloan Management Review – “Digital Transformation in Biopharma” – analisa a maturidade das empresas biofarmacêuticas na adoção de tecnologias digitais em seus modelos de negócios. A pesquisa entrevistou líderes de empresas de tamanhos variados da indústria farmacêutica (variando de menos de US $ 1 bilhão até mais de US $ 20 bilhões) de diversos países, entre eles o Brasil.

O relatório revela que, embora muitas organizações já apliquem processos disruptivos, ainda há um grupo significativo aprendendo a lidar com essas inovações. Segundo o levantamento, 20% das empresas afirmam estar em fase de amadurecimento da transformação digital, 25% se identificaram nos estágios iniciais dessa jornada e 55% declararam estar em pleno desenvolvimento de habilidades.

Apesar de a maioria das empresas entrevistadas estarem no começo desse processo, 58% afirmam que o digital é uma prioridade e 79% dos respondentes esperam perceber os resultados das iniciativas digitais nos próximos cinco anos. A pesquisa revelou uma série de fatores que devem ser superados para que esses objetivos sejam atingidos, incluindo falta de uma visão clara, liderança inadequada e pouco financiamento - do total de entrevistados, 54% concordaram que o financiamento adequado é um grande obstáculo para as iniciativas digitais.

Na outra ponta, as organizações biofarmacêuticas que apresentam consolidações digitais reconhecem que impulsionar a mudança pelas equipes de liderança não é suficiente e que incentivos devem ser realizados em todos os níveis da empresa. 

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