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Análises

Global Powers of Luxury Goods 2020

The new age of fashion and luxury

As 100 maiores empresas de bens de luxo do mundo geraram receitas agregadas de 281 mil milhões de dólares durante o ano fiscal de 2019 (período compreendido entre 1 de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2019), representando um aumento face ao ano anterior que registou receitas agregadas de 266 mil milhões de dólares, de acordo com o estudo Global Powers of Luxury Goods da Deloitte. O crescimento anual foi assim de 8,5% sendo, no entanto, inferior aos 10,8% do ano anterior.

O estudo Global Powers of Luxury Goods 2020 apresenta as principais tendências que estão a impulsionar a indústria de bens de luxo. Principais conclusões do relatório:

  • No ano fiscal de 2019, o limite mínimo de receita exigido para entrar na lista das 100 maiores empresas de bens de luxo do mundo foi de 238 milhões de dólares, com uma dimensão média de empresa de 2,8 mil milhões de dólares.
  • Pela primeira vez, as 10 maiores empresas de luxo contribuíram com mais da metade do total de vendas de bens de luxo da lista das 100 maiores empresas.
  • LVMH, Kering e The Estée Lauder estão no top 3 das maiores empresas de luxo do mundo, mantendo a mesma posição do ano fiscal anterior.
  • Enquanto Itália continua a ser o país com maior número de empresas de bens de luxo, França é o mercado com melhor desempenho com um crescimento de vendas composto de 15,7%, contribuindo com 28,3% das vendas totais para o Top 100 das maiores empresas de bens de luxo do mundo. 
  • Os setores de vestuário e calçado continuam a corresponder ao maior número de empresas do Top 100, mas têm igualmente a menor dimensão por tamanho médio de empresa, com apenas 1,2 mil milhões de dólares.

 

Tendências de evolução na indústria de luxo

O alastramento da pandemia à escala global impactou, ao longo do ano de 2020, as estratégias de vendas dos segmentos de topo. E, apesar de ainda não existir informação pública sobre as receitas agregadas do ano de 2020, observa-se a emergência de novas tendências de evolução no segmento de luxo.

A sustentabilidade vai afirmar-se como uma tendência cada vez mais relevante para as empresas de bens de luxo recuperarem da crise pandémica. As empresas de bens de luxo têm investido significativamente em tecnologias “verdes” e outras medidas como compensação de carbono, para contribuir para a luta contra as alterações climáticas em resposta às exigências do consumidor.

O impacto da Covid-19 na estratégia de vendas das marcas de luxo, originou uma maior aposta nos canais digitais. A pandemia acelerou a mudança para um novo paradigma de análise de dados do consumidor, através de inteligência artificial e aplicações de realidade aumentada. No entanto, as lojas físicas que oferecem uma experiência única ao cliente do segmento de luxo não serão completamente substituídas pelo digital e é necessária uma abordagem omnicanal mais ágil nas vendas. Desta forma, as marcas irão conseguir ultrapassar as barreiras impostas pelo distanciamento social, assegurando o cumprimento das regras de higiene e segurança, e os clientes podem continuar a desfrutar da experiência personalizada na loja.

Faça download do estudo para saber mais.