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O novo normal: Negócio na nuvem com os pés na terra 

Será que as organizações apenas conhecem “o que é” a Cloud ou já sabem “como usar” a Cloud?

O desafio da jornada para a Cloud tem sido uma temática amplamente discutida pelas organizações. As estratégias de adoção desta tecnologia, os paradigmas de Cloud First (1) / Cloud Native (2), a migração e a implementação em Cloud têm permitido uma maior compreensão por parte das empresas em relação à forma como podem potenciar o crescimento do negócio através da redução de custos e do acesso a um vasto e crescente número de serviços, tecnologias e capacidades que impulsionam a inovação tecnológica e consequentemente a diferenciação e celeridade na adoção de novos modelos de negócio.

Atualmente, as organizações encontram-se mais conscientes e enquadradas no novo normal que a pandemia implementou (ou forçou) e que as levou a redefinir as suas estratégias e posição no mercado. A realidade é que muitas já se encontram a definir e implementar estratégias de transformação digital, incluindo as temáticas de migração para a Cloud, no entanto, a pandemia veio comprovar que a maioria não estava preparada para todas as necessidades laborais que foram surgindo. Até as organizações mais convencionais e céticas viram-se obrigadas a reagir para colmatar e mitigar as consequências resultantes da pandemia. Mas será que as organizações apenas conhecem “o que é” a Cloud ou já sabem “como usar” a Cloud?

A necessidade de uma reação ágil impulsionou a procura de soluções eficazes e rápidas. Enfrentamos agora desafios como a falta de conhecimento para proceder à implementação e operação destas transformações digitais. E é neste ponto que entidades como a Deloitte estão a atuar para restabelecer o equilíbrio dos negócios e permitir a redefinição das posições das organizações no mercado. O ponto de partida para qualquer organização é compreender o seu estado atual de capacitação e inovação tecnológica e os seus objetivos de futuro. Só desta forma será possível compreender o seu potencial na transformação digital e apontar às áreas a melhorar.

Posto isto, torna-se importante estabelecer prioridades de caracter económico, funcional, organizacional ou tecnológico para que as estratégias sejam regidas consoante os pilares estratégicos definidos pelas organizações que ambicionam / precisam desta transformação. Por consequência, a análise e compreensão do estado de maturidade e adaptabilidade das suas aplicações ou infraestrutura torna-se fundamental.

O conhecimento do panorama aplicacional é nevrálgico para o sucesso da transformação necessária. Os Global System Integrators (GSI), entre os quais se inclui a Deloitte, apresentam ferramentas e metodologias testadas, experimentadas e bem sucedidas para que nessa análise se consolide quais são as aplicações a manter ou a descontinuar e quais podem ser atualizadas para uma versão com mais funcionalidades, além de perceber se o modelo de Cloud deve ser híbrido ou público, ou mesmo apresentar novas soluções de serviços ou de aplicações disponíveis na Cloud.

As alianças estabelecidas dos GSI, e em particular a forte aposta da Deloitte, com os Cloud Providers, cuja forte dinâmica testemunho diariamente, permitem também que sejam entregues soluções vanguardistas e personalizadas para cada organização, aliando ainda um forte domínio e conhecimento diversificado do mercado, que permite estabelecer uma estratégia personalizada a cada área negócio. Adicionalmente, cada vez mais se verifica uma tendência de redução das responsabilidades não-core por parte das organizações, como a gestão de infraestruturas centrais, atribuindo, por exemplo a gestão de infraestruturas centrais, aos Cloud Providers (ou aos GSIs que dispõe de serviços de Cloud Managed Services [3]) dos serviços da Cloud.

Num futuro próximo é esperado que se assista a uma reestruturação das estratégias que foram inicialmente estabelecidas, como resposta rápida face às necessidades exigidas pela pandemia. É importante salientar que novas realidades, como uma nova dinâmica de trabalho remoto e uma entrega de serviço imediata esperada por parte dos clientes, vão continuar a prosperar, obrigando a melhorar este caminho. A partir deste ponto, ficarão reforçadas preocupações como os modelos operativos Cloud, a segurança, a otimização dos custos / consumo de serviços Cloud e das arquiteturas aplicacionais definidas que levarão a uma nova fase da transformação digital.

Nesta nova fase, prevê-se que a direção tomada incida em soluções alicerçadas em organizações Data Driven, com AI/ML e IoT para automatização da indústria, manutenção preditiva ou transporte de produtos bem como a implementação de soluções para segurança e otimização na troca de dados como edge computing que permitirão melhorar a experiência do cliente ao evitar a latência do processamento de dados na Cloud e, assim, aumentar a velocidade de entrega de conteúdo bem como a segurança dos dados trocados.

    (1)  Cloud First – conjunto de práticas cuja aspiração é a utilização dos     Serviços Cloud, sempre que possível, no desenvolvimento de sistemas de     informação;

    (2)  Cloud Native – conjunto de práticas que determinam a utilização     exclusiva dos serviços Cloud no desenvolvimento de sistemas de informação.

    (3)  Vide Deloitte named a Leader by Gartner in Public Cloud Infrastructure     Professional and Managed Services Worldwide | Deloitte | Press release

Artigo assinado por: Daniel Duque, Associate Partner e Isa Nunes de Almeida, Tech Analyst

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