Pesquisas

Governança de terceiros e gestão de riscos 

Agora, todos juntos

A quarta edição da pesquisa global da Deloitte aponta como as incertezas e desconfianças contínuas no ambiente econômico e de negócios têm um impacto significativo na gestão das relações com fornecedores e parceiros.

Com a participação de 1.055 respondentes de 19 países, o estudo global da Deloitte “Agora, todos juntos – Governança de terceiros e gestão de riscos" mostra que, embora haja um foco renovado em amadurecer as práticas do tema na maioria das organizações, os resultados da pesquisa refletem o período em que foi realizada, com claros sinais de desaceleração no crescimento econômico global.

Os respondentes afirmaram que suas empresas têm tentado melhorar o gerenciamento de riscos de terceiros investindo em talentos, tecnologias de ponta e modelos operacionais robustos, entretanto, menos de três em cada dez participantes da pesquisa acreditam que seu gasto de capital corresponde à quantidade ideal (ou acima da ideal).

O estudo também indica que as organizações estão preferindo agilizar e simplificar suas tecnologias de gerenciamento de riscos. Cientes da gravidade das consequências negativas de ações de terceiros para a sua reputação, receita e valor para acionistas, as empresas deverão continuar investindo na melhoria de seus processos de gestão de riscos.

A edição de 2019 da pesquisa aponta as seis áreas-chave de amadurecimento das práticas de gestão de riscos de terceiros:

  • Ambiente econômico e operacional: a incerteza da economia continua a direcionar o foco em redução de custos e no investimento em talentos em gestão de riscos de terceiros.
  • Investimento: a fragmentação dos investimentos tem prejudicado a maturidade em governança de terceiros, negligenciando certos riscos e afetando desfavoravelmente tarefas básicas.
  • Liderança: os conselhos e executivos seniores defendem uma abordagem de gestão de riscos de terceiros de dentro para fora, o que inclui melhor engajamento, coordenação e uso mais inteligente de dados.  
  • Modelo operacional: as estruturas federadas compõem o modelo operacional dominante para governança de terceiros, sustentado por centros de excelência e serviços compartilhados.
  • Tecnologia: as organizações estão racionalizando e simplificando a tecnologia de gestão de riscos de terceiros em diversas unidades operacionais.  
  • Subcontratantes e riscos de afiliados: as organizações têm uma má supervisão dos riscos representados por subcontratados e afiliados de terceiros.
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