Deloitte

Pesquisa “Respostas à crise da Covid-19”

Acesse os resultados do levantamento com 662 empresas, que retrata os impactos da crise e as reações que elas protagonizaram

A Deloitte conduziu uma pesquisa abrangente, com o objetivo de conhecer melhor os desafios e as respostas das organizações que atuam no Brasil no contexto da pandemia do novo coronavírus.

O levantamento considerou três grandes períodos para identificar os impactos da crise e o nível de maturidade de gestão das empresas, que refletem a visão da Deloitte a respeito da dinâmica de impactos e posicionamento das organizações diante da crise:

  1. Responder - Período em torno de 100 dias após a decretação da pandemia (11/3/20) pela OMS
  2. Recuperar - Até dezembro de 2020
  3. Sustentar - Até dezembro de 2021

Pesquisa "Respostas à Covid-19"

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Visão sobre a retomada: Momento é de resposta à crise – e de acelerar a transformação

Com a pandemia da Covid-19, as organizações se depararam com a necessidade de adaptar rapidamente suas operações para responder aos impactos da crise. As empresas precisaram acelerar a jornada de transformação, o que permitiu que muitas elevassem a maturidade de sua gestão, especialmente em temas relacionados à continuidade de negócios.

De acordo com o levantamento, o nível de endividamento geral deve aumentar para todos os setores de atividade. Contudo, vale ressaltar que alguns dos impactos da pandemia afetaram os segmentos de forma diferente.

Prioridade para o momento: Custos e despesas para manter a atividade e os empregos

Frente à perspectiva de queda da receita e da capacidade de pagamento dos clientes, as empresas participantes estão focadas em ajustar o seu volume de produção e os investimentos, bem como em diminuir custos e despesas. Adicionalmente, cerca de dois terços das organizações pesquisadas indicaram que pretendem manter o seu quadro de funcionários.

Preveem a redução de...

Ainda assim...

Governança da crise

Houve um movimento importante em endereçar os principais aspectos de governança relacionados à Covid-19, e esse pode ser um legado da crise para as organizações que ainda não haviam se estruturado nesse sentido.

Uma grande parcela das empresas que ainda não possuíam estruturas formais de controles internos e de gestão de riscos e crises adotou iniciativas logo após o começo da pandemia ou indicou fazê-lo no curtíssimo prazo, ampliando a disseminação dessas práticas.

Gestão de pessoas

O trabalho virtual era uma tendência já em curso antes da crise, especialmente em determinados segmentos de atividade. Com a Medida Provisória 927, que regulamentou o teletrabalho, essa modalidade se colocou rapidamente como resposta à manutenção das operações em muitas organizações; uma transformação que traz desafios imediatos em termos de adaptação de infraestrutura tecnológica, processos, políticas administrativas e gestão de equipes.

Com o advento da Medida Provisória 936, metade das empresas participantes da pesquisa adotou ou adotará até o meio do ano – coincidindo com o período de cerca de 100 dias após a decretação da pandemia pela OMS – a redução da jornada de trabalho, como medida para adequar custos e despesas e proteger os empregos.

Impactos financeiros

A revisão das despesas operacionais, o ajuste do fluxo de caixa e as ações para a preservação do capital de giro e da liquidez eram medidas adotadas por uma faixa de 30% a 44% das empresas participantes do estudo antes da crise da Covid-19, mas que passaram ser realizadas por praticamente todas as organizações pesquisadas ao longo do primeiro semestre de 2020.

A busca por outras fontes de recursos (como créditos tributários e benefícios temporários do governo) e as renegociações de contratos com fornecedores, clientes e de ativos permanentes devem chegar ao patamar de 80% de adesão, entre as organizações pesquisadas, neste primeiro ciclo de 100 dias de resposta à crise.

Cadeia de suprimentos e operações

A otimização logística para lidar com as restrições de circulação e distribuição e a adequação da operação às orientações sanitárias sobre a Covid-19 são as iniciativas em relação à cadeia de suprimentos que mais tiveram a adesão das empresas entrevistadas neste primeiro semestre.

Registram também um forte crescimento no período as práticas de ajuste de linha de produção e portfólio e de estabelecimento de um plano de contingência para a cadeia de suprimentos, o que reflete uma busca das organizações por otimizar todo o processo de operação, desde os fornecedores até os clientes finais.

Algumas empresas também tiveram a preocupação em proteger os negócios de seus parceiros, na medida em que 35% realizaram (ou estão para realizar no curto prazo) aportes financeiros ou adiantamento a fornecedores mais vulneráveis.

Por outro lado, para outro terço das empresas participantes da pesquisa, os impactos da crise na cadeia de suprimentos resultaram em ação de fechamento temporário das plantas produtivas.

Clientes e receitas

Com o objetivo de entender as novas necessidades dos clientes no atual momento de pandemia, 83% das empresas participantes estão conduzindo a migração quase imediata de grande volume de vendas dos canais físicos para os digitais, enquanto 84% realizam treinamento dos profissionais para o atendimento ao cliente no ambiente digital.

Ainda no contexto da crise, práticas de diversificação da produção, de readequação dos preços e de reposicionamento da marca vêm se intensificando nestes primeiros 100 dias de resposta à crise. A adoção dessas providências em tão curto período sinaliza a dimensão da transformação pela qual as organizações vêm passando desde o início da pandemia.

Tecnologias e meios digitais

Diante da necessidade de uma mudança brusca no regime de operação, com a virtualização radical do trabalho em muitos casos, as empresas precisaram responder com muita rapidez às novas demandas tecnológicas. A adaptação para o uso de novas plataformas digitais e o fortalecimento das que já eram empregadas têm sido fundamentais para apoiar a manutenção das atividades, entre grande parte das empresas participantes.

Com o tráfego ainda mais intenso de informações no ambiente digital e a adoção do teletrabalho, a questão dos riscos cibernéticos, que incluem segurança e privacidade de dados, passou a ser uma preocupação ainda maior do que a usual. Por outro lado, os gestores passaram a se preocupar crescentemente com o gerenciamento tempestivo das informações de toda a organização, requerendo mecanismos de acompanhamento e controle.

A preocupação com as transformações que impactarão as novas formas de trabalhar e de produzir no médio prazo é marcante entre os entrevistados.

Sinal disso está no fato de que o ajuste da cultura organizacional e do modelo de trabalho à nova realidade que virá após a crise foi um item indicado como mais relevante, pelas empresas entrevistadas, do que o próprio nível de endividamento.

Principais preocupações pós-Covid-19

Respostas imediatas aos impactos da crise

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