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As 25 mudanças que vão afetar o seu bolso em 2017

30-12-2016 | Jornal Económico

Em 2017, as famílias recuperam rendimento mas também há preços que sobem. Saiba tudo o que vai mexer na sua carteira.  
 
Todos os anos a histórias repete-se: a mudança do calendário para um novo ano traz atualizações nos preços, subidas e descidas. Se, por um lado, em 2017 as famílias irão sentir um aumento dos rendimentos, por outro há também vários aumentos em diferentes produtos e setores. O Jornal Económico sintetizou quais as 25 mudanças que vão afetar a sua carteira no próximo ano para que possa organizar melhor o seu orçamento. 
 
Fim da sobretaxa 
 
A taxa é eliminada ao longo de 2017 consoante o escalão de rendimento. O segundo escalão (que tem um rendimento coletável entre 7,1 e 20,3 mil euros) já não vai pagar a sobretaxa em janeiro. Os contribuintes do terceiro escalão (entre 20,3 e 40,5 mil euros) deixam de pagar em julho, enquanto o quarto (entre 40,5 e 80,6 mil euros) fica isento em outubro e o quinto escalão (acima de 80,6 mil euros) o fim acontece a partir de dezembro. 
 
Escalões de IRS 
 
De acordo com o Orçamento do Estado para 2017, os escalões de IRS são atualizados em 0,8%, tendo por base a estimativa de inflação prevista para este ano. Desta forma, os contribuintes mantém-se no mesmo escalão. 
 
Salário Mínimo 
 
A partir de janeiro, o salário mínimo nacional vai aumentar para 557 euros. Atualmente, o salário mínimo nacional é de 530 euros e o compromisso assumido pelo Governo é chegar aos 600 euros em 2019. 
 
Pensões 
 
Os pensionistas com rendimentos até 838,44 euros vão ter uma atualização da pensão em 0,5% (taxa de inflação) já em janeiro, o que representa um aumento até 4,2 euros. Já os pensionistas que ganham até 636 euros – e que não tenham usufruído de atualizações entre 2011 e 2015 – vão ter um aumento extraordinário até dez euros, a partir de agosto. Para os que tiveram aumentos na anterior legislatura e que recebam até 636 euros, o acréscimo em agosto será até seis euros. 
 
Subsídio de almoço 
 
Os funcionários públicos vão ter um aumento de 0,25 cêntimos por dia no subsídio de almoço, que passará a ser de 4,52 euros. em janeiro. Mais tarde, em agosto, o subsídio volta a subir 0,25 cêntimos, para 4,77 euros. 
 
Abono de família 
 
Esta prestação social vai sofrer um aumento gradual para as crianças até três anos. Até agora, uma criança que pertencesse ao primeiro escalão, e que tivesse até 12 meses de idade, recebia 145,69 euros. O valor caia para 36,42 euros a partir dos 13 meses e até ter 36 meses (três anos). A partir de 2017, as crianças do primeiro escalão com 13 a 36 meses terão um aumento do seu abono de família para 54,63 euros no primeiro semestre e depois para 72,85 euros, no segundo semestre. A intenção é que, em 2019, todas as crianças até aos três anos recebam o mesmo valor que recebem as de até um ano, ou seja, 145,69 euros. 
 
Subsídio em duodécimos 
 
Os funcionários públicos e os pensionistas do Estado vão receber metade do valor do subsídio de Natal em duodécimos. Os restantes 50% serão pagos em novembro (CGA) ou dezembro (Segurança Social). Já os trabalhadores do setor privado mantêm a opção de escolher se pretendem receber metade dos subsídios em duodécimos ou por inteiro, devendo comunicar à entidade patronal logo nos primeiros dias do ano. 
 
Apoio a desempregados de longa duração 
 
A medida foi introduzida em 2016 e será mantida em 2017. Pode ser requerido por quem tenha esgotado o subsídio de desemprego há um ano. O montante máximo é de 335,4 euros e tem a duração de seis meses. 
 
Refeição escolar como despesa de educação 
 
As despesas com as refeições nas cantinas das escolas públicas vão passar a contar como despesa de educação no IRS, isto independentemente do valor do IVA ou da entidade que presta o serviço. Os contribuintes deverão categorizar e validar estas despesas, no e-Fatura, como educação. 
 
Manuais escolares gratuitos 
 
No próximo ano letivo os alunos do primeiro ciclo, ou seja, até ao 4º ano de escolaridade, vão ter direito a manuais escolares gratuitos, segundo o Orçamento do Estado para 2017. Neste ano letivo em vigor os alunos do primeiro ano já tiveram direito a manuais gratuitos. Foi o primeiro ano e agora a medida estende-se a mais três anos de escolaridade. 
 
Eletricidade 
 
As tarifas de eletricidade no mercado regulado vão aumentar 1,2% já a partir de janeiro. Isto significa um aumento de cerca de 57 cêntimos numa fatura média mensal de 47 euros, de acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). 
 
