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Global Powers of Retailing 2014

Retail Beyond begins

As receitas do sector do retalho continuam a crescer apesar da crise.

As receitas dos 250 maiores retalhistas do mundo atingiram os 4,3 biliões de dólares; os crescentes desinvestimentos alteraram o ranking dos 10 maiores players do retalho.

Apesar do difícil clima económico, as receitas dos 250 maiores retalhistas a nível mundial atingiram os 4,3 biliões de dólares* no último ano fiscal (Junho 2012 a Junho de 2013). A média de receitas gerada por cada empresa excedeu os 17 mil milhões de dólares, de acordo com o relatório 2014 Global Powers of Retailing da Deloitte Touche Tohmatsu Limited (DTTL), elaborado em parceria com a Stores Media.

Pela primeira vez, este relatório divulga uma lista dos 50 maiores e-retalhistas** e conclui que mais de três quartos (39 empresas) estão entre as 250 maiores empresas de retalho do mundo. Neste ranking global, encontram-se distinguidas as sociedades portuguesas Jerónimo Martins SGPS, S.A., em 67º lugar, e a Sonae SGPS, S.A., em 165º lugar.

“A indústria do retalho teve um arranque difícil no ano passado”, esclarece Ira Kalish, Chief Global Economist da Deloitte. “Contudo, é encorajador constatar como os líderes mundiais nesta área conseguiram ultrapassar as dificuldades e serem recompensados pelo aumento dos gastos dos consumidores. Tal facto conduziu a um aumento das receitas globais por parte dos 80 por cento do top das 250 maiores (199 empresas). Curiosamente, o relatório deste ano mostra, pela primeira vez, que alguns dos maiores retalhistas do mundo empreenderam uma série de alienações com o intuito a fim de continuarem a garantir a sua rentabilidade e a superarem este período difícil”, acrescenta Kalish.

    
No último ano fiscal, assistiu-se a uma reorganização dos 10 maiores retalhistas do mundo, sobretudo pela realização de vários desinvestimentos. Enquanto grupo, o top 10 cresceu mais lentamente do que o top 250, com o crescimento das receitas a rondarem os 4,2 por cento contra 4,9 por cento no período homólogo. Enquanto a Wal-Mart aumentou sua liderança, o Carrefour - anterior segundo maior retalhista do mundo - caiu para o quarto lugar após anos de queda de vendas causadas, principalmente, pela cisão da cadeia de hard discount Dia realizada em Julho de 2011. A Tesco, que saltou este ano para o segundo lugar, sofreu também um impacto devido a operações descontinuadas após o encerramento da Fresh & Easy nos Estados Unidos.

Mercados emergentes gozam de forte procura enquanto Europa aumenta dependência nos mercados estrangeiros
Os retalhistas com empresas sediadas em mercados emergentes continuaram a registar uma forte procura por parte dos consumidores no ano fiscal de 2012. Ao contrário dos “ventos contrários” que os retalhistas em mercados mais maduros enfrentaram, os “ventos favoráveis” continuaram a alimentar um agressivo crescimento orgânico nos mercados emergentes. Os retalhistas destes mercados representaram 26 empresas entre os 50 retalhistas com mais rápido crescimento no ano fiscal de 2012, incluindo as quatro empresas russas do top 250, seis das sete empresas da África/Médio Oriente e seis das nove empresas da América Latina.

“Ao longo dos últimos anos, as economias em desenvolvimento emergiram como um dos mais promissores mercados de retalho”, afirma Vicky Eng, Global Sector Leader de Retail da Deloitte. “Os retalhistas da América Latina lideraram esta tendência com 15 por cento de crescimento das suas receitas, seguindo-se os retalhistas da África/Médio Oriente. Os retalhistas estão a conseguir adaptar as suas estratégias para responder adequadamente aos consumidores da crescente classe média nas economias emergentes, onde há uma progressiva procura de bens de consumo, desde carros e produtos electrónicos até produtos de higiene pessoal”.

