Pesquisas

As PMEs que Mais Crescem no Brasil

Edição 2017

A Deloitte, em parceria com a Revista Exame, apresenta a 12ª edição desta pesquisa, que já é referência nacional no mercado das organizações emergentes

Para lidar com as indefinições do atual ambiente e ainda ir além, ou seja, colher um bom resultado, muitas organizações traçaram seus próprios caminhos e estratégias. Algumas até se dispuseram a rever seu posicionamento de mercado –uma prática saudável e necessária quando o cenário se transforma.

Com esse pano de fundo, a Deloitte realizou mais uma edição da tradicional pesquisa “As PMEs que mais Crescem no Brasil”. Nesta edição, o estudo se debruçou sobre “A Estratégia do Reposicionamento” das empresas emergentes de sucesso frente aos atuais desafios econômicos e de negócios.

Pela primeira vez, além das Pequenas e Médias Empresas (PMEs), a pesquisa envolveu também empresas de maior porte na premiação “Best Managed Companies – Brasil”, com o objetivo de valorizar as melhores práticas de gestão que podem inspirar gestores e empreendedores.

Em um momento em que o mercado brasileiro se mobiliza em torno de soluções para a retomada da atividade econômica no País, as PMEs têm muito a contribuir.

Com criatividade, flexibilidade e inovação, as PMEs de maior crescimento no Brasil estão aí para provar que, mesmo nos momentos difíceis, a roda do desenvolvimento não para para quem está preparado para os desafios.

 Vida após os cortes

Desde 2014, muitas empresas já vinham lidando com a necessidade de fazer ajustes nos custos e nas despesas, em busca de maior eficiência. Neste último ano, os ajustes se mantiveram, mas o principal desafio das empresas foi se adequar à nova realidade da economia com a mesma estrutura, já enxuta. Entre as PMEs do ranking das 100 que mais cresceram, a mediana do número de funcionários se manteve em 2016 em um patamar similar ao do ano anterior. Já a divisão da receita líquida por funcionário aumentou em 23% no mesmo período, o que indica que essas empresas obtiveram maior eficiência.

 Investimentos criteriosos

Em momentos nos quais os recursos são escassos, a alocação de investimentos é feita de forma ainda mais criteriosa. As empresas emergentes de maior crescimento não deixaram de fazer – e ampliar – investimentos em áreas importantes, como softwares e máquinas e equipamentos. O foco com esses aportes, mais uma vez, está em garantir maior produtividade e apoiar a estratégia de crescimento. Quase 90% das PMEs do ranking lançaram novos produtos e serviços em 2016, refletindo um esforço dessas organizações de se reposicionar em um mercado volátil.

 Inovação no radar

Um grupo importante de empresas entre as PMEs classificadas para o ranking está engajado em práticas de fomento à inovação, como investimento em tecnologia, formação de profissionais para lidar com desafios diversos e disseminação de uma cultura aberta a novas perspectivas na solução de problemas. Quase 70% das empresas contam com uma equipe dedicada (integral ou parcialmente) para a gestão e o desenvolvimento da inovação.

 Olhar para dentro

A revisão de processos e atividades internas é realizada mensalmente por metade das empresas emergentes que figuram no ranking de maior crescimento. A implementação de metas para a redução de gastos também está no foco dessas organizações, sendo realizada mensalmente por 43% das empresas entrevistadas. O objetivo com essas ações é responder, de forma ágil e estruturada, às transformações e incertezas do ambiente de negócios.

 Avaliação de cenários

Grande parte das PMEs que mais cresceram revelou considerar um desafio prioritário o equilíbrio entre a volatilidade da demanda – intensificada no atual cenário econômico – e os custos com fornecedores. O aumento dos custos tem sido acompanhado de perto pelas empresas, ao mesmo tempo em que houve queda na demanda por conta da crise.

Para lidar com essas movimentações, além de práticas de monitoramento e inteligência de mercado, é recomendável que as empresas realizem o acompanhamento e a gestão dos riscos financeiros relacionados à sua atividade, de forma a visualizar cenários e estabelecer respostas aos desafios apresentados.

 A importância do compliance

Considerando que 40% das PMEs do ranking das 100 que mais crescem possuem instituições governamentais ou empresas públicas entre seus clientes, vale ressaltar a importância da implementação de uma estrutura de conformidade para lidar com as especificidades de se fazer negócio com organizações do setor público. Praticamente dois terços das empresas possuem um código de ética e conduta estabelecido e mais da metade já realiza auditoria interna. No entanto, pouco mais de um quarto das empresas executa o gerenciamento formal de riscos – um indicador que oferece grande oportunidade de crescimento, frente à atual demanda da sociedade por práticas de transparência nos negócios. 

Destaques das PMEs do ranking

Edições anteriores

Acesse aqui o histórico da pesquisa "As PMEs que Mais Crescem no Brasil", realizada em parceria com a Editora Abril desde 2006.

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