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Os Cinco Pilares dos Riscos Empresariais

Como gerenciá-los em um cenário econômico e de negócios desafiador

Pesquisa da Deloitte aponta aumento da preocupação e da tomada de ação por parte das empresas em gerenciar riscos e enfrentar os desafios impostos no ambiente de trabalho

A Deloitte apresenta a edição de 2017 de sua pesquisa de gestão de riscos empresariais, que teve como foco avaliar as estruturas e as práticas das organizações em cinco pilares de riscos: financeiros, operacionais, regulatórios, estratégicos e cibernéticos.

O estudo deste ano indica que as empresas entrevistadas estão monitorando um número maior de riscos em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2015.

Os dados evidenciam um aumento da preocupação – e consequente tomada de ação – das empresas que atuam no Brasil em gerenciar riscos e forma mais efetiva, frente às transformações e ambiguidades do ambiente de negócios do País.

A pesquisa reforça a conceito de que processos estruturados para a gestão de riscos são fundamentais para assegurar a conformidade das empresas diante de um momento complexo na economia e nos negócios.

Práticas de gestão de riscos

A função de gestão de riscos se desdobra em uma série de atividades específicas, que se complementam para que eles sejam devidamente monitorados, controlados e mitigados.

A definição de uma matriz de riscos, a avaliação periódica deles e a designação de “donos” para cada área a ser endereçado estão entre as atividades com maiorimplementação entre as empresas pesquisadas.

Os cinco pilares dos riscos empresariais:

1. Riscos financeiros

A preocupação com fluxo de caixa, resultados e aspectos de conformidade contábil, fiscal e tributária estão no topo da lista das principais categorias de riscos gerenciados.

2. Riscos regulatórios

Além dos temas que abrangem os aspectos regulamentares as organizações estão direcionando esforços para tratar do componente ético.

3. Riscos operacionais

Em tempos de recursos escassos, a gestão dos riscos operacionais tem sido um dos principais instrumentos para a otimização contínua de custos, a melhoria da eficiência e da rentabilidade e o alinhamento à estratégia corporativa. O impacto da aderência a um comportamento ético e do controle de práticas de não conformidade sobre a operação e os resultados são aspectos que ganharam relevância.
 

4. Riscos estratégicos

Os riscos de reputação e imagem estão no pódio da preocupação das empresas em relação aos riscos estratégicos, reflexo da correlação direta que existe entre a sua materialização e a perda de valor da empresa.

5. Riscos cibernéticos

Conselhos de administração e comitês de auditoria e riscos acompanham com atenção a evolução da segurança cibernética em seus mercados. 72% dos respondentes do estudo afirmaram gerenciar riscos de segurança da informação.

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