Comunicados de Imprensa

Otimismo e perspetivas de crescimento continuam a melhorar entre os CFOs em Portugal e na Europa

  • A recuperação europeia continua, com os CFOs em Portugal a revelarem perspetivas mais otimistas e maior confiança
  • A incerteza permanece elevada, mantendo o apetite dos CFOs portugueses pelo risco em níveis baixos
  • Perspetivas de contratação e de gastos de capital melhoram à medida que os CFOs se ambientam ao crescimento
  • CFOs na Europa consideram que a probabilidade de outro estado membro sair da EU é de 33%

 

Os Chief Financial Officers (CFOs) em Portugal revelam maior otimismo, não só em relação às expetativas económicas do país, mas também às perspetivas financeiras e de crescimento das suas organizações. Contudo, a elevada incerteza financeira continua a demovê-los de arriscarem nos seus balanços. O clima positivo reflete-se também, na opinião dos CFOs, a nível europeu, ao revelarem um maior apetite pelo risco e por estratégias de negócio mais expansionistas. As conclusões são da mais recente edição do estudo “European CFO Survey”, da Deloitte.

“As mudanças políticas recentes e as eleições que decorrem em toda a Europa aumentaram a incerteza entre os CFOs, mas não prejudicaram o seu otimismo, a sua disposição para assumirem riscos e a confiança que têm no desempenho das suas empresas”, afirma Nelson Fontainhas, Partner da Deloitte. “Em Portugal, as expetativas económicas dos CFOs sofreram uma mudança significativa em relação ao ano passado. Contrariamente ao último período avaliado, o terceiro trimestre de 2016, no qual mais de 70% dos inquiridos demonstraram algum pessimismo em relação ao cenário económico português, os CFOs (52%) antecipam agora um contexto económico positivo no próximo ano”.

Otimismo e perspetiva de crescimento de receitas melhoram

Quando questionados sobre como vêm as perspetivas financeiras da sua empresa, em comparação com os últimos seis meses, 52% dos CFOs em Portugal dizem-se mais otimistas. Apenas 13% afirmam estar menos otimistas, representando um resultado líquido de +39%, um crescimento significativo comparando com os 0% no último período analisado.

“O maior otimismo deve-se à recuperação do crescimento económico a nível nacional, a um défice fiscal mais reduzido, à perceção de uma maior estabilidade política e à capacidade de o país se continuar a financiar externamente. De facto, o Banco de Portugal reviu em alta o crescimento económico para 2017, de 1,4% para 1,8%, esperando que o crescimento a longo prazo seja guiado pelo forte aumento das exportações e pela maior procura interna”, revela Nelson Fontainhas.

A nível europeu, os CFOs estão também mais otimistas (38%). Apenas 13% se dizem menos otimistas, uma redução de 25%. A Turquia é o único país em que o otimismo apresentou um decréscimo nos últimos seis meses.

Os CFOs das empresas em Portugal também permanecem otimistas quanto às receitas das suas empresas, com 69% a esperar que estas cresçam nos próximos doze meses, face aos 55% de há seis meses, um crescimento expressivo. Este sentimento é partilhado por 69% dos CFOs europeus (face aos 65% no estudo anterior). A confiança no crescimento das receitas é mais alta na Suécia (86%) e menor na Turquia (53%).

Incerteza permanece

Perto de 50% dos CFOs em Portugal consideram que os seus negócios enfrentam um elevado nível de incerteza financeira e económica externa. Apenas 4% dos inquiridos revelam um reduzido nível de incerteza, resultando um saldo líquido de +45%. Esta queda considerável no resultado (68% há seis meses) significa que os CFO sentem que a incerteza externa está a baixar.

Os resultados europeus seguem a mesma tendência, com 61% dos CFOs a considerar que existe um elevado grau de incerteza no seu negócio, uma descida face aos 67% reportados nos seis meses anteriores. As perceções de incerteza são mais elevadas no Reino Unido e na Alemanha (85%) e também na Grécia (82%). Apenas 19% dos CFOs da Noruega referem enfrentar elevada incerteza, a mais baixa de todos os países, seguida pela Finlândia (25%) e Dinamarca (30%).

Pouco apetite pelo risco em Portugal, maior na Europa

Os CFOs com menor predisposição para o risco estão em Portugal, na Grécia e na Turquia. Em Portugal, 80% dos inquiridos afirmaram não estar disponíveis para arriscar nos seus balanços. Esta percentagem regista contudo uma melhoria, face aos 87% alcançados no estudo anterior.

Para 33% dos CFOs da Europa este parece um bom momento para arriscar, comparando com os 28% de há seis meses. O apetite pelo risco é mais forte na Finlândia, onde 59% afirma que é um bom momento para assumir risco, seguida de Espanha (54%) e da Rússia (47%).

Melhoria das perspetivas de capex e contratação

De acordo com CFO Survey da Deloitte, em Portugal o sentimento de investimento evoluiu positivamente. Cerca de 53% dos CFOs planeia aumentar o capex, um crescimento em relação aos 43% registados no terceiro trimestre de 2016.

“É interessante destacar que apesar dos CFOs em Portugal demonstrarem um dos mais baixos apetites pelo risco, revelam estarem mais predisposto a aumentar o capex. Esta percentagem está acima da média Europeia e da Zona Euro”, acrescenta Nelson Fontainhas, da Deloitte.

