Comunicados de Imprensa

Portugal regressa ao top 20 global do Índice de Progresso Social

Com interesse

  • Água e Saneamento, Tolerância e Inclusão e Segurança Pessoal são as áreas onde Portugal mais se destaca a nível global
  • Dinamarca ocupa o primeiro lugar do Índice de Progresso Social a nível global, Canadá lidera nos G7 e Brasil é a nação dos BRICS melhor classificada
  • O maior acesso à informação e comunicações e à educação superior impulsionam o progresso social dos vários países

Lisboa, 03 de julho de 2017 - Portugal volta a estar entre os 20 países com o maior Índice de Progresso Social (Social Progress Index - SPI), depois de ter caído para a 21ª posição em 2016, garantindo um nível de progresso social semelhante ao dos Estados Unidos, França e Espanha. Com 85,44 pontos em 100 e na 20ª posição, o país destaca-se nos indicadores Água e Saneamento (8ª posição global), Tolerância e Inclusão (13ª posição) e Segurança Pessoal (14ª). No ranking do PIB per capita, o país ocupa a 31ª posição. Publicado pela Social Progress Imperative, uma organização não-governamental, com o apoio da Deloitte, o SPI classifica 128 países de acordo com o seu desempenho social e ambiental, abrangendo cerca de 98% da população mundial.

O Índice deste ano revela que, embora a qualidade de vida tenha melhorado globalmente, os líderes mundiais enfrentam duas ameaças muito preocupantes: o declínio dos direitos pessoais, da segurança pessoal e da tolerância e inclusão e o desequilíbrio e fraca progressão do índice a nível mundial.

“Milhões de pessoas em todo o mundo enfrentam uma acentuada diminuição da sua liberdade pessoal e deparam-se com mais violência, injustiça, discriminação e exclusão. Apesar de terem acesso a um conjunto vasto de recursos e influência, os EUA, a par de outras nações desenvolvidas, quase não progrediram desde 2014", afirma Michael Green, CEO do Social Progress Imperative. “Isso significa que estamos a assistir a mudanças incrementais e a nichos de progressão social, em vez de uma transformação generalizada. Inclusivamente, alguns países estão a retroceder em áreas que são fulcrais para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável, tais como Qualidade Ambiental, Saúde e Bem-Estar, Liberdade Pessoal e de Escolha e Abrigo.”

“Portugal melhorou este ano a sua posição no Social Progress Index, nomeadamente nas categorias de Segurança Pessoal, Esperança Média de Vida e Tolerância e Inclusão. São resultados muito positivos e alguns deles diferenciadores, pelo facto de serem muito difíceis de atingir”, afirma António Lagartixo, Partner da Deloitte, parceira global deste Índice.

“Responder aos desafios complexos que a sociedade enfrenta é também uma responsabilidade das empresas. É por isso que a Deloitte tem trabalhado com a Social Progress Imperative no sentido de avaliar o que mais importa e contribuir para o progresso das sociedades e o bem-estar das pessoas. Acredito que este Índice irá ajudar os líderes empresariais, juntamente com os governos e as organizações da sociedade civil, a identificar estratégias para um crescimento responsável e inclusivo, dando prioridade às necessidades mais prementes das suas comunidades.”

Principais conclusões do Índice:

  • O SPI revela que, desde 2014, os Direitos Pessoais, que incluem os direitos políticos e a liberdade de expressão, diminuíram em mais países do que melhoraram. Mais concretamente, trinta e três países verificaram uma deterioração de direitos, entre os quais o Brasil, que assistiu à contestação contra a presidente Dilma Rousseff, e a Polónia, que parece restringir cada vez mais a liberdade de expressão e a dissidência. O Índice deteta uma acelerada deterioração destes direitos especificamente em seis países, incluindo a Turquia, Tailândia e Hungria.
  • Ao longo dos últimos quatro anos, as melhorias na Segurança Pessoal permaneceram quase invisíveis. Foram quase tantos os países que sofreram uma queda como os que registaram um aumento nesta categoria – que abrange o terror político e as mortes no trânsito. A inversão negativa na taxa de homicídios e em crimes violentos está a anular o progresso alcançado em muitos países. A América Latina e as Caraíbas estão entre os países com maiores quedas no que toca à segurança. Desde 2009, as Honduras sofreram o aumento mais dramático de homicídios, passando de 44,5 para 74,6 mortes por cada 100.000 pessoas.
  • Relativamente à Tolerância e Inclusão, um indicador que inclui a aceitação de imigrantes, homossexuais e minorias religiosas, os países apresentam maiores divergências. A maioria dos países europeus tem mostrado resultados consistentes ou registado uma melhoria progressiva. No entanto, República Checa, França, Hungria, Letónia, Polónia, Rússia e Eslováquia, registaram declínios substanciais, sobretudo em relação à aceitação de imigrantes e minorias. Os Estados Unidos também têm demonstrado um declínio pelos mesmos motivos. O movimento contínuo de refugiados e migrantes, com a subsequente pressão sobre os recursos, tiveram possivelmente um efeito negativo sobre esta área de progresso social.
  • De uma forma geral, a evolução da progressão social mundial foi fraca. Apesar dos avanços na última década, o mundo continua a falhar de forma flagrante nas categorias de Água e Saneamento (acesso a água canalizada e a instalações de saneamento) e Acesso a Conhecimento Básico (literacia de adultos e inscrições no ensino secundário).
  • Os países mais poderosos do mundo foram os que menos evoluíram de forma significativa nos últimos quatro anos, algo que é apontado como uma das falhas mais graves. Apesar de deterem a maioria da riqueza, da população e da influência local, os países do G20 como a França, EUA, Arábia Saudita, Rússia, Turquia e China, não têm conseguido melhorar os resultados sociais e ambientais, continuando a apresentar um desempenho inferior ao que o PIB sugere ser possível.
  • Acesso à Informação e Comunicações e o Acesso à Educação Superior impulsionaram o progresso social a nível global. Mais de 87% da população mundial possui telemóvel e 95% vive em áreas com rede móvel, o que representa um acesso cada vez maior às comunicações nos países com rendimentos inferiores. Também se verificou um aumento dos utilizadores de internet nos últimos quatro anos. Atualmente, mais de 49% da população utiliza a internet, o que representa um aumento superior a 8%.
  • O maior acesso ao ensino superior contribuiu igualmente para o progresso social nos últimos quatro anos: 89 países orgulham-se de ter atualmente uma universidade de renome internacional, em comparação com os 75 em 2014. Embora a maioria destas universidades ainda se localize na Europa, América do Norte e Austrália, o Sudoeste Asiático, Médio Oriente e Norte de África já apresentam educação universitária de elevada qualidade.

