Portugal alinha com os países do sul da Europa, onde os CFOs olham o futuro das empresas com otimismo

Comunicados de Imprensa

Portugal alinha com os países do sul da Europa, onde os CFOs olham o futuro das empresas com otimismo

Deloitte CFO Survey

Controlo e redução de custos continua a ser a prioridade para os CFOs em 2016

Os Chief Financial Officers (CFOs) portugueses parecem ter restabelecido a confiança na economia do país, com cerca de 80% a esperar um futuro mais positivo. Menos otimistas estão os CFOs europeus, cuja confiança se deteriorou nos últimos seis meses, segundo o CFO Survey 2015 da Deloitte, realizado semestralmente pela consultora. O sentimento de otimismo entre os cerca de 1.300 CFOs, de 15 países europeus, que participaram no estudo decresceu significativamente entre o primeiro e o terceiro trimestre de 2015, sendo esta queda mais acentuada entre os países da zona euro.

Em 2015, a Europa viveu a turbulência causada pela crise da dívida grega e viu agravadas as preocupações com a força da recuperação da economia global, em particular com as perspetivas de crescimento dos principais mercados emergentes, como a China. Também a recente crise dos refugiados sírios demonstrou como os choques externos podem influenciar a política interna. Acontecimentos levam 61% dos CFOs portugueses a classificar a incerteza internacional como elevada. Entre os CFOs europeus, a perceção sobre a incerteza financeira e económica externa cresceu 5 pontos percentuais entre o primeiro e o terceiro trimestre de 2015.

Cerca de 67% dos CFOs portugueses e quase metade dos europeus (48%) afirmaram mesmo que os acontecimentos recentes na Grécia tiveram um impacto negativo nas perspetivas de uma união monetária europeia estável e integrada a longo prazo. Apenas 22% dos inquiridos em Portugal e 18% na Europa acreditam que as perspetivas são mais positivas. De facto, as preocupações motivadas pelos riscos externos enfraqueceram o sentimento das empresas e reduziram o apetite dos CFOs pelo risco, tanto em Portugal como na maioria dos países europeus.

Apesar disso, em Portugal, o sentimento positivo estende-se às perspetivas financeiras das empresas. De acordo com o CFO Survey, a maioria dos CFOs espera maiores receitas (74%) e melhores margens operacionais (49%) durante o próximo ano. Na Europa, as expectativas relativas às receitas e margens mantiveram a tendência decrescente, ainda que com uma queda ligeira.

Esta visão otimista a nível nacional é partilhada por outros países periféricos e do sul da Europa, como Irlanda, Itália, Polónia e Espanha, que revelam fortes intenções de aumentar o investimento em capex e emprego. Uma perspetiva que claramente contrasta com o pessimismo na Europa central e do norte. Resultados que refletem a recente melhoria nos indicadores económicos e a perspetivas de crescimento nos países periféricos da Europa nos últimos trimestres.

A queda no sentimento positivo nas economias do norte da Europa, incluindo a Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Holanda e Reino Unido, é consistente com as perspetivas de fraco crescimento ao nível das exportações para estes países. As previsões de crescimento global para 2015 e 2016 foram revistas em baixa entre o primeiro e o terceiro trimestre, com as principais economias emergentes – destinos de exportação relevantes para países como a Alemanha e a Holanda – a abrandarem de forma acentuada. A perceção dos CFOs na Alemanha relativamente à incerteza económica e financeira externa permanece a mais elevada entre os 15 países da Europa.

Os CFOs europeus parecem estar, contudo, mais unidos quanto às prioridades estratégicas para o próximo ano. O controlo e a redução de custos foi referido pelos CFOs de 12 países como um dos três temas mais prioritários para o próximo ano.

Relativamente às fontes de financiamento, o autofinanciamento é a opção mais atrativa para 60% dos CFOs portugueses, seguida do financiamento bancário (53%) e dos títulos de dívida (43%). Uma posição diferente têm os CFOs europeus, para os quais o financiamento bancário é a fonte privilegiada para obtenção de fundos (65%) e o financiamento através de fundos de investimento a que menos parece interessar (25%).

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Nota técnica

As conclusões apresentadas neste relatório são representativas das opções de 1.928 CFOs de 15 países da Europa: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Reino Unido, Rússia e Suíça. O trabalho de campo realizou-se entre julho e outubro de 2015, sendo que em Portugal, o período de resposta decorreu entre 14 de setembro e 2 de outubro. Deste modo, as respostas incluem a expetativa económico-politica que resultaria das eleições.

O CFO Survey relativo ao semestre que decorre entre outubro de 2015 e março de 2016 está atualmente em curso, e incluirá a visão dos CFOs portugueses pós-eleições. Os resultados do estudo serão divulgadas durante o mês de maio.

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