Portuguese Real Estate Survey - 3Q

Comunicados de Imprensa

Investimento imobiliário em Portugal será reforçado nos próximos 12 meses

Portuguese Real Estate Investment Survey – 3ºT 2017

Maior estabilidade das taxas de rentabilidade e aumento no volume e preços de transação nos setores residencial, comércio/serviços e hoteleiro irão marcar os próximos três meses, de acordo com os inquiridos.

Com interesse

LISBOA, 06 de novembro de 2017 — Os agentes do setor imobiliário em Portugal revelam, no terceiro trimestre de 2017, a intenção de reforçar a sua estratégia de investimento (44%), em detrimento de outras estratégias como a gestão de portefólio (31%) ou o desinvestimento (25%). De acordo com a 3ª edição do “Portuguese Real Estate Investment Survey”, da Deloitte, prevê-se para os próximo três meses um aumento no volume e preço de transação nos setores residencial, comércio/serviços e hoteleiro, associado a uma maior estabilidade nas taxas de rentabilidade dos diversos setores.

Na perspetiva das entidades que pretendem investir, a estratégia passa cada vez mais pela aposta em ativos “Value added” (69%), com a expectativa de que, a longo prazo, consigam aumentar os fluxos gerados por esses ativos. Contrariamente, os ativos classificados como “Opportunistic deals” ou “Core” perdem importância na intenção de investimento.

“O estudo indica que o investimento na indústria imobiliária atingiu o seu ponto alto. Associada a uma visão mais otimista na captação de fundos, os profissionais abdicam de manterem os seus portefólios, acreditando estarem perante uma conjuntura única na história do imobiliário, que lhes trará os benefícios associados”, destaca Jorge Marrão, Partner e líder do Setor de Real Estate da Deloitte.

“O objetivo é submeter esses ativos [“Value Added”], por exemplo, a beneficiações ou reposicionamentos de mercado. Desta forma, é provável que possam cobrar rendas mais elevadas, aumentar as taxas de ocupação e atrair inquilinos de maior qualidade. Nestas condições, o incremento da rentabilidade não tardará a chegar. Com a maximização do seu potencial, o passo seguinte é a venda destes imóveis, nesta fase altamente valorizados, para financiar novos investimentos.”

Ainda de acordo com o estudo, as principais fontes de financiamento para a aquisição de imobiliário no próximo ano serão a Banca e os Fundos Soberanos (38% cada). Relativamente à origem do financiamento, será maioritariamente europeia (75%) e norte-americana (63%), com a Ásia e o Médio Oriente a representar 31% e 25%, respetivamente. Na ótica de quem desinveste, os Fundos de Fundos (50%) e as Companhias de Seguros (43%) são apontados como os principais compradores de imobiliário em Portugal.

Quanto aos valores de avaliação atribuídos aos imóveis pelos avaliadores externos, os inquiridos afirmam que refletem o justo valor dos ativos (43%) ou que os mesmos se encontram ligeiramente sobreavaliados (29%), mas em linha com as alterações do mercado. Cerca de 36% considera, no entanto, que as avaliações realizadas não permitem antecipar as tendências do mercado.

Nesta edição, a situação política surge, a par com o crescimento da oferta, o investimento estrangeiro e a entrada de novos agentes, como as variáveis que mais irão impactar positivamente o setor nos próximos três meses.

Aceda aqui ao estudo na íntegra.

 

Portuguese Real Estate Investment Survey

O “Portuguese Real Estate Investment Survey” é um estudo trimestral da Deloitte que avalia a perceção dos agentes do sector imobiliário português em relação à evolução do mercado e à sua estratégia, atual e futura. Participaram nesta edição os principais agentes do setor - sociedades gestoras de fundos imobiliários, fundos imobiliários, bancos, seguradoras, Private Equity, entre outras empresas. As respostas foram recolhidas durante os meses de setembro e outubro de 2017.

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