Principais resultados do ranking de países:

  • A Dinamarca lidera o ranking do Índice de Progresso Social 2017, com um forte desempenho em todos os indicadores, ocupando a primeira posição nas categorias de Abrigo (94.27) e Direitos Pessoais (97.89).
  • Segue-se a Finlândia (2º), Islândia e Noruega (3º) e Suíça (5º). Apesar da pontuação de progresso social destes países ser similar, o seu PIB per capita tem acentuadas variações (Finlândia: 38.941 dólares; Suíça: 56.517 dólares), demonstrando que um PIB elevado pode ajudar a gerar um maior progresso social, mas não é suficiente só por si.
  • O Canadá (6.º) é o país dos G7 com o melhor desempenho, com uma pontuação superior à dos Estados Unidos (18º), apesar do PIB per capita dos EUA (52.704 dólares) ser mais elevado do que o do Canadá (42.895 dólares). Este é, aliás, o único país do G7 a revelar um “Progresso Social Muito Elevado”.
  • O Brasil lidera a lista dos BRICS, seguido pela África do Sul, Rússia, China e Índia. A Rússia tem um PIB per capitasuperior ao do Brasil (23,895 vs 14.455 dólares) e da África do Sul (12,393 dólares), contudo obtém uma classificação relativamente baixa no Índice de Progresso Social, ocupando a 67ª posição.
  • É possível calcular o progresso social global através da média dos resultados dos países. Neste sentido, o mundo, como um todo, ocuparia a posição entre a Indonésia (79ª) e o Botswana (80ª).
  • Nos últimos quatro anos, o progresso social evoluiu em todo o mundo, mas de forma lenta e sem grande extensão. A pontuação média mundial passou de 63,19 em 2014 para 64,85 em 2017, o que representa um aumento de 2,6% no SPI. Dos 128 países avaliados, 113 países melhoraram desde 2014. A melhoria média foi de 1,37 pontos.

Os resultados integrais do Índice estão disponíveis para consulta aqui.

Para mais informações contacte:

Communications & Media Relations

Filipa Matos
mamatos@deloitte.pt
Tel: 210 423 038

Miguel Jerónimo
mijeronimo@deloitte.pt
Tel: 210 423 064

Sobre o Social Progress Index

O Índice de Progresso Social 2017 foi desenvolvido no sentido de proporcionar um entendimento mais holístico do desempenho dos países, para além do PIB e de outros indicadores económicos. É o modelo mais completo do mundo, desenvolvido para medir o progresso social, e o primeiro a avaliar este progresso independentemente do PIB. Proporciona uma visão detalhada sobre se os cidadãos têm acesso a um vasto conjunto de indicadores de progresso, incluindo serviços básicos, direitos e liberdades (face à discriminação), oportunidades, saúde, educação, habitação e segurança.

 

Sobre a Social Progress Imperative

A Social Progress Imperative tem como missão melhorar as vidas das pessoas em todo o mundo, particularmente as mais desfavorecidas, ao promover o progresso social global: proporcionando uma ferramenta de avaliação robusta, holística e inovadora – o Social Progress Index (SPI); promovendo a investigação e a partilha de conhecimento sobre o progresso social; e, munindo os líderes e decisores empresariais, os governos e a sociedade civil de novas ferramentas para guiar as políticas e os programas que desenvolvem.

 

Sobre a Deloitte

“Deloitte” refere-se a Deloitte Touche Tohmatsu Limited, uma sociedade privada de responsabilidade limitada do Reino Unido (DTTL), ou a uma ou mais entidades da sua rede de firmas membro e respetivas entidades relacionadas. A DTTL e cada uma das firmas membro da sua rede são entidades legais separadas e independentes. A DTTL (também referida como “Deloitte Global”) não presta serviços a clientes. Aceda a www.deloitte.com/pt/about para saber mais sobre a nossa rede global de firmas membro.

A Deloitte presta serviços de audit & assuranceconsulting, financial advisory, risk advisory, tax e serviços relacionados a clientes nos mais diversos setores de atividade. Quatro em cada cinco empresas da Fortune Global 500® recorrem aos serviços da Deloitte, através da sua rede global de firmas membro presente em mais de 150 países, combinando competências de elevado nível, conhecimento e serviços de elevada qualidade para responder aos mais complexos desafios de negócio dos seus clientes. Para saber como os aproximadamente 245.000 profissionais criam um impacto positivo, siga a nossa página no FacebookLinkedIn ou Twitter.

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