Índice Global de Competitividade do Setor Industrial 2016

Comunicados de Imprensa

Índice Global de Competitividade do Setor Industrial 2016

EUA destronam a China e ocupam o primeiro lugar da lista dos países industrializados mais competitivos até 2021

Portugal mantém a 35ª posição 

• Estudo realizado com base em entrevista a mais de 500 CEOs e administradores de empresas ligadas à área de produção industrial em todo o mundo. • Portugal mantém a sua posição no ranking de competitividade e a previsão é de segurar essa posição nos próximos cinco anos. • Talento, competitividade de custos e produtividade da força de trabalho são os três principais fatores que impulsionam a competitividade na indústria.

Os Estados Unidos deverão tornar-se no país mais competitivo em termos de produção industrial nos próximos cinco anos, com o atual líder, a China, a passar para a segunda posição da tabela. Portugal mantém a sua posição no ranking e a previsão é de segurar essa posição nos próximos cinco anos, revela o Índice Global de Competitividade do Setor Industrial 2016, realizado pela indústria de Consumer & Industrial Products da Deloitte e pelo US Council on Competitiveness.

As previsões apresentadas têm por base a análise das respostas de mais de 500 CEOs (Chief Executive Officers) e administradores de empresas ligadas à área da produção industrial em todo o mundo. Tal como aconteceu nos estudos realizados em 2010 e em 2013, os executivos foram convidados a nomear os 40 maiores países em termos de competitividade atual e futura, neste setor, e a eleger os principais fatores que impulsionam a competitividade global na indústria.

ranking elaborado evidencia o surgimento de polos regionais de grande capacidade, com a América do Norte e a Ásia, a dominarem todo o cenário competitivo. Três países da América do Norte – EUA, México e Canadá – que fazem parte do top 10, deverão manter-se nesta posição nos próximos cinco anos. Na região da Ásia Pacifico, cinco nações deverão entrar para o top 10 até 2020 – China, Japão, Índia, Coreia e Taiwan – deixando apenas dois lugares vagos para a Alemanha e para o Reino Unido, os únicos representantes da Europa no top 10 em 2020.

Os CEOs inquiridos defendem que as tecnologias avançadas de produção são essenciais para desbloquearem e assegurarem a competitividade no futuro. A analítica preditiva, a ligação em rede de objetos comuns também conhecida como “Internet of Things” (IoT) ou Internet das Coisas, os produtos inteligentes e as fábricas inteligentes que estão a ajudar a definir a “Indústria 4.0”, e os materiais avançados, são vistos pelos executivos como cruciais para que seja assegurada uma competitividade global no mercado da produção.

 

Perspetiva europeia

Os líderes empresariais veem como vantagens competitivas a falta de confiança no continente europeu e as leis de responsabilidade decorrentes dos produtos, assim como as políticas relacionadas com a proteção da propriedade intelectual, saúde, transferência de tecnologia, sustentabilidade e ciência, Por outro lado, referem como fatores mais penalizadores da competitividade na Europa as políticas de trabalho, as taxas fiscais individuais e empresariais, e as políticas económicas e fiscais.

"Tal como as suas congéneres nos Estados Unidos e no Japão, as empresas europeias estão a apostar em fábricas e produtos inteligentes, assim como na conetividade entre todos os intervenientes humanos e materiais (a Internet das Coisas). A Alemanha, principal produtor de máquinas automatizadas para unidades industriais, é pioneira nesta aposta. Vemos, em geral, que existe um grande foco europeu nas tecnologias avançadas, que está muito alinhado com o conceito da “Indústria 4.0”, mas existe ainda um caminho a percorrer”, destaca Nelson Fontainhas, partner de consultoria da indústria de Consumer & Industrial Products da Deloitte.

“Em Portugal, o setor industrial representa cerca de 12,7% do PIB nacional, o equivalente a 23,8 mil milhões de dólares, o que nos coloca longe ainda da média global. No entanto, e através de tantos exemplos positivos, o país tem mostrado ter capacidade e talento para competir com outras nações, não apenas pela competitividade de custos laborais mas também pela inovação e valor acrescentado dos seus produtos e processos. Já o fizemos no passado e é estratégico que o façamos novamente”, conclui.

 

BRICS e as “mighty 5”

Dos designados países BRIC (Brasil, Rússia, Índia, e China), apenas a China é vista pelos inquiridos como país que integra o top 10 do setor da indústria de produção em 2016. O Brasil caiu do 8º lugar em 2013 para a 29ª posição em 2016, e a Rússia saiu do 28º lugar que ocupava em 2013 para entrar na 32ª posição em 2016. Deste grupo, apenas a Índia deverá subir para o número 5 desta tabela em 2020. Este país ocupa atualmente o 11º lugar.