Gás 
 
Os preços do gás não vão sofrer alterações em janeiro, uma vez que atualização das tarifas agora só acontece em julho para os consumidores que se mantêm no mercado regulado. Em julho de 2016, as tarifas de gás natural baixaram 13,3% para os consumidores domésticos, 14,6% para os empresariais e 20,2% para os consumidores industriais. 
 
Água para famílias carenciadas 
 
As famílias com mais dificuldades económicas podem usufruir de tarifas sociais na fatura água e conseguir assim pagar menos. A atribuição destas tarifas, e respetivo desconto, fica ao critério de cada município, tendo as famílias de cumprir alguns requisitos para terem direito. 
 
Rendas 
 
O valor das rendas deverá aumentar 0,54% a partir de janeiro, tendo por base os valores da inflação dos últimos 12 meses até agosto, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Isto representa mais 54 cêntimos por cada 100 euros de renda. 
 
Crédito à habitação 
 
A taxa Euribor, que serve de referência à maioria dos empréstimos da casa em Portugal voltou a cair, o que significa que a prestação vai voltar a descer nos créditos revistos em janeiro. No caso da Euribor a três meses a média mensal está em -0,217% quando em junho, aquando a última revisão era de -0,162. 
 
Imposto sobre imóveis 
 
O Orçamento do Estado para 2017 introduziu o Adicional ao IMI (AIMI), que substitui o Imposto do Selo e a tributação individual do valor patrimonial tributário de imóveis de luxo. Têm de pagar este adicional os proprietários de imóveis destinados à habitação com valor patrimonial conjunto superior a 600 mil euros (ou 1,2 milhões de euros para casados ou unidos de facto). A taxa é de 0,7%. Já os imóveis acima de um milhão pagam uma taxa de 1%. No caso das empresas a taxa é de 0,4% sobre a totalidade do valor patrimonial tributário. 
 
Leite 
 
O preço do leite deverá manter-se em 2017.O diretor-geral da Associação Nacional dos Industriais de Laticínios (ANIL), Paulo Costa Leite, afirma que, “atendendo à situação atual não se perspetivam alterações substanciais” e que, “não havendo situações anormais de mercado, por excesso ou por defeito, o preço do litro de leite deve manter-se nos níveis atuais”. Um litro de leite custa em média entre os 42 e os 55 cêntimos, mas a própria indústria admite que é difícil apurar um preço médio, atendendo “ao ritmo e intensidade das promoções”. 
 
Pão 
 
O preço do pão deverá manter-se inalterado no próximo ano. “Não se perspetiva, isto ainda não está bom e não podemos ganhar”, disse a secretária-geral da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP), Graça Calisto. Em média, uma carcaça custa em entre oito e os 12 cêntimos. 
 
Tabaco 
 
o preço do maço de tabaco vai aumentar 10 cêntimos no próximo ano para refletir a subida do Imposto sobre o Tabaco (IT). À Lusa, André Marques, dirigente da Associação Nacional de Grossistas de Tabaco, confirmou este aumento, mas indicou que só deverá acontecer depois de concluído o primeiro trimestre do ano, uma vez que ainda há ‘stock’ para escoar. 
 
Refrigerantes 
 
As bebidas com açúcar vão aumentar até 30 cêntimos por cada garrafa de 1,5 litros, a partir de fevereiro, segundo estimativas da consultora Deloitte
 
Bebidas alcoólicas 
 
Nas bebidas alcoólicas estão previstos aumentos, a partir de janeiro, em vários produtos e que deverão rondar os 3%. 
 
Portagens 
 
A maioria dos preços deverá manter-se. Segundo, a Brisa Concessão Rodoviária (BCR) apenas 18 das 93 taxas de portagens serão alteradas, sendo o aumento médio de 0,86%. Um dos aumentos será na A1, a estrada que liga Lisboa ao Porto, e cuja a viagem vai custar mais 35 cêntimos. 
 
Telecomunicações 
 
Os preços das telecomunicações já aumentaram logo após os operadores terem assinados acordos operadores para partilhar os direitos televisivos de futebol. Nem Vodafone, nem a NOS ou MEO estão a prever aumentar preços novamente em janeiro. Já a Nowo (antiga Cabovisão) vai ter uma subida de 5%, segundo a Lusa. 
 
Automóvel 
 
O Imposto Único de Circulação (IUC) sobe em média 0,8% e podem atingir um limite máximo entre 6,5% e 8,8% para os veículos mais poluentes. Se os automóveis tiverem emissões entre os 180 e os 250 gramas por quilómetro corresponde a um aumento de 38,08 euros, o que traduz uma subida de 6,5%, enquanto se a marca dos 250 gramas por quilómetro for ultrapassada a fatura terá um acréscimo de 65,24 euros, o equivalente a mais 8,8%, adianta a Lusa. Já o Imposto sobre Veículos subirá em redor dos 3,2%, segundo as contas da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA). 
 
Taxas moderadoras 
 
Os utentes vão continuar a pagar o mesmo sempre que forem a uma urgência médica ou a uma consulta, já que não se estimam mexidas nos preços.

 

Fonte: Jornal Económico

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