Comunicados de Imprensa

Investidores “oportunísticos” cedem lugar aos investidores institucionais

  • Inquiridos pela Deloitte, os agentes do setor imobiliário nacional estão mais otimistas quanto à captação de fundos nos próximos 12 meses
  • Fundos de Fundos e bancos apontados como os principais financiadores do investimento em imobiliário em 2018
  • Burocracia, política fiscal e situação política do país com impacte negativo no setor, segundo os inquiridos

 

O ano de 2017 será de mudança para o setor imobiliário em Portugal quanto ao perfil de investidores. Aos investidores “oportunísticos”, guiados pelo preço baixo, deverão suceder os investidores core, mais seletivos e com maior capacidade de investimento. Preços dos imóveis deverão continuar a subir, revela o estudo Portuguese Real Estate Investment Survey, da Deloitte, que avalia a perceção dos agentes do setor quanto à evolução do mercado imobiliário em Portugal, no primeiro trimestre deste ano.

Questionados sobre as opções estratégicas para 2017, os inquiridos mostram-se repartidos entre o investimento (29%), o desinvestimento (33%) e a gestão de portfólio (38%). Embora o foco das empresas que têm atualmente uma política de investimento se encontre dividido entre uma estratégia de investimento Value added e Core, cada um com 52%, espera-se no futuro um crescimento no segmento Value added, sobretudo à custa do desinvestimento nos “negócios oportunísticos” (que desce de 29% para 19%).

“O contexto gerado pela crise económica em Portugal revelou-se favorável ao investimento imobiliário para os fundos “oportunísticos”, que vivem das oportunidades do pós-crise e da especulação que promovem. Contudo, e à medida que os ativos vão valorizando, assistimos a uma inversão do processo, isto é, ao aparecimento dos investidores institucionais, com mais capital para investir e, logo, para suportar preços mais elevados, e à saída dos “fundos abutres”,” afirma Jorge Marrão, partner e líder do setor de Real Estate da Deloitte.

Segundo o estudo, os fundos de fundos e os bancos (ambos com 52%) serão os principais financiadores do investimento em 2018. A origem do financiamento será maioritariamente europeia (81%) e norte-americana (48%), com a Ásia e o Médio Oriente a representar 43%.

“Há um crescente interesse dos fundos americanos pelo mercado imobiliário europeu. É expectável que, face ao aumento das taxas de rentabilidade destes ativos, Portugal possa ser visto como um destino desse investimento. A valorização do património imobiliário poderá ter, contudo, consequências para as famílias portuguesas que queiram adquirir habitação”, esclarece Jorge Marrão.

A perceção das organizações quanto à captação de fundos no futuro está mais otimista quando comparada com os últimos 12 meses. A percentagem de inquiridos que vê a captação de fundos como “difícil” baixa de 43%, nos últimos 12 meses, para 34%, relativamente aos próximos 12 meses. A dimensão do financiamento (81%), o número de investidores (71%) e a duração do processo (76%) são considerados fatores significativos/muito significativos para a captação de fundos por grande parte dos agentes do setor.

Quanto à duração do processo de aquisição de ativos, 57% dos inquiridos revelam que está entre “3 e 6 meses”, enquanto 24% apontam para “6 a 12 meses”, considerando os processos com duração inferior a 3 e superior a 12 meses bastante improváveis.

Estratégia de desinvestimento

Na perspetiva das entidades que pretendem desinvestir, a estratégia vai passar do desinvestimento Core (que decresce de 43% para 33%) para desinvestimento Value added (que sobe de 38% para 52%).

Os fundos de fundos (52%) e os fundos de pensões (38%) apresentam-se como os principais investidores em imobiliário no próximo ano, e a principal origem do capital será a Europa (71%), seguida pela América do Norte (52%).

Entraves à evolução do mercado

Os principais agentes do setor ouvidos na 1ª edição do Portuguese Real Estate Investment Survey da Deloitte consideram que a burocracia, a política fiscal e a situação política do país terão um impacte negativo no mercado imobiliário, nos próximos 3 meses. No entanto, a procura, a oferta, o investimento estrangeiro e a entrada de novos players são encaradas como variáveis positivas para o setor.

Para mais informações contacte:

Communications & Media Relations

Filipa Matos
mamatos@deloitte.pt
Tel: 210 423 038

Miguel Jerónimo
mijeronimo@deloitte.pt
Tel: 210 423 064

Portuguese Real Estate Investment Survey

O Portuguese Real Estate Investment Survey é um estudo trimestral da Deloitte que avalia a perceção dos agentes do sector imobiliário português em relação à evolução do mercado e à sua estratégia, atual e futura. Participaram nesta primeira edição os principais agentes do setor - sociedades gestoras de fundos imobiliários, bancos, fundos Imobiliários e Private Equity. As respostas foram recolhidas durante os meses de março e abril de 2017.

 

Sobre a Deloitte

“Deloitte” refere-se a Deloitte Touche Tohmatsu Limited, uma sociedade privada de responsabilidade limitada do Reino Unido (DTTL), ou a uma ou mais entidades da sua rede de firmas membro e respetivas entidades relacionadas. A DTTL e cada uma das firmas membro da sua rede são entidades legais separadas e independentes. A DTTL (também referida como “Deloitte Global”) não presta serviços a clientes. Aceda a www.deloitte.com/pt/about para saber mais sobre a nossa rede global de firmas membro.

A Deloitte presta serviços de audit & assurance, consultoria, financial advisory, risk advisory, consultoria fiscal e serviços relacionados a clientes nos mais diversos setores de atividade. Quatro em cada cinco empresas da Fortune Global 500® recorrem aos serviços da Deloitte, através da sua rede global de firmas membro presente em mais de 150 países, combinando competências de elevado nível, conhecimento e serviços de elevada qualidade para responder aos mais complexos desafios de negócio dos seus clientes. Para saber como os aproximadamente 245.000 profissionais criam um impacto positivo, siga a nossa página no FacebookLinkedIn ou Twitter.

Did you find this useful?