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Millennials ansiosos procuram estabilidade, e oportunidades de emprego onde podem provocar a mudança

Com interesse

Um 2016 desgastante atenuou o otimismo, segundo o estudo anual da Deloitte

  • Millennials estão preocupados com as inúmeras ameaças que o mundo apresenta e desejam que as multinacionais façam mais para atenuar os grandes desafios da sociedade
  • Participantes do estudo questionam cada vez mais as suas perspetivas pessoais
  • Millennials que beneficiam de regimes de trabalho flexíveis manifestam níveis mais elevados de performance, lealdade e confiança


Um 2016 turbulento - pontuado por atentados terroristas na Europa, pelo Brexit e por uma eleição presidencial controversa nos EUA - parece ter abalado a confiança dos millennials, de acordo com a sexta edição do Millennial Survey, um estudo anual da Deloitte. Esta geração afirma ser menos provável deixar a segurança dos seus empregos, está mais preocupada com a incerteza que emerge daqueles acontecimentos e não se mostra otimista com o rumo que os seus países estão a seguir. As conclusões foram reveladas num estudo que envolveu cerca de 8.000 millennials de 30 países.

Os millennials em mercados emergentes esperam, em geral, ter uma situação melhor que a dos seus pais, tanto financeiramente (71 por cento) como emocionalmente (62 por cento), contrastando com os millennials em mercados desenvolvidos, onde apenas 36 por cento preveem ter uma melhor situação financeira e 31 por cento afirmam que serão mais felizes que os seus pais. Os EUA são o único mercado desenvolvido onde a maioria dos millennials espera ter uma situação melhor do que a dos seus pais. Só em 11 dos 30 países abrangidos pelo estudo é que a maioria espera ser “mais feliz” do que a geração anterior.

“Este pessimismo é um reflexo de como as preocupações pessoais dos millennials mudaram,” explica Punit Renjen, CEO da Deloitte Global. “Há quatro anos, as mudanças climáticas e a escassez de recursos encontravam-se entre as maiores preocupações dos millennials. Este ano, o crime, a corrupção, a guerra e as tensões políticas absorveram a atenção dos jovens profissionais, o que tem impacto nas suas perspetivas tanto pessoais como profissionais.”

A ansiedade dos millennials pode ser parcialmente responsável pelo desejo crescente dos jovens profissionais em permanecerem nos seus empregos. No ano passado, o “diferencial de lealdade” entre aqueles que se viam a abandonar as suas empresas num espaço de dois anos e os que antecipavam permanecer para além de cinco anos era de 17 pontos percentuais. Este ano assistimos a um aumento de 4 pontos percentuais dos profissionais que pretendem permanecer cinco ou mais anos nos seus atuais empregos e a uma diminuição de 6 pontos percentuais nos profissionais que pretendem sair do seus empregos atuais num horizonte temporal de dois anos, reduzindo este “gap” para 7 por cento.

O desejo de segurança transparece também na opinião de quase dois terços dos millennials que prefere ter um emprego a tempo inteiro, apesar de manter a perceção das vantagens em trabalhar como freelancers ou consultores a nível global - desde a oportunidade de trabalhar em diferentes setores, até à aquisição de novas competências, ou à possibilidade de viajar e trabalhar no estrangeiro. De entre as 18 áreas de preocupação pessoal que foram avaliadas, o desemprego encontra-se em terceiro lugar.

“As conclusões sobre as aspirações dos millennials a médio prazo, no que se refere ao mercado de trabalho, propõem desafios muito relevantes para os empregadores. Esta mudança de perceção, que decorre por um lado, do facto de os millennials irem assumindo mais responsabilidade nas suas carreiras (o grupo inclui já profissionais até aos 34 anos de idade), e por outro, de uma sensação de incerteza relativamente ao futuro, deve obrigar as empresas a repensarem as suas propostas de valor, para uma perspetiva de valorização da carreira aliada à promoção do bem-estar nas organizações. As ações mais imediatistas de retenção ou iniciativas esporádicas de promoção do work life balance já não serão suficientes para a manutenção dos melhores talentos nas organizações,” afirma Gonçalo Simões, sócio e líder de recrutamento da Deloitte Portugal.

Criar impacto através das empresas onde trabalham

Os millennials sentem-se responsáveis por uma variedade de problemas tanto no local de trabalho como no mundo em geral. Contudo, é primeiramente no local de trabalho, e através dele, que sentem que podem criar maior impacto. As oportunidades de participar em “boas causas” a nível local, muitas das quais são viabilizadas pelas empresas onde trabalham, dão aos millennials um sentimento de influência acrescido.

Mais de metade dos millennials afirma serem-lhes oferecidas oportunidades para contribuir para instituições de caridade/causas solidárias nos seus locais de trabalho. “Os resultados do estudo sugerem que aqueles a quem são oferecidas essas oportunidades revelam um nível de lealdade mais elevado para com as empresas onde trabalham, uma conclusão que é consistente com um dos resultados do ano passado que relaciona a lealdade e o sentido de missão das empresas,” explica Jim Moffatt, sócio responsável pela área de consultoria da Deloitte Global. “Mas vemos também que esse sentido de missão traz benefícios para além da retenção. Aqueles que têm oportunidade de contribuir são menos pessimistas em relação à situação social e política em geral do seu país, e têm uma opinião mais positiva da atuação das empresas.”