Os retalhistas europeus enfrentaram mais um ano difícil devido às medidas de austeridade adoptadas em resultado da crise de crédito na Zona Euro que originaram um fraco crescimento e um elevado nível de desemprego em muitos países europeus. Os retalhistas sediados na Alemanha e, particularmente no Reino Unido, reportaram uma performance abaixo de vários outros players europeus pertencentes ao top 250.

Os retalhistas da Ásia/Pacífico (excluindo o Japão) apresentaram resultados sólidos, embora sem atingirem os valores de dois dígitos obtidos em anos anteriores. Os retalhistas japoneses, por sua vez, recuperaram de um ano fiscal de 2011 devastador, mas continuaram no encalço dos restantes países e regiões.

Nos Estados Unidos da América, as taxas de crescimento desceram para 4,3 por cento entre os retalhistas americanos do top 250, uma queda face aos 6,3 por cento registados em 2011. Em toda a região norte-americana, e no Canadá em particular, o crescimento das receitas foi impulsionado pelo operador de lojas de conveniência Alimentation Couche-Tard. Em resultado de uma significativa aquisição em 2012, a Couche-Tard é agora o maior retalhista sediado no Canadá.

Retalho electrónico domina o Top 250 do ranking
O e-commerce atingiu uma significativa fatia do total de receitas entre o top e-50 no ano fiscal de 2012, totalizando, em média, perto de um terço do total de vendas (encontram-se nestas estatísticas incluídos os retalhistas exclusivamente digitais). A grande maioria das 50 maiores empresas de comércio electrónico (42) são retalhistas multicanal; apenas oito não têm loja ou operam apenas através de sites. A maior parte deste top e-50 são empresas sediadas nos Estados Unidos da América (28) e na Europa (17) e apenas cinco são oriundas nos mercados emergentes.

A actividade de e-commerce foi também analisada como um todo no contexto do top 250. As empresas deste ranking que possuem operações no comércio electrónico geraram, em média, 7,7 por cento de vendas online no ano fiscal de 2012. Numa perspectiva regional, o comércio electrónico foi responsável pela maioria das receitas obtidas entre os retalhistas norte-americanos e, pelo contrário, pela quota mais reduzida entre os europeus. Foi na região da Ásia/Pacífico que as vendas online cresceram de forma mais acelerada e, contrariamente, entre os retalhistas da América do Norte, que avançaram a um ritmo mais lento.

Top 10

Ranking

Empresa

País de Origem

Receitas 2012 

(US$ milhões)

1

Wal-Mart Stores, Inc.

E.U.A.

469,162

2

Tesco PLC

Reino Unido

101,269

3

Costco Wholesale Corporation

EUA

99,137

4

Carrefour S.A.

França

98,757

5

The Kroger Co.

E.U.A.

96,751

6

Schwarz Unternehmens Treuhand KG

Alemanha

87,236e

7

Metro AG

Alemanha

85,832

8

The Home Depot, Inc.

E.U.A.

74,754

9

Aldi Einkauf GmbH & Co. oHG

Alemanha

73,035e

10

Target Corporation

E.U.A.

71,960

e = estimativa

*As empresas foram listadas de acordo com o total de receitas gerado e não apenas com base nos resultados do retalho. Para efeitos desta  análise, nas receitas  foram incluídos valores relacionadas comroyalties e taxas de franchising/licenciamento, bem como as receitas de vendas para as lojas afiliadas / membros da cadeia ou outros espaços de venda autorizados.

 

**O comércio de retalho electrónico, referido nesta análise, diz respeito somente ao e-commerce B2B (i.e., quando a empresa possui o seu próprio stock e as receitas reflectem as vendas online). Excluídas da lista e-50 estão as empresas cujas receitas são originárias de taxas e comissões de vendas de terceiros e não directamente da venda de mercadorias próprias.

 

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Sobre o relatório 2014 Global Powers of Retailing

O relatório 2014 Global Powers of Retailing identifica os 250 maiores retalhistas do mundo e convida a um olhar sobre a economia global, as tendências do sector do retalho a considerar nos próximos meses e uma análise de capitalização de mercado neste sector.

 

Última actualização:  14/01/2014

 

 

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