Comunicados de Imprensa

Setor do retalho mantém crescimento estável apesar dos desafios da economia global

Com interesse

  • Receitas das 250 maiores empresas de retalho a nível mundial atingiram os 4,3 biliões (1012) de dólares no ano fiscal de 2015.
  • Desvalorização cambial das principais divisas face ao dólar penalizou os retalhistas da zona Euro.
  • Wal-Mart Stores, Inc. e Costco Wholesale Corporation mantêm a liderança no ranking global; Jerónimo Martins SGPS, S.A. e Sonae SGPS, S.A. asseguram posições relevantes.
  • Amazon estreia-se no top 10, pouco mais de 20 anos após a sua constituição.

As receitas agregadas das 250 maiores empresas de retalho a nível mundial atingiram os 4,31 biliões (1012) de dólares no ano fiscal de 2015, correspondente ao último exercício encerrado até junho de 2016, de acordo com o estudo Global Powers of Retailing 2017: The art and science of customers da Deloitte. As cadeias norte-americanas Wal-Mart Stores, Inc., Costco Wholesale Corporation e The Kroger Co. mantêm a liderança no ranking global (1º, 2º e 3º lugar, respetivamente), seguidas pela alemã Schwarz Unternehmenstreuhand KG (Lidl). Apesar dos quatro maiores retalhistas manterem este ano as suas posições, as restantes posições no top 10 alteraram-se significativamente, com destaque para a entrada da Amazon, empresa fundada em 1994 e que se estreou no nosso ranking em 2000 na 186ª posição.

“O fraco crescimento nas principais economias desenvolvidas, os elevados níveis de dívida nos países em desenvolvimento, a deflação ou baixa inflação nos países mais ricos e o ressurgimento de políticas protecionistas estão entre as razões que explicam o ambiente económico desafiante que os retalhistas enfrentam”, explica Pedro Miguel Silva, Associate Partner de Consultoria da Deloitte.

Pelo terceiro ano consecutivo, o crescimento das receitas dos 250 maiores retalhistas de moda e acessórios ultrapassou o dos restantes segmentos. Historicamente, este segmento é também o mais rentável, e o ano de 2015 não foi exceção. No entanto, os retalhistas alimentares mantêm-se, com grande distância, como as empresas de maior dimensão (receita média de cerca de 21,6 mil milhões de dólares), e com maior representatividade no ranking (133 retalhistas que representam pouco mais de metade das 250 maiores empresas e dois terços das receitas agregadas).

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mijeronimo@deloitte.pt

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Top 10 global, ano fiscal de 2015

 

Ranking

Empresa

País de origem

Receitas em 2015 
(US$ milhões)

1

Wal-Mart Stores, Inc.

EUA

482.130

2

Costco Wholesale Corporation

EUA

116.199

3

The Kroger Co.

EUA

109.830

4

Schwarz Unternehmenstreuhand KG

Alemanha

94.448

5

Walgreens Boots Alliance, Inc. (antes Walgreen Co.)

EUA

89.631

6

The Home Depot, Inc.

EUA

88.519

7

Carrefour S.A.

França

84.856

8

Aldi Einkauf GmbH & Co. oHG

Alemanha

82.164e

9

Tesco PLC

Reino Unido

81.019

10

Amazon.com, Inc.

EUA

79.268

Top 10

1.308.065

Top 250

4.308.416

Quota de receitas do Top 10 face ao ranking global

30,4%

e = estimativa

Fonte: Deloitte Touche Tohmatsu Limited. Global Powers of Retailing 2017. Análise do desempenho financeiro e das operações correspondentes ao último exercício encerrado até junho de 2016, relatório e contas anual das empresas, dados da Planet Retail e outras fontes públicas.

O impacto da desvalorização cambial no ranking europeu e nacional

A desvalorização cambial das principais divisas face ao Dólar penalizou os retalhistas europeus no ranking deste ano, que viram a sua presença reduzida de 93 para 85 empresas e a sua receita acumulada em dólares decrescer 14% face ao ano anterior. “Um total de 23 retalhistas desta região viu as suas receitas convertidas em dólares decrescer no ano fiscal de 2015. Neste cenário, torna-se claro porque são também os retalhistas europeus os mais ativos na procura de crescimento fora dos seus mercados de origem: cerca de 40% das suas receitas foram geradas em mercados externos no ano fiscal de 2015, o que representa mais do dobro da média de todas as empresas presentes no ranking”, afirma Pedro Miguel Silva.

A nível nacional, a Jerónimo Martins SGPS, S.A. e a Sonae SGPS, S.A. continuam a assegurar lugares relevantes no ranking, mantendo a sua posição relativa dentro da Zona Euro. A Jerónimo Martins (19º da zona Euro, 64º mundial) registou um crescimento de 8% das receitas em Euros, impulsionado pelo reforço da liderança da operação na Polónia. A Sonae (41º da zona Euro, 175º mundial) apresentou um crescimento de 1% nas receitas em Euros, resultado da aposta na inovação e na crescente internacionalização das suas insígnias. O desempenho positivo registado pelos dois retalhistas portugueses não foi contudo suficiente para compensar a desvalorização do Euro face ao Dólar, tendo por isso ambas descido no ranking global.

A arte e a ciência dos consumidores

O estudo Global Powers of Retailing 2017 analisa também a arte e a ciência de nutrir a relação com o consumidor, no sentido de ajudar os retalhistas a criarem novas experiências, proporcionadas pela tecnologia, e a reforçarem a fidelização dos clientes. Os retalhistas mais inovadores sabem que a tecnologia já não é um complemento à experiência do consumidor, mas antes parte integrante da mesma.

“Vivemos numa era em que os consumidores, munidos de um acesso móvel e permanente ao mundo digital, comandam o desenvolvimento do retalho. A “omnicanalidade” tornou-se o padrão do processo de compra, dando ao consumidor mais informação, maior exigência e, em última análise, maior poder na sua relação com o retalhista”, conclui Pedro Miguel Silva, da Deloitte.

Cinco principais tendências identificadas pelo estudo:

  • Menos é mais. Os consumidores estão a definir-se menos pela posse de bens e mais pela experiência e estilo de vida.
  • A economia do "seguidor". Os consumidores procuram experiências e produtos que reflitam adequadamente a marca pessoal que construíram nas redes sociais.
  • Todos somos retalhistas. O movimento maker (“faça você mesmo”), a economia de partilha e outros fatores tornaram cada vez mais difícil definir o que um retalhista é e o que faz - os retalhistas não-tradicionais estão a desenvolver novos modelos de negócio para atender às necessidades dos seus clientes, como serviços de subscrição e flash-sales.
  • Gratificação imediata. Para se manterem relevantes, os retalhistas precisam entender e endereçar as expetativas de resposta cada vez mais imediata do consumidor moderno.
  • Evolução exponencial da tecnologia. As tecnologias exponenciais, como a inteligência artificial, a robótica e a realidade virtual estão a alterar o modo como vivemos e como iremos comprar.

Aceda aqui ao estudo completo.

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