Uma crise de confiança

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Uma crise de confiança

Administradores estão conscientes dos riscos de uma crise, mas não se sentem totalmente preparados para a enfrentar

• Estudo revela que há pouca articulação entre os elementos da administração e a equipa de gestão • Danos na reputação corporativa no topo da lista de maiores vulnerabilidades • Crises financeiras e operacionais são as que exigem maior período de recuperação

Com interesse

Os membros dos conselhos de administração das empresas em todo o mundo confiam na capacidade das suas organizações em lidar com situações de crise (76%), mas não sentem que eles e as suas empresas estejam completamente preparados para esses momentos. Menos de metade (49%) dos executivos inquiridos referem que as suas organizações dispõem dos recursos e processos para lidar, da melhor forma, com uma crise, segundo o estudo promovido pela Deloitte e realizado pela Forbes Insights “Uma crise de confiança”. 

“A maioria das empresas irá enfrentar uma crise a certa altura do seu percurso. É uma questão de “quando” e não “se”, refere Nuno Belo, partner de consultoria da Deloitte. “Os membros dos conselhos de administração devem articular-se com as suas equipas de gestão para garantir que existe um entendimento comum dos riscos que a organização apresenta maior nível de vulnerabilidade a eventuais crises. É igualmente importante assegurar que esse alinhamento resulta no reforço efetivo dos processos e sistemas utilizados para detetar e prevenir situações adversas. 

Principais conclusões do estudo da Deloitte: 

Diferença entre “sentir-se preparado” e “estar preparado”: Mais de três quartos dos inquiridos (76%) acreditam que as suas empresas responderiam de forma eficaz caso amanhã surgisse uma crise. Contudo, apenas 49% dos membros dos conselhos de administração afirmam que as suas empresas recorrem à monitorização ou a planos de comunicação interna para prever possíveis problemas. Igual percentagem afirma que as suas empresas possuem guias de resposta a cenários de crise. Um número ainda menor (32%) confirma que as suas organizações participam em simulações de crise ou em ações de formação sobre o tema. 

Danos na reputação corporativa no topo da lista de maiores vulnerabilidades, seguido pelo crime informático, ou cibercrime: De acordo com os inquiridos, as áreas de crise que os fazem sentir mais vulneráveis são a reputação corporativa (73%) e o cibercrime (70%). Dois terços (66%) também identificam como vulneráveis as áreas relacionadas com a cadeia de abastecimento, com aspetos regulatórios e associados a desastres naturais. 

Lacuna entre vulnerabilidade e preparação: Quando questionados sobre áreas específicas de crise, os membros dos conselhos de administração estavam mais propensos a reconhecer a sua vulnerabilidade, do que quando mencionaram que tinham um plano para enfrentá-la. Por exemplo, 73% indicaram a reputação como uma vulnerabilidade, mas apenas 39% referiram que tinham um plano definido para abordá-la. 

Reduzida articulação entre os elementos da administração e a equipa de gestão: Menos de metade dos inquiridos (49%) indica que se articularam com as equipas de gestão para compreender como a organização se tem preparado para a crise. Apenas metade revela que os administradores e a equipa de gestão têm conversas regulares e específicas sobre a prevenção de crise. 

Não existem soluções rápidas: Menos de um terço (30%) dos membros dos conselhos de administração das organizações que enfrentaram crises afirmam que a reputação foi recuperada em menos de um ano. Cerca de 60% refere que demoraram quatro anos ou mais a recuperar. As crises financeiras e operacionais exigem também um longo período de recuperação. 

“É evidente que a preparação e a resistência à crise tem de ser um assunto mais predominante nas agendas das reuniões de administração. Embora a abordagem possa variar de empresa para empresa, administradores e gestores não devem subestimar o desafio que é preparar uma organização para uma crise”, segundo Nuno Belo. 

O estudo global realizado pela Forbes Insights, em parceria com a Deloitte, foi conduzido com o objetivo de avaliar o nível de preparação das grandes organizações para responder a uma crise. Desta análise fizeram parte mais de 300 membros dos conselhos de administração de empresas que representam as principais indústrias e regiões geográficas, a nível mundial. 

Pode aceder à versão completa do estudo, aqui.

Para mais informações contacte:

Communications and Media Relations

Miguel Jerónimo
mijeronimo@deloitte.pt
Tel: 210 423 064

Filipa Matos
mamatos@deloitte.pt
Tel: 210 423 038

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