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Mulheres no conselho

Uma perspectiva global sobre a presença feminina em conselhos corporativos

O progresso para a presença feminina em conselhos corporativos avança lentamente, bem como as tendências para as mudanças desse cenário. A expectativa é incentivar mulheres a ocupar mais cargos de liderança, fomentando a diversidade nas empresas.

A sexta edição do estudo global da Deloitte “Women in the boardroom” revela que as mulheres ocupam apenas 16,9% dos cargos de liderança em todo o mundo, com um aumento de 1,9% em relação ao último levantamento, em 2017. As estatísticas revelam desafios conhecidos na governança corporativa: a disparidade de gênero e a morosidade das mudanças.

O relatório contou com a participação de 8 mil empresas e analisou os esforços de 66 países para promover abordagens igualitárias de gênero em seus conselhos. As razões que levam locais de trabalhos a continuarem enfrentando barreiras são culturas desatualizadas, preconceitos inconsistentes e falta de incentivo à liderança que impedem que mulheres alcancem papéis mais sêniores.

As mulheres ocupam apenas 4,4% das posições de CEO globalmente. Cargos de diretoria financeira são quase três vezes mais diversos, mas os números chegam a apenas 12,7%.

O aumento da diversidade contribui para uma cultura organizacional mais fluida, acarretando melhores resultados para os negócios. Empresas que investem na pluralidade têm maiores chances de tomadas de decisões assertiva, além de potencializarem a inovação.

Women in the boardroom: Uma perspectiva global

Principais destaques

  • As mulheres abrangem 16,9% dos cargos de liderança em todo o mundo, com um aumento de cerca de 1% a cada ano.
  • O grupo ocupa também apenas 5,3% dos cargos de presidência dos conselhos e 4,4% das funções de CEO nas organizações.
  • As mulheres preenchem 12,7% das funções de CFO globalmente, três vezes mais em relação a posições de CEO.

Visão brasileira

O Brasil está em 38ª posição no ranking com 131 empresas analisadas, com 90 cadeiras ocupadas por mulheres nos conselhos.

A evolução da representatividade feminina no País mostra lentidão, aumentando 1% a cada ano desde a primeira edição do estudo em 2014 com 6,3%. Em 2016 foram 7,7% de mulheres na liderança e 2018 apenas 8,6%.

Mulheres no conselho: Uma perspectiva global

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