Um dos tópicos que merece destaque neste estudo está relacionado com o crescimento das nações da Ásia Pacífico - Malásia, Índia, Tailândia, Indonésia, e Vietname (também conhecidas por MITI V, ou “Mighty 5” (“As 5 poderosas”)). De acordo com as estimativas, todos estes países deverão estar incluídos no top 15 em 2020, e poderão inclusive representar a “Nova China” no que diz respeito ao custo da mão-de-obra, às otimizadas capacidades de produção, ao perfil demográfico favorável e ao crescimento do mercado e da economia.

Os CEOs que participaram no estudo da Deloitte identificaram também os fatores que mais impulsionam a competitividade no setor industrial. No topo da tabela está o talento, nomeadamente a disponibilidade de profissionais qualificados, com fortes competências, que promovem a adoção de estratégias de produção modernas e inovação. Aproximadamente 73 por cento dos executivos elegeram a Alemanha como um país “extremamente competitivo” em termos de talento, seguido do Japão (67 por cento) e dos Estados Unidos (66 por cento). Estes países representam o top três das nações mais competitivas no que diz respeito ao talento.

A competitividade dos custos foi identificada como a segunda variável com maior influência no nível de competitividade em termos globais, seguindo-se a produtividade, a rede de fornecimento/abastecimento e os sistemas legais e regulatórios.

Nelson Fontainhas da Deloitte afirma, a este propósito, que “para garantir uma competitividade a nível mundial, o talento tem de ser uma prioridade na agenda das empresas de produção e do país como um todo. O país deve dar mais passos no sentido de adaptar o seu aparelho formativo e tecnológico às necessidades e tendências da indústria. Neste contexto, as empresas terão de se adaptar às novas tecnologias e ao ambiente cada vez mais competitivo, através de uma cultura de constante procura de conhecimento e inovação, devendo também adotar novas práticas de gestão que permitam a aquisição, retenção e formação de talento na geração Millennials. Este é um desafio muito significativo, nomeadamente para as PME’s que são uma fatia muito importante do tecido empresarial industrial português.”

Principais fatores impulsionadores da competitividade na indústria

Drivers

Posição em 2016

Talento

1

Competitividade de custos

2

Produtividade da força de trabalho

3

Rede de abastecimento

4

Sistema legal e regulatório

5

Infraestrutura educativa

6

Infraestrutura física

7

Sistema económico, de comércio, financeiro e fiscal

8

Política de inovação e de infraestrutura

9

Políticas energéticas

10

Nível de atratividade do mercado local

11

Sistema de saúde

12

 

[1] Fonte: Estudo Índice de Competitividade Global do Setor Industrial 2016 da Deloitte e do US Council on Competitiveness.

Download do estudo

Sobre o Índice de Competitividade Global do Sector Industrial 2016

O Índice de Competitividade Global do Setor Industrial 2016 é o terceiro estudo realizado pela indústria de Consumer & Industrial Products, da Deloitte, e pelo US Council on Competitiveness, após a publicação dos relatórios de 2010 e 2013. Esta plataforma de pesquisa, que contempla uma análise efetuada em vários anos, pretende ajudar os executivos da indústria e os decisores a avaliar os fatores que mais influenciam a competitividade das empresas e dos países, e a identificar que nações poderão oferecer os ambientes industriais mais competitivos até ao final desta década. O estudo de 2016 inclui a participação de mais de 500 executivos de todo o mundo que operam no setor da indústria. Para mais informações sobre as conclusões do estudo ou dos participantes visite (página no Dtt.pt).

 

Sobre a Deloitte

“Deloitte” refere-se a Deloitte Touche Tohmatsu Limited, uma sociedade privada de responsabilidade limitada do Reino Unido (DTTL), ou a uma ou mais entidades da sua rede de firmas membro e respetivas entidades relacionadas. A DTTL e cada uma das firmas membro da sua rede são entidades legais separadas e independentes. A DTTL (também referida como "Deloitte Global") não presta serviços a clientes. Para aceder à descrição detalhada da estrutura legal da DTTL e suas firmas membro consulte www.deloitte.com/pt/about

A Deloitte presta serviços de auditoria, consultoria fiscal, consultoria de negócios e de gestão,financial advisory,  gestão de risco e serviços relacionados a clientes nos mais diversos setores de atividade. Com uma rede globalmente ligada de firmas membro em mais de 150 países e territórios, a Deloitte combina competências de elevado nível com oferta de serviços qualificados conferindo aos clientes o conhecimento que lhes permite abordar os desafios mais complexos dos seus negócios. Os mais de 225.000 profissionais da Deloitte assumem o compromisso de criar um impacte relevante na sociedade.

A informação contida neste comunicado de imprensa está correta no momento do envio à comunicação social.

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Para mais informações contacte:

Communications & Media Relations

 

Miguel Jerónimo 

mijeronimo@deloitte.pt

Tel: 210 423 064

 

Filipa Matos

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Tel: 210 423 038

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