Artigo

European CFO Survey with Portugal insights Spring 2020

A perspective on COVID-19

O CFO Survey é um estudo semestral que analisa as respostas dos CFOs das maiores empresas em Portugal, integrados num painel de mais de 1.000 CFOs de um total de 18 países europeus: Áustria, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Finlândia, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Polónia, Portugal, Rússia, Suécia e Suíça. Nesta edição relativa ao 1º trimestre de 2020, ficamos a conhecer os efeitos esperados da pandemia do COVID-19 nas receitas a curto e médio prazo, assim como a ações tomadas de forma reativa em resposta a esta crise. Pretendemos que este estudo seja a voz deste grupo de CFOs, tornando os seus pontos de vista disponíveis para uma audiência mais vasta.

Key Findings

  • A presente edição do CFO Survey realizou-se entre os dias 6 e 23 de março, sendo visível nas respostas submetidas o decréscimo das expectativas dos CFOs ao longo do mês nos diversos indicadores. 31% dos CFOs que responderam a esta questão na primeira quinzena de março, acreditam numa diminuição do número de colaboradores das suas empresas nos próximos 12 meses. Na segunda quinzena, quando analisadas as respostas, verificamos um aumento significativo relativamente ao período anterior (de 31% para 75%).
  • Em média, 59% dos CFOs em Portugal em março de 2020 estavam menos otimistas em relação aos resultados financeiros das suas empresas (63% na Europa).
  • O net balance de CFOs em Portugal que acreditam que vão aumentar as suas despesas de capital, versus aqueles que acreditam numa diminuição dessas mesmas despesas, caiu 29 pontos percentuais em comparação com o último CFO Survey.
  • As empresas dão prioridade a medidas reativas a curto prazo. A liquidez é um elemento essencial e dois em cada três CFOs em Portugal, tal como na Europa, estão a cortar na despesa em resposta a esta crise.  Algumas empresas (14% em Portugal e 22% na Europa) estão também a adiar o compromisso de investimento a longo prazo para libertar recursos imediatos.
  • Repensar os planos de comunicação é a terceira área de foco, priorizada por mais de metade das indústrias em Portugal. Este é um passo essencial em tempos de crise para prestar apoio e manter a confiança dos stakeholders. A inexistência de comunicação, assim como falhas ou conflitos, podem diminuir significativamente a capacidade de resposta das empresas.

Achou esta informação útil?