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Tendências governamentais 2021

Ações transformacionais no setor público

O ano de 2020 trouxe uma série de desafios para os governos. Apesar disso, como o setor público acompanhou a pandemia, bem como outras disrupturas econômicas e sociais? Nove tendências ilustram de forma abrangente a transformação enfrentada por governos em todo o mundo.

O começo da década foi turbulento. Governos tiveram, repentinamente, que se posicionar para enfrentar uma das maiores crises de saúde pública do século, além de lidar com grandes rupturas econômicas e sociais. O setor público está associado a mudanças incrementais, mas 2020 foi realmente um ano de descontinuidade.

À medida que a crise avançava no mundo, cidadãos recorriam aos governos para ajuda econômica, ações para conter a disseminação do vírus, além de informações verídicas sobre a situação. Os governos que souberam responder rapidamente aos desafios ganharam altos índices de confiança.

Diante disso, o Deloitte Center for Government Insights desenvolveu a edição de 2021 do estudo “Tendências governamentais” para entender os nove pontos de vista transformacionais que governos desdobraram durante a pandemia.

As tendências incluem ações governamentais que aderem à tecnologia de inteligência artificial, identidades digitais, estímulos comportamentais, governo antecipatório, cloud e experiência centrada no consumidor. Os governos que estavam à frente dessas tendências se mostraram muito mais capazes de responder às necessidades dos cidadãos.

Tendências governamentais

Confira as nove tendências:

  1. Digitalização acelerada: A pandemia tornou o digital um imperativo no setor público, capaz de trazer inovações e deixar de lado ações obsoletas – pavimentando assim o futuro do governo digital.
  2. Prestação contínua de serviços: embora haja muitas lacunas entre a prestação de serviços no âmbito público e a experiência digital de cidadãos e empresas – a boa notícia é que muitos governos estão trabalhando em avanços nessa área.
  3. Flexibilidade no local de trabalho: Muitas organizações do setor público começaram a adotar locais de trabalho adaptáveis: pessoas e equipes trabalhando onde elas sejam produtivas e estejam inspiradas.
  4. Dinâmica de dados fluída: Conforme o manejo com dados se torna cada vez mais crítico para a solução de problemas, governos estão explorando novas maneiras de aprimorar o compartilhamento de dados com o objetivo de agregar valor, além de economizar tempo e dinheiro.
  5. Governos como um sistema cognitivo: O setor público em todo o mundo está cada vez mais utilizando uma abordagem cognitiva para a tomada de decisões, confiando em evidências passadas, dados em tempo real e projeções futuras para informar suas políticas.
  6. Governo ágil: Em resposta à Covid-19, muitos governos começaram a utilizar metodologias ágeis para enfrentar uma série de desafios.
  7. Ampla inclusão da cibersegurança: Governos reconheceram a necessidade de incluir a cibersegurança em suas redes – porém será preciso expandir o foco em todo um ecossistema.
  8. Governo inclusivo e centrado na equidade: Conforme as questões de inclusão, diversidade e equidade vêm à tona, muitos governos estão começando a se perguntar como as políticas sobre o assunto têm sido tratadas, implementadas e avaliadas – com o objetivo de lidar com os desigualdade sistêmica
  9. Garantia da confiança pública no governo: À medida que a pandemia avançava, a confiança no governo em muitos países ressaltou que alguns ainda têm que percorrer um longo caminho para ganhar a confiança dos cidadãos – incluindo o combate à desinformação e a transparência sobre a coleta e o uso de dados.
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