Artigo

Humanizar o Futuro do Trabalho

A reinvenção do trabalho no pós-pandemia

O mundo está a mudar, bem como o trabalho. Os desafios impostos pela pandemia e pelas temáticas do Futuro do Trabalho estendem-se muito para além do trabalho remoto. Será a população de escritório representativa dos postos de trabalho que temos em Portugal?

Desde a tecnologia à própria dinâmica de relacionamento entre equipas e chefias, o mundo do trabalho tem vindo a alterar-se ao longo dos últimos anos. A evolução tecnológica é um dos principais fatores que condiciona e dita estes avanços:

  • a democratização da tecnologia, sendo a sua utilização cada vez mais comum pela população e, consequentemente, pela população empregada;
  •  os elevados volumes de dados que permitem alimentar processos de decisão mais robustos;
  • a Inteligência Artificial cada vez mais posta em prática no contexto empresarial;
  • a crescente automação e o respetivo efeito nos postos de trabalho.

Assiste-se também ao surgimento de modelos de trabalho alternativos, como o trabalho temporário ou os free lancers, a alterações culturais derivadas da clivagem geracional e a um crescente foco no desenvolvimento e evolução de novas competências que permitem uma maior flexibilidade e amplitude de carreiras e desafios.

Com a chegada da pandemia, rapidamente os esforços foram conduzidos para uma resposta imediata à crise, procurando assegurar, em primeira instância, a segurança dos trabalhadores e, de seguida, a proteção dos postos de trabalho e a continuidade do negócio. De uma forma geral, o tecido empresarial concentrou-se na atuação urgente, alinhada com a magnitude e cariz inesperado da crise desencadeada pela pandemia.

Embora as medidas implementadas durante a pandemia tenham sido de curto-prazo, os seus efeitos terão uma abrangência muito superior. O último ano demonstra-nos que os impactos na dinâmica do trabalho são inegáveis:

  • Em Portugal, 1 em cada 3 trabalhadores foi abrangido por medidas de proteção laboral;
  • 89% dos 10 000 trabalhadores inquiridos afirmam que experienciaram mudanças na sua vida profissional devido à Covid-19;
  • 84% de mais de 2.000 executivos inquiridos indicam ter havido um aumento de financiamento e reskilling de forma a preparar a força de trabalho para a futura era da inteligência artificial acelerada pela pandemia.
  • Cerca de 48% dos trabalhadores a nível mundial irão passar a trabalhar remotamente, total ou parcialmente, depois da pandemia, em comparação com os cerca de 30% anteriores a esta.

As funções com elevado potencial para trabalho remoto representam apenas ~30% da população empregada em Portugal. Definimos quatro arquétipos que abordam toda a workforce nacional. Estes grupos resultam de uma agregação de funções que, pela natureza das suas atividades, dependência das instalações físicas e tecnologia associada ao posto de trabalho, interação com o cliente e estilo de colaboração, podem ser entendidos como arquétipos.

  

 

 

Neste estudo, identificámos para cada arquétipo:

  • Os desafios sentidos pelas empresas e as principais medidas de atuação implementadas ou em curso desde o inicio da pandemia;
  • As perspetivas e preocupações futuras, apresentando planos de ação de médio e longo prazo no âmbito do Futuro do Trabalho.

Os conceitos de work, workforce e workplace não estão cristalizados e vão continuar a evoluir. A humanização do futuro do trabalho é a nova realidade que veio para ficar.

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