Em geral, os millennials afirmam que pretendem permanecer mais tempo nas empresas que se envolvem com causas sociais, como sejam a educação, o desemprego e a saúde. Já os mais otimistas em relação ao progresso dos seus países estão mais predispostos a promover os profissionais que se envolvam em causas mais abrangentes de dimensão social e económica.

As atitudes dos millennials em relação às empresas, em geral, continuam a melhorar. Pelo terceiro ano consecutivo, mais inquiridos acreditam que as empresas se comportam de forma ética e que os seus líderes estão empenhados na melhoria da sociedade, e menos, entre esta geração, sentem que as empresas são puramente conduzidas em função do lucro e que definem as suas prioridades com pouco respeito pela sociedade.

Embora seis em cada 10 inquiridos digam que as multinacionais criaram um impacto positivo nos desafios que consideram constituir as maiores preocupações, os millennials acreditam que as grandes organizações podem fazer muito mais.

A flexibilidade fomenta o desempenho e a retenção

Genericamente, 84 por cento dos millennials reportam algum grau de flexibilidade de trabalho nas suas organizações, e 39 por cento afirmam que as suas organizações proporcionam ambientes de trabalho altamente flexíveis. Acreditam que condições de trabalho flexíveis sustentam uma maior produtividade e empenho dos profissionais e que contribuem para o seu bem-estar pessoal, saúde e felicidade.

Aqueles que trabalham em organizações altamente flexíveis revelam ser muito mais leais para com os seus empregadores, e, mais do que duplicam a probabilidade de acreditar que práticas de trabalho flexíveis têm um impacto positivo no desempenho financeiro, relativamente àqueles que trabalham em organizações mais restritivas. Três quartos das pessoas a quem são oferecidas oportunidades de trabalho flexível afirmam confiar que os seus colegas as respeitam, e 78 por cento sentem confiança por parte dos seus superiores hierárquicos.

Outras conclusões do estudo incluem:

  • Automatização traz ameaças e oportunidades. Não restam dúvidas de que a automatização gera alguma apreensão - 40 por cento dos inquiridos consideram-na uma ameaça aos seus postos de trabalho; 44 por cento acreditam que as suas competências serão menos procuradas; uma maioria acredita que terá de receber nova formação; e 53 por cento vêm o local de trabalho tornar-se mais impessoal e menos humano. Inversamente, um grande número de inquiridos - especialmente aqueles millennials considerados “super-conectados” - vêm a automatização como uma fonte de oportunidades para atividades de valor acrescentado ou de carácter criativo, bem como de aprendizagem de novas competências.
  • Procura de objetividade e paixão, não de radicalismo. Os millennials inquiridos, na generalidade, não apoiam líderes que tomem posições controversas ou fraturantes, ou que persigam transformações radicais ao invés de mudanças graduais. Sentem-se mais confortáveis com um discurso simples e sem ambiguidades por parte dos líderes empresariais e políticos.
  • Ceticismo relativamente a colaboração entre empresas e governo. Relativamente à satisfação das necessidades da sociedade, os millennials dividem-se equitativamente entre os que acreditam que as empresas e os governos trabalham bem em conjunto (49 por cento) e os que não acreditam (48 por cento). Adicionalmente, apenas 27 por cento dos inquiridos consideram que os cidadãos/sociedade são os beneficiários finais quando as empresas e os governos trabalham juntos.
  • Criatividade e talentos da geração Z são bem-vindos. Os millennials tendem a ter uma opinião amplamente positiva sobre a geração Z (atualmente com dezoito anos ou menos), acreditando que este grupo tem fortes competências em tecnologias de informação e capacidade para pensar criativamente. Seis em cada 10 millennials acreditam que a geração Z terá um impacto positivo à medida que for crescendo a sua presença no mercado de trabalho; esta convicção é mais forte nos mercados emergentes (70 por cento) do que nos mercados desenvolvidos (52 por cento).

 

Sobre o Millennial Survey da Deloitte

As conclusões desta pesquisa baseiam-se num estudo conduzido pela Deloitte Global junto de cerca de 8.000 millennials representando 30 países a nível global, durante o mês de setembro de 2016. As perguntas de seleção colocadas na fase de recrutamento destinaram-se a garantir que todos os inquiridos são Millennials - nascidos após 1982, detentores de um diploma de ensino superior e empregados a tempo inteiro, predominantemente em grandes empresas (mais de 100 empregados) do setor privado.

Para mais informações contacte:

Communications and Media Relations

Miguel Jerónimo 

mijeronimo@deloitte.pt

Tel: 210 423 064

Filipa Matos

mamatos@deloitte.pt

Tel: 210 423 038

Sobre a Deloitte

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