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Deloitte aconselha nova abordagem

As Fusões & Aquisições constituem, actualmente, uma força motriz no mundo dos negócios

Poucas companhias dominantes na vida corporativa de hoje fizeram o seu percurso sem uma bem sucedida história de transacções. Ao longo da próxima década, as Fusões & Aquisições manter-se-ão, firmemente, como uma chave mestra nas agendas corporativas.

O Private Equity, as exigências dos investidores e a globalização, são as forças que reformulam, actualmente, o espaço dinâmico das fusões e aquisições. Estas são algumas das conclusões extraídas do mais recente relatório da Deloitte intitulado “Corporate Fight Back: five disciplines to win in M&A” que indica as cinco principais linhas de actuação para vencer nas Fusões e Aquisições.

O relatório revela que os gestores também têm de se adaptar a esta nova realidade. O mercado tornou-se mais competitivo e os gestores são, frequentemente, “vencidos” pelos investidores privados, nomeadamente pelas empresas de Private Equity (PE). Segundo dados da Deloitte, 74% das operações de venda, estruturadas através de um leilão em 2005, foram ganhas por empresas de PE, quando em 2001 a percentagem de sucesso era de apenas 30%.

Baseado num vasto programa de pesquisa, o relatório propõe cinco linhas de acção para que as empresas consigam vencer no competitivo ambiente de fusões e aquisições:

  1. Clarity of purpose: Poucas empresas vêem as fusões e aquisições como uma disciplina core. Além disso, existe uma falha de clarificação em torno da responsabilidade pelas transacções. As melhores práticas de organizações com sucesso, neste campo, demonstram clareza e rigor ao longo de todas as fases de cada transacção.
  2. Parent power: O sucesso exige que as empresas mãe contribuam e potenciem os ganhos e a performance das empresas subsidiárias. Os analistas aumentam a pressão sobre as empresas cotadas para que estas possam demonstrar que são os melhores donos que as afiliadas poderiam ter.
  3. Know your prey: Dado o ritmo de actividade das fusões e aquisições, os gestores necessitam de alocar mais recursos a esta disciplina, essenciais para identificar os alvos certos antes destes entrarem em “jogo”. Esta identificação dos negócios certos, na altura certa, permitir-lhes-á competir com maior eficácia.
  4. Incentives to execute: Nas entidades de Private Equity existe uma forte preocupação em alcançar as taxas internas de rentabilidade esperadas e uma estratégia de saída lucrativa, o que não acontece de igual forma nas restantes empresas.
  5. Integration: A capacidade de extrair o máximo lucro de todas as operações é um dever para os gestores de topo. Poucos tratam a integração separadamente do resto da transacção. As melhoras práticas começam a planear a integração ainda na fase de “pré-negócio”.

O relatório baseou-se em quatro fontes de trabalho:

  • Análise de cerca de 100 transacções entre 2001 e 2006, envolvendo uma lista de companhias do Reino Unido para melhor compreender a mudança na dinâmica dos negócios;
  • Case studies baseados em entrevistas com mais de 20 executivos de topo em Fusões e Aquisições sobre a aplicação das melhores práticas das empresas de Private Equity (PE) nas empresas do FTSE 350;
  • Entrevistas individuais com CFO’s (Chief Financial Officer) ou FD’s (Financial Directors) de 65 empresas do FTSE 350, sobre a capacidade das empresas efectuarem M&A.
  • Breve análise de 64 negócios que se realizaram nos últimos anos, com o intuito de preparar os gestores para retirarem lucro das operações de integração.