Cerca 40% dos CFOs europeus afirmam que é expetável que a sua empresa aumente o capex nos próximos 12 meses, acima dos 32% de há seis meses. Os CFOs britânicos são os menos otimistas, com apenas 18% a prever um aumento, e os dos Países Baixos os mais otimistas, com 67%.

Houve uma grande mudança em Portugal quanto à expectativa de contratação de trabalhadores. O saldo entre os CFOs que esperam que as suas empresas aumentem o número de trabalhadores e aqueles que esperam uma redução passou de -8% no terceiro trimestre de 2016 para +17% no primeiro trimestre de 2017. A nível europeu, 34% dos CFOs dizem que sua empresa provavelmente aumentará o número de trabalhadores no próximo ano. Uma vez mais, o Reino Unido tem a menor proporção de CFOs otimistas, enquanto os CFOs irlandeses continuam a ser os mais otimistas.

CFOs da Europa posicionam-se para expansão. Portugal contrasta.

Melhorias no sentimento económico entre CFOs na Europa traduzem-se numa mudança para estratégias expansionistas. Quando questionados sobre quais as suas cinco principais prioridades para o próximo ano, apenas quatro países identificaram mais medidas defensivas do que expansivas, um dos quais Portugal. De notar, ainda assim, que a principal prioridade apontada por 63% dos CFOs assenta numa estratégia defensiva, sendo o controlo de custos a medida mais citada.

“Apesar do sentimento positivo em relação às perspetivas financeiras, em Portugal os CFOs continuam a optar por uma estratégia defensiva, destacando o controlo de custos, a eficiência do fundo de maneio e a redução dos custos como principais prioridades”, esclarece.

Preocupações regulatórias começam a superar riscos políticos e económicos

As preocupações geopolíticas e económicas tornaram-se menos prementes. Estes temas foram indicados como iminentes riscos pelos CFOs de 8 dos 19 países, em comparação com os 9 dos 16 países de há seis meses. Os CFOs de 14 países indicaram a regulação e política como um dos cinco principais riscos que suas empresas enfrentam, enquanto os CFOs de 10 dos 19 países destacaram a escassez de trabalho.

Em Portugal, os CFOs mantêm como principais riscos de negócio as políticas públicas nacionais e a instabilidade política e económica nos mercados externos, apesar da diminuição do grau de risco. O stress no sistema financeiro completa a lista. Por outro lado, o aparecimento de barreiras ao comércio/protecionismo e o custo crescente do trabalho são mencionados como os fatores cujo risco para o negócio mais aumentou face ao último período avaliado (+17pp e +12pp, respetivamente).

CFOs divididos quanto a futura integração da UE

Os CFOs na Europa atribuíram uma probabilidade de 33% de outro Estado membro deixar a União Europeia nos próximos cinco anos. Os CFOs italianos são mais propensos a acreditar que outro país vai sair, atribuindo uma probabilidade de 45% a uma saída futura. Em Portugal essa percentagem desce para os 28%.

Os CFOs foram igualmente questionados sobre que medidas assegurariam o sucesso futuro da UE. Cerca de 47% preferem uma abordagem "multivelocidade”, com uma maior integração entre alguns Estados-Membros, enquanto 38% preferem uma maior integração para a UE como um todo. Apenas 5% afirmam que nenhuma alteração é a melhor opção para a UE.

O apoio à integração é mais forte na Grécia (80%), seguida de Espanha (68%) e de Portugal (66%). No entanto, 69% dos CFOs na Alemanha preferem uma integração "multivelocidade”, seguidos da Bélgica, Suíça, Países Baixos e Áustria.

Sobre o European CFO Survey

O European CFO Survey reúne as conclusões dos inquéritos conduzidos pelas firmas-membro da Deloitte na Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Franca, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Noruega, Polónia, Portugal, Reino Unido, Rússia, Suécia, Suíça e Turquia.

O estudo foi realizado entre fevereiro e março de 2017 e participaram 1.580 CFOs. As percentagens referidas no relatório foram ponderadas de acordo com o PIB, de forma a garantir comparações precisas. Foi considerado o PIB de cada país em relação ao PIB total dos 19 países participantes.

Os resultados integrais do estudo estão disponíveis para consulta aqui.

Explore também a infografia com as principais conclusões.

Para mais informações contacte:

Communications & Media Relations

Filipa Matos
mamatos@deloitte.pt
Tel: 210 423 038

Miguel Jerónimo
mijeronimo@deloitte.pt
Tel: 210 423 064

Sobre a Deloitte

“Deloitte” refere-se a Deloitte Touche Tohmatsu Limited, uma sociedade privada de responsabilidade limitada do Reino Unido (DTTL), ou a uma ou mais entidades da sua rede de firmas membro e respetivas entidades relacionadas. A DTTL e cada uma das firmas membro da sua rede são entidades legais separadas e independentes. A DTTL (também referida como “Deloitte Global”) não presta serviços a clientes. Aceda a www.deloitte.com/pt/about para saber mais sobre a nossa rede global de firmas membro.

A Deloitte presta serviços de audit & assurance, consultoria, financial advisory, risk advisory, consultoria fiscal e serviços relacionados a clientes nos mais diversos setores de atividade. Quatro em cada cinco empresas da Fortune Global 500® recorrem aos serviços da Deloitte, através da sua rede global de firmas membro presente em mais de 150 países, combinando competências de elevado nível, conhecimento e serviços de elevada qualidade para responder aos mais complexos desafios de negócio dos seus clientes. Para saber como os aproximadamente 245.000 profissionais criam um impacto positivo, siga a nossa página no Facebook, LinkedIn ou Twitter.

Did you find